ÂMAGO

Aqui o Marcos Analisa Gibis dos Outros

Domingo, Dezembro 07, 2008

Caríssimos, Leitores e Leitoras!
A partir desta postagem, o seu blog Âmago estará de casa nova, em um novo visual e com matérias que trarão mais curiosidades sobre o fantástico mundo dos quadrinhos. Acessem www.quadrinhosdarkmarcos.blogspot.com e continuem a nos prestigiar! Aguardo vocês lá!!!

Sábado, Novembro 29, 2008


NAMOR, O PRÍNCIPE SUBMARINO (1939)

- Marvel Comics 1 (Novembro de 1939)
- Marvel Mystery Comics 2 (Dezembro de 1939)

Namor é mais conhecido no Brasil por seu desenho animado da década de 60 (é... faz tempo). E chamar aquela série de "animada" é até ser bonzinho demais, já que o termo mais aproximado seria "des-animado". Acontece que o recurso utilizado era pegar os desenhos diretos das revistas em quadrinhos e ir mexendo partes do corpo do personagem, na maioria das vezes a boca, mostrando algum movimento quando o herói falava. Os que ainda lembram desse desenho talvez nem mesmo conheçam o personagem pelo seu nome, lembrando mais a sua alcunha de Príncipe Submarino. Porém, isso também ocorre nos Estados Unidos, onde, apesar de ser chamado de Namor, é mais popular usar o nome Sub-Mariner para identificá-lo.

O Príncipe Submarino, ou Namor se preferirem, apesar de pertencer ao Universo de super-heróis Marvel, surgiu bem antes da editora se firmar com esse nome (na década de 60). Por pouco nem mesmo pertenceria a Marvel. Surgiu nas páginas da revista Motion Picture Funnier Weekly, espécie de revsta-pulp com histórias em quadrinhos que era distribuídas em cinemas, em Abril de 1939. Criado pelo desenhista e escritor Bill Everett, meses depois passaria a publicar suas aventuras (desde sua primeira história) na revista Marvel Comics, primeira publicação de uma, então, nova editora de quadrinhos chamada Timely Comics. Futuramente, esta mesma editora viria a se tornar a editora Marvel que conhecemos hoje, como o nome homenageando sua primeira publicação.

Namor, no entanto, não poderia ser chamado exatamente de herói naquela época. De comportamento selvagem, há quem diga que este foi o primeiro super-anti-herói a surgir nos quadrinhos. Nem mesmo esse termo lhe cabe. Sua atitudes estavam mais para vilão de suas histórias. Histórias estas que pouco tinha de aventura de super-herói, mais parecendo um conto de ficção onde a humanidade enfrentava os ataques desse novo personagem, que buscava vingança pelo "povo da superfície" invadir os mares. Era como se fosse um conto de invasão alienígena, trocando seres do espaço por seres vindo do fundo do mar.

Ao contrário do que se pode imaginar, as histórias daquela época pouco tinham de ingênuas. Na verdade, para os mais puritanos, é difícil acreditar que uma aparentemente inocente história em quadrinhos pudesse ser produzida para crianças. A revista Marvel Comics (que, já no segundo número muda seu nome para Marvel Mystery Comics) não poupava a sanguinolência em suas páginas. Vistas hoje, algumas cenas só são mais amenas pela simplicidade dos desenhos. Para época, porém, o tom já era outro.



Em sua primeira aparição, por exemplo, Namor não pensa duas vezes em esmagar a cabeça de um mergulhador. O roteiro até tenta mostrar certa ingenuidade do personagem, quando este diz ter destruído e matado mergulhadores, por pensar que se tratava de robôs (as roupas dos mergulhadores, por estarem procurando destroços no fundo do oceano, eram mais robustas devido a pressão). Mas o clima de "foi sem querer" logo se dissipa nas águas quando a mãe e o avô (que era o rei) de Namor de certa forma comemoram o feito de seu pequeno príncipe. Devido a sua "bravura", o então jovem príncipe é destacado para atacar o mundo dos homens da superfície e vingar seu povo de todas as invasões que o homem tem feito nos mares.

Através de lembranças, a mãe de Namor, a Princesa Fen, conta como seu filho surgiu e o motivo dele ser diferente dos demais atlantes. Afinal, ele é um homem que pode sobreviver nas profundezas do oceano, fora dele (tendo sua força ampliada em relação a um ser humano normal) e também pode voar. Essa última habilidade, graficamente, é explicada por pequenas asas que saem de seu calcanhar. Tempos atrás, a princesa foi designada para servir de espiã atlante em uma embarcação. Com feições mais próximas de uma bela mulher (e, de fato, o avô de Namor e outros de sua espécie mais pareciam peixes deformados), foi fácil para Fen se misturar a tripulação. Mas essa caracterização deve ter sido levada muito a sério, já que a jovem se envolveu como o capitão do navio. Após um breve romance entre a princesa e o capitão, a embarcação foi atacada pelo povo das profundezas e a tripulação foi morta. Meses depois, nasceria o híbrido Namor, fruto desse romance.

Em suas primeiras histórias, Namor era só vingança, destruindo tudo que encontrasse pelo mundo da superfície. Não apenas navios, mas chega a atacar um farol e seus seguranças, vai até Nova Iorque e causa o maior dano possível e até sequestra uma novaiorquina para fazê-la refém, pouco se importando se ela respira ou não embaixo d'água. Por intervenção da polícia, essa última tentativa é frustrada e a moça é salva. Mas este era o Namor em início de carreira. Não apenas um selvagem. Não apenas um anti-herói. Mas, de fato, uma ameaça vinda das profundezas dos mares.



A inspiração para Bill Everett criar o personagem veio do poema "The Rime of The Ancient Mariner", de Samuel Coleridge. Este mesmo conto foi adaptado pela banda Iron Maiden na música homônima, do álbum Powerslave, de 1984. Segue a letra traduzida desta música que, além de manter a história do conto original, também preserva o clima sobrenatural e fantástico que inspirou a criação deste herói... digo... ainda não-herói. E para quem quiser conferir o poema (traduzido) na íntegra é só acessar aqui.

RIME OF THE ANCIENT MARINER - Iron Maiden
(A BALADA DO VELHO MARINHEIRO)



Escute o conto do Velho Marinheiro
Veja seu olho quando ele pára um em três
Maravilha um dos convidados para o casamento
Fique aqui e ouça os pesadelos dos Mares
E a música toca, enquanto a noiva passa
Atingido por sua maldição
O Marinheiro conta sua história.

Guiado para as terras de neve e gelo do Sul
Para um lugar onde ninguém nunca esteve
Através da névoa voa o albatroz
Saudado em nome de Deus,
Esperando pela sorte que ele traz.

E o navio continua a navegar, de volta ao Norte
Através da neblina e do gelo
E o albatroz continua

O marinheiro mata o pássaro da boa sorte
Seus companheiros reclamaram contra o que ele fez
Mas quando a neblina se afasta, eles o perdoam
E se colocam como parte do crime.
Navegando adiante e adiante e ao Norte pelo mar
Navegando adiante e adiante e ao Norte até que tudo se acalme

O albatroz começa sua vingança
Uma terrível maldição, uma seca começa
Seus companheiros desejam má sorte ao Marinheiro
E o pássaro morto é pendurado em seu pescoço.
E a maldição prossegue no mar
E a maldição prossegue para eles e para mim.

"Dia após dia, dia após dia,
Encalhamos, não respiramos, nem nos movemos
Tão parados quanto um navio pintado sobre um oceano pintado
Água, água por todos os lados e
Toda a comida se escasseou
Água, água por todo lado, nenhuma gota para beber."

Lá, grita o Marinheiro
Lá vem uma nau além do horizonte
Mas como ele pode navegar sem vento
Em suas velas e sem maré.

Vejam… para frente ela vai
Para frente, ela se aproxima, fora do sol
Vejam… ela não tem tripulantes
Ela não tem vida, esperem, mas há duas

Vida e ela, Vida-na-Morte
Elas jogam seus dados para os tripulantes
Ela ganha o Marinheiro e ele pertence a ela agora.
Daí, duzentos tripulantes
Caem mortos de um por um
Ela… Ela, Vida-na-Morte
Ela o deixa viver, seu escolhido.

Um após o outro diante da lua rodeada de estrelas,
Muito rápido para gemer ou suspirar
Cada um virou sua face em horrível angústia
E me amaldiçoou com seu olho
Quatro vezes cinqüenta homens vivos
(e eu não ouvi nem suspiro, nem gemido),
Com passos pesados, um aglomerado sem vida,
Eles caíram de um por um."

A maldição persiste em seus olhos
O Marinheiro ele desejou ter morrido
Junto com as criaturas do mar
Mas elas viveram e ele também.

E à luz da lua
Ele reza pela beleza e não pela condenação deles
Com o coração, ele os abençoa
E também todas as criaturas de Deus.

Então, a maldição começa a quebrar
O albatroz cai de seu pescoço
Afunda como sonda no Mar
Então, numa queda d'água vem a chuva.

Ouça os gemidos dos marinheiros à muito mortos
Veja-os se agitar e eles começam a levantar
Corpos levantados por bons espíritos
Nenhum deles fala
E eles estão sem vida em seus olhos

E a vingança ainda é procurada, penitência começa outra vez
Envolvida num êxtase e o pesadelo continua.

Agora a maldição é finalmente suspensa
E o Marinheiro avista sua casa
Espíritos saem dos grandes corpos mortos
Formam sua própria luz e
O Marinheiro é deixado sozinho.

E então um barco veio navegando em sua direção
Foi uma alegria na qual ele não podia acreditar
O barco do Piloto, seu filho e o ermitão
Penitência cairá sobre Ele.

E o navio afunda como chumbo no mar
E o ermitão liberta o marinheiro de seus pecados

E o marinheiro conta sua história
E é condenado a sempre contar
Levando ao mundo o que Deus lhe ensinou
Que ame todas as coisas que Ele fez.

E o convidado do casamento é um homem triste e sábio
E a história continua...

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Quinta-feira, Novembro 27, 2008


ACTION COMICS 10
(Março de 1939)


A história "Superman Goes to Prison" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. Mais uma edição onde os fins justificam os meios pouco comuns do herói na época. Nota-se porque o personagem ganhou o apelido de protetor dos fracos e oprimidos. Isso é levado a extremos quando se trata de "oprimidos". Depois de ajudar o povo da favela, chegou a vez de auxiliar os presidiários em péssimas condições de encarceramento.

Um misterioso homem convida o repórter Clark Kent para revelar uma notícia bombástica. Em sua casa, o homem mostra marcas de tortura e revela que é um fugitivo do presídio, onde era torturado brutalmente. As notícias publicadas por Clark chamam a atenção do superintendente do presídio, que vai tomar satisfações na redação do jornal. Para manter a sua aparência acovardada, comum de sua identidade secreta, Clark mostra-se assustado com a visita do superintendente e lhe revela onde está o fugitivo que está dando as informações. O fugitivo é recapturado e já espancado na frente de Clark, que nada faz. Apesar da atitude excessivamente covarde, ganhando ainda mais a antipatia de seus colegas de redação, o repórter diz que tudo faz parte de um plano para desmascarar as torturas no presídio. Sua idéia é deixar que o fugitivo volte, seja torturado e, assim, haja provas que possam ser fotografadas para o jornal. Ousado não?

O herói se disfarça e deixa-se prender para sentir como é o clima dentro do presídio. Apesar das torturas que lhe são aplicadas, devido a sua superforça ele desdenha de todos os torturadores. Para se ter uma idéia do quão longe o herói vai para prosseguir com seu plano, ele captura um fugitivo (o mesmo que lhe havia dado as dicas, de novo) e o devolve para o presídio, para que esse seja chicoteado e ele possa tirar fotos do ato de tortura. Mas, chega né? Após a brutal cena, Superman prende o superintendente em uma solitária e busca o governador para que esse ouça a confissão do "vilão", que é preso e redime Clark de suas estranhas atitudes.

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Quarta-feira, Novembro 26, 2008


ACTION COMICS 9
(Fevereiro de 1939)


A história "Wanted: Superman" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. As aventuras nada ortodoxas do Superman na favela renderam-lhe a fama de fora-da-lei e agora o herói é procurado por seus atos. Por falar em atitues nada ortodoxas, Lois Lane revela a Clark Kent que está apaixonada pelo Superman. Clark Kent sai cabisbaixo pela notícia. Porém, ao invés de reclamar da ironia do destino (afinal, sem que Lois saiba, ELE é o Superman)... Clark cai na gargalhada por estar dando uns "catos" na jornalista, sem que ela saiba.

A polícia procura pelo Superman. Mas, desta vez, não é para pedir-lhe ajuda e sim para prendê-lo devido a destruição de uma favela (na edição passada). Para capturá-lo, surge um inescrupuloso policial na cidade. Sua idéia é oferecer uma recompensa publicamente pela captura do herói. Como acha que ele mesmo irá capturar, vai acabar ganhando a grana, já que é a Polícia quem paga. Ao que tudo indica, pela usa fama de capturar foragidos, esse truque é frequente. O problema dessa vez é que um irritante detetive amador surge para tentar ganhar a bolada. Apesar de aparentemente se ajudarem para conseguir capturar o Superman, ambos tencionam ficar com a recompensa sem ter que dividi-la.

A tentativa do policial e do detetive vira uma espécie de comédia de erros, onde eles mais atrapalham um ao outro do que obtem resultados. Graças a Lois Lane, o herói consegue se safar dar artimanhas da dupla. O policial, humilhado, desiste da captura e sai da cidade.

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Terça-feira, Novembro 25, 2008


ACTION COMICS 8
(Janeiro de 1939)


A história "Superman In the Slums" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. Pra quem acha que as histórias do Superman mostram um herói certinho, seguindo a temática de que o bem sempre vence o mal, as primeiras aventuras do personagem podem até ser um choque por mostrar um herói que não pensa duas vezes em usar de malandragem para resolver situações. Só não eram mais explícitas porque ele não machucava nenhum dos vilões. Mas aquele ar de "cdf dos heróis" (mais acentuado hoje, onde vemos uma enxurrada de antiheróis na cultura popular) parecia não existir. Já a aventura dessa edição, em particular, é amplifica o clima de politicamente incorreto a ponto de afetar toda a trama. Até mesmo o título, que pode ser traduzido como "Superman na Favela", já mostra o tom e a que público era dirigido. Afinal, o personagem surgiu em meados da década de 30, em um Estados Unidos que estava quebrado pela crise e pelo desemprego. O sucesso do personagem, em parte, se deve justamente ao povo ter um herói que personificava seus anseios em um momento tão duro. Nada mais justo, então, do que "homenagear" os que sofriam mais nessa época: os moradores das favelas, que viam seus filhos se marginalizarem... sem que pudessem ter a chance nem mesmo de ler uma simples revista com esse novo herói para lhes dar bons exemplos.

A história começa com Clark Kent cobrindo o julgamento de um jovem que está sendo mandado para um reformatório por ser pego roubando. Impressionado pela tristeza da mãe do garoto, que vê o filho ser condenado, Clark decide investigar mais de perto como Superman e se mete no mundo das favelas americanas.

Seguindo a gangue do garoto condenado, Superman chega até um inescrupuloso vendedor de bugigangas, que usa garotos pobres para cometer roubos e lhe trazer mercadoria. Acontece que o pilantra, que não quer dividir o fruto do crime, manda seus pupilos para emboscadas quando ele próprio liga pra polícia e os entrega, tirando os jovens de seu caminho. O herói dá um prensa no picareta e impede cada um dos novos roubos que os garotos cometem, chegando até mesmo a tirar um deles de um camburão da polícia, quando este é capturado (!!!). O herói usa um artifício que já funcionara muito bem outras vezes, usando suas habilidades para saltar a alturas absurdas e se balançar entre fios e parapeitos. O que era pra se tornar uma ação intimidatória acaba virando sensação, já que os garotos adoraram o "passeio". Surpreso pela coragem da meninada, Superman percebe que o problema não são os garotos marginalizados, mas sim o ambiente pobre em que vivem e os discrimina do resto da sociedade.

O herói lê uma notícia sobre o governo contruir condomínios em áreas afetadas por desastres naturais e tem uma ideía... no mínimo... peculiar. Usando sua força ele destrói toda a favela (previamente abandonada pelos moradores) e a deixa aos pedaços, como se um furacão tivesse passado por ali. Nem mesmo a presença do exército é capaz de detê-lo. Diante da destruição, o governo constrói um condomínio para dar nova moradia aos que a perderam, acabando com o clima decadente das favelas. Solução radical de um herói tão certinho.

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Segunda-feira, Novembro 24, 2008


ACTION COMICS 7
(Dezembro de 1938)


A história "Superman Joins The Circus" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. Interessante ver o Superman em uma aventura que se passa no circo, uma vez que uma das inspirações de seus criadores, principalmente em relação ao visual de seu uniforme, veio justamente de artistas circenses e, principalmente, a figura do "homem forte" que sempre havia entre eles. Também, nesta aventura é mostrada as principais capacidades do herói em relação a armas de fogo: é citado que ele é mais rápido que uma bala e ele recebe, pela primeira vez, tiros de uma arma de fogo... que não lhe causam mal algum.

Clark Kent é enviado para fazer uma reportagem sobre um novo circo que está na cidade. Lá, ele descobre que o dono está passando por maus bocados financeiros e está sendo ameaçado por uma espécie de agiota. Apiedando-se do pobre homem, o herói decide usar seus poderes para se apresentar como atração do circo e, assim, salvá-lo da falência iminente.

O agiota picareta, no entanto, não se dá por vencido e decide sabotar o local para que o público deixe de comparecer. Seu comparsa, ao cumprir o plano, acaba esbarrando na repórter especializada em arrumar confusão: Lois Lane. Ela é sequestrada e, novamente, corre perigo na mão de malfeitores.

Superman consegue salvar o circo das inúmeras sabotagens que vão aparecendo em plena apresentação. O cão do dono do circo começa a latir para um homem na platéia. Superman, desconfiado, o faz confessar que se trata do plano do tal agiota. O herói, então, em supervelocidade, segue para o escritório do vilão a tempo de salvar Lois de levar uns pipocos, prendendo o safado e salvando o circo.

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Domingo, Novembro 23, 2008


ACTION COMICS 6
(Novembro de 1938)


A história "The Man Who Sold Superman" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. O estopim da confusão armada nessa história é uma fofoca. E a fofoca foi feita por um office boy bisbilhoteiro que levou o que ouviu de uma reunião a portas fechadas para Lois Lane. Esse office boy, apesar de não citado o nome, iria figurar como um dos mais importantes coadjuvantes das histórias do Superman. É ninguém menos do que Jimmy Olsen que, além de reprensentar o leitor (apesar de não ser necessariamente um parceiro-mirim do herói), também faria o tom cômico das aventuras do herói.

Superman começa a ficar famoso por seu feitos. Isso faz com que apareça um picareta dizendo-se dono da marca Superman. Diz até que a comercilização do nome foi autorizado pelo próprio herói e marca uma entrevista com o mesmo para provar o que está dizendo. Acontece que ele foi contar isso justamente para Clark Kent, que é a identidade secreta do Superman e sabe que não fez acordo nenhum para usar seu nome.

Lois Lane, que fica sabendo do ocorrido pelo tal office boy fofoqueiro, dá um jeito para tirar Clark da jogada e comparecer a tal entrevista. Chegando lá, a repórter, que conhece muito bem o herói pessoalmente, percebe que o "Superman" do agente não passa de um comparsa disfarçado. Eles armaram, inclusive, móveis de papelão e alumínio para simular a força do herói. Como Lois sabe da verdade, agora sua vida corre perigo na mão dos vigaristas.

Superman aparece e salva a repórter, desbaratando os vigaristas e mostrando que ele é o primeiro e único Superman existente.

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Sábado, Novembro 22, 2008


ACTION COMICS 5
(Outubro de 1938)


A história "Superman and The Dam" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. O primeiro beijo entre Superman e Lois Lane. Nada muito explícito (graficamente), apenas citado e subentendido entre um quadrinho e outro. Mas deve ter sido suficiente para deixar Lois Lane caída pelo herói, a ponto de dizer que o ama.

A represa da cidade de Valleyho está para romper. O Estrela Diária, jornal onde trabalha Clark Kent, envia o repórter para cobrir o acontecimento. Mas Lois Lane, malaca do jeito que era, passa a perna no colega e toma seu lugar. É claro que a petulante repórter acaba se metendo em confusão e vai parar justo na frente da enxurrada quando a represa finalmente estoura. Clark tenta ganhar a reportagem no lugar da companheira e acaba tendo que salvá-la do perigo como Superman. Lois está caída pelo Superman, porém, sem saber que se trata da mesma pessoa, despreza ainda mais Clark Kent.

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Sexta-feira, Novembro 21, 2008


ACTION COMICS 4
(Setembro de 1938)


A história "Superman, Gridiron Hero" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. No Brasil, foi publicada no especial Superman Crônicas 1, pela editora Panini. Aqui surge a curiosa máxima sobre o Superman que diz que ele é "mais rápido que uma locomotiva". Isso acontece quando o herói corre em direção a um cruzamento, onde um automóvel morreu em cima de trilhos, justamente quando um trem se aproxima em alta velocidade. Como o personagem, na época, não era mostrado voando, resta a ele tentar impedir a tragédia correndo mais rápido que a locomotiva.

Na aventura desta edição, Superman descobre um plano (dentro do próprio trem) onde vigaristas querem corromper os bastidores do futebol americano. Para impedi-los, o herói se disfarça como um dos mais azarados jogadores do time e faz bonito em campo, uma vez que ninguém desconfia de seus superpoderes. Com essa estratégia, consegue desbaratar a gangue de vigaristas.

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Segunda-feira, Novembro 17, 2008


ACTION COMICS 3
(Agosto de 1938)


A história "Superman Battles Death Underground" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. No Brasil, foi publicada nas revistas Coleção Invictus número 4, publicada pela editora Nova Sampa, com o nome de "O Segredo da Mina", e no especial Superman Crônicas, pela editora Panini, com o nome de "Tragédia na Mina Blakely". Como já dito antes, Super Homem ainda não era o único protagonista da revista Action Comics, motivo por não aparecer também na capa desta terceira edição. Mas aqui, o herói chega ao cúmulo de mal aparecer em sua própria história... pelo menos não usando seu famoso uniforme. Siegel consegue usar apenas os poderes do personagem, fazendo-o agir sob disfarçe da maior parte da história.

Uma mina de carvão desaba e, mesmo com a ajuda do herói, um dos mineiros fica paraplégico. Investigando como Clark Kent, o herói descobre que um acidente desse tipo já estava fadado a acontecer, pois o ambicioso proprietário da mina não se importava com a segurança de seus funcionários. Disfarçado de mineiro, Super Homem invade uma festa do dono da mina para dar-lhe uma lição. Para sua surpresa, o ambicioso e excêntrico milionário chama seus convidados a fazerem algo diferente (necessidade, segundo ele, de ricos entediados): vão transferir a festa para dentro de uma de suas minas, guiados pelo mineiro invasor.

Super Homem (disfarçado) os leva para dentro da mina e, secretamente, provoca um desabamento que prende a todos. Desesperados, os convidados descobrem que há pouca chance de escaparem, uma vez que o dono da mina (seu anfitrião) não investe na segurança da mesma. O milionário sente na pele os perigos de trabalhar dentro de uma mina, ainda mais em condições precárias que ele mesmo cultivou. Quando todos estão desmaiados pelo esforço de escaparem dali, o herói retira os escombros e os salva. O dono da mina, depois da experiência traumática, diz que irá tornar sua propriedade a mais segura do país para seus funcionários.

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Domingo, Novembro 16, 2008


ACTION COMICS 2
(Julho de 1938)


A história "War in San Monte" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. No Brasil, foi publicada nos especiais As Primeiras Histórias do Superman, publicadas pela editora L & PM e Superman Crônicas, pela editora Panini. Apesar de não aparecer na capa da edição, pois a revista Action Comics era uma coletânea de histórias pulp, o herói está aqui, na continuação da história iniciada na edição passada. O história tem um ritmo de comédia pastelão e os desenhos de Shuster, por mais simples que sejam, impressionam pela forma expressiva como os personagens são mostrados.

O lobbista capturado pelo Super Homem revela que quem está por trás das manipulações no senado é um poderoso fabricante de armas (daí, financiar pequenas guerras se torna um ótimo negócio). O herói intimida o tal fabricante e o obriga a embarcar para o pequeno país de San Monte. É uma forma de unir o útil ao agradável, já que, como o repórter Clark Kent, o herói é enviado ao mesmo país para a cobertura de uma guerrilha que por lá está acontecendo.

Super Homem não desgruda do fabricante. No navio (onde embarcou como Clark, juntamento com Lois Lane), capangas do homem o jogam no mar. Como não voa, ele usa sua super resistência para nadar a ponto de ultrapassar o navio e chegar ao destino antes deles. Lá, reencontra o fabricante e o obriga a ir pra frente de batalha. A idéia é fazer que o ambicioso sinta na pele o que é colocar vidas em jogo em uma guerra. Enquanto castiga o fabricante, Super Homem aproveita para resolver pequenos conflitos dentro do país, intimidando generais e até livrando Lois Lane de ser executada. O fabricante de armas compreende a lição e volta para os Estados Unidos com a certeza de que não fabricará mais armas. No final, Super Homem ainda coloca os dois generais rivais para saírem na porrada. Eles não entendem o porque e, com isso, também não entendem porque estão guerreando um contra o outro, afinal. Com isso, o herói ainda termina a guerrilha.

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Sábado, Novembro 15, 2008


ACTION COMICS 1
(Junho de 1938)


A história "Revolution in San Monte" foi escrita por Jerry Siegel e desenhada por Joe Shuster. No Brasil, foi publicada nas revistas Almanaque Nostalgia e Origens dos Heróis número 1, publicadas pela editora Ebal, Fac Símile de Action Comics número 1, pela Editora Abril e Superman Crônicas, pela editora Panini. Esta é a primeira aparição do Super Homem. Há uma pequena apresentação do personagem antes da história principal, onde há o curioso detalhe de que ele foi criado em um orfanato (diferente do que sabemos hoje em dia). Outra curiosidade fica por conta da explicação científica que justificaria alguém a ter força descomunal como o personagem, afinal formigas levantam pesos muito maiores que elas mesmas e grilos (e pulgas) podem saltar o equivalente a muito de seu tamanho.

Na primeira história, o Super Homem já age defendendo os oprimidos. Não pensa duas vezes em invadir a casa do governador para impedir que uma inocente seja executada no lugar da verdadeira criminosa (que capturou). Fingindo ser um banana, na pele do atrapalhado repórter Clark Kent, ganha a antipatia de Lois Lane, pois não pode nem defendê-la de um valentão. Com sua identidade secreta de Super Homem, no entanto, a história é outra e ele consegue impor respeito a qualquer ameaça. A história termina com Clark exercendo sua veia de detetive ao investigar um lobbista que manipula pequenos conflitos em países da Europa através de sua influência no senado americano. Como Super Homem, dá um susto no manipulador ao dar seus saltos gigantescos trazendo risco para o "carona". Nota: nessa época, o Super Homem só dava super saltos ao invés de voar.

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Terça-feira, Novembro 11, 2008


FANTASTIC FOUR 20
(Novembro de 1963)


A história "The Mysterious Molecule Man" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. Primeira aparição do vilão Homem Molecular. Existe um problema em se criar um personagem que é capaz de fazer TUDO. O problema é justamente esse. Se ele é capaz de fazer TUDO, não há limites em seu poder e nem mesmo é capaz de ser derrotado. Para personagens desse tipo, ou se cria uma história onde o roteiro seja inteligente o suficiente para lidar com tal insolúvel situação ou se cai no lugar comum de mostra o tal personagem que faz TUDO, usar seu poder de forma criativa.

Após um acidente com energia atômica, um cientista ganha poderes de controlar as moléculas e chama a si mesmo de Homem Molecular. Tal poder, capaz de destruir ou remodelar o Universo, chama a atenção da entidade cósmica conhecida como O Vigia. Este, por sua vez, convoca o Quarteto Fantástico para resolver a situação. Usando uma espécie de varinha, o vilão derrota o Quarteto com a mais inusitadas formas possíveis.

Reed Richards, no entanto, percebe que o vilão só é capaz de manipular matéria inorgânica, estando aí, talvez, seu ponto fraco. Ele pede para que a escultura Alicia Masters recubra o grupo como uma película de gesso, de forma que o Quarteto se passe por estátuas. Quando o Homem Molecular vê as "estátuas" de seus inimigos, tenta usar seu poder para remodelá-las e é pego de surpresa ao perceber que se trata dos heróis de verdade. Seu poder entra em colapso ao tentar modelar matéria viva e ele fica vulnerável o suficiente para que o Vigia o capture e o exile em um lugar onde não possa causar danos.

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Sábado, Novembro 08, 2008


FANTASTIC FOUR 19
(Outubro de 1963)


A história "Prisoners of the Pharoah!" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. A primeira aparição do vilão Rama-Tut, que parece um faraó do Egito Antigo mas é mais do que isso. O conceito do personagem em si é um viageira como só Lee e Kirby sabiam fazer. Com o passar dos anos, esse conceito seria sobrecarregado com teorias de viagens do tempo que dariam nó até na cabeça de um leitor mais experiente. Destaque para o Tocha Humana, que consegue evaporar a toda a água que está alagando uma sala onde o grupo está preso.

Reed Richards descobre por acaso, em um museu, hieróglifos que mostram um faraó sendo curado da cegueira por um tipo de material radioativo. Pensando na escultura Alicia Masters, namorada do Coisa que é cega, o líder do Quarteto utiliza a máquina do tempo do Doutor Destino (já que o vilão está sumido) para levá-los até o o Antigo Egito e colher tal material.

Chegando lá, o grupo é atacado por uma estranha arma que limita seus poderes. Essa arma, avançada para aquela época, pertence ao faraó Rama-Tut. Apesar da aparência, o vilão explica que veio do ano 3000, graças a máquina do tempo que ele mesmo contruiu em formato de esfínge, para dominar o mundo com suas parafernálias futuristas. O Quarteto, enfraquecido, é escravizado. Mas justamente por estarem com seu poder reduzido, o Coisa volta a ser Ben Grim e escapa dos grilhões que prendiam seu outrora volumoso braço. Ele liberta seus amigos e estes derrotam Rama-Tut, que consegue escapar em sua máquina do tempo.

O Quarteto volta para o presente, mas o elemento que poderia curar Alicia, por ser radioativo, não é "escaneado" pela máquina do tempo e eles ficam de mãos abanando. Paradoxalmente, o grupo chega a conclusão que Rama-Tut pode ser um descendente do Doutor Destino... senão o próprio vilão, já que ele está desaparecido e pode ter fugido para o futuro. Mistérios esse que serão solucionadas em histórias... hã... futuras.

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Segunda-feira, Novembro 03, 2008


FANTASTIC FOUR 18
(Setembro de 1963)


A história "A Skrull Walks Among Us" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. A primeira aparição do Super Skrull, que não é um skrull com poderes do Super Homem. Na mitologia do Quarteto Fantástico havia uma sub-regra que dizia que um alienígena skrull era capaz de se transformar em qualquer coisa... MENOS nos integrantes do Quarteto Fantástico, por não conseguirem duplicar seus poderes. Com o tempo, essa máxima se perdeu. E, bem da verdade, não era nem isso que pesava muito no vilão. A idéia mesmo era fazer um vilão com todos os poderes do Quarteto... e até mais um pouco aprimorado que os originais. Mas o mais importante era que o vilão poderia Combinar os poderes dos heróis de uma só vez. Ou seja, uma idéia que, na verdade, apresentava uma gama gigantesca de possibilidades em uma história.

Os alienígenas-com-cara-de-sapo skrulls tinham uma rixa com o Quarteto. Pra derrotá-los, eles criam o Super Skrull, que duplica os poderes dos heróis e tenta dominar a Terra a favor de seu império. Mesmo unidos, os integrantes do Quarteto levam uma sova desse único vilão... que, além de duplicar seus poderes, ainda os duplica de forma mais eficiente e poderosa (para não citar mais criativa estrategicamente).

Mas existia um "poder" dentro do Quarteto que os alienígenas não contavam: a inteligência de Reed Richards que, com suas deduções científicas, percebe que raios de força estão vindo do espaço, provavelmente mantendo o poder do Super Skrull. Partindo dessa teoria, cria um aparato que barra tais raios e... dá certo! O Super Skrull, enfraquecido, é preso dentro de uma cratera no meio do oceano (hmmm... final meio execução sumária, não?).

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Domingo, Novembro 02, 2008


FANTASTIC FOUR 17
(Agosto de 1963)


A história "Defeated By Doctor Doom" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. O vilão Doutor Destino começa a parecer inconveniente. Por mais que pareça morrer ao final de cada aventura, sempre dá um jeito de escapar para atazanar na edição seguinte. A insistência em tentar dominar o mundo só não é mais chata porque os badulaques tecnológicos que o vilão inventa, por mais absurdo que possam parecer, dão uma charme especial para a história.

O Quarteto Fantástico retorna de sua aventura no mundo microscópico e já se preocupa com o próximo movimento do Doutor Destino. De fato, o vilão já estava espionando o grupo e consegue dominar os Estados Unidos sem que os heróis possam detê-lo. Para garantir o sucesso de seu plano, o vilão tem dois trunfos: sua nave tem uma espécie de campo de força desintegrador programado para deter os integrantes do Quarteto Fantástico (graças a uma espécie de escaneamento dos corpos dos heróis, que fez antes de atacar) e sequestra a escultora cega Alicia Masters, namorada do Coisa.

Reed Richards cria mais uma fórmula capaz de trazer o Coisa de volta a sua forma humana. Da mesma forma que as tentativas anteriores, o efeito não dura muito. Mas esse "fracasso" é usado a favor do grupo, já que o Coisa volta a ser Ben Grimm tempo suficiente para poder passar pelo campo de força de Destino, garantindo que o restante do Quarteto entre na nave. Separados, cada um deles consegue derrotar as mais criativas armas criadas pelo vilão que, derrotado, salta da nave e foge. O Quarteto consegue resgatar Alicia e salvar a nação.

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Sábado, Novembro 01, 2008


FANTASTIC FOUR 16
(Julho de 1963)


A história "The Micro-World of Doctor Doom" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. A volta do Doutor Destino e o primeiro encontro do Quarteto Fantástico com o Homem Formiga (Hank Pym, herói que seria conhecido futuramente como o gigante Golias e, posteriormente, como Jaqueta Amarela). Aventura de ficção científca bem criativa, com Lee criando armadilhas bem elaboradas e o desenhista Kirby dando forma a criatividade do escritor.

Na última aparição do Doutor Destino, o vilão aparentemente foi destruído por um raio encolhedor. Porém, ele foi encolhendo, encolhendo, encolhendo... até ir para em uma espécie de mundo microscópico regido por uma espécie de monarquia medieval. Como o conhecimento científico de Destino era mais avançado do que o desse novo povo, ele usou isso para ganhar a confiança do rei para, logo em seguida, dominar todo o reino. Em poder de um novo exército e da possibilidade de criar novas armas, o vilão secretamente começou a encolher o Quarteto Fantástico.

O Quarteto, reduzido a proporções microscópicas e preso nos domínios de Destino, conta com a ajuda de um outro herói com poderes encolhedores: o Homem Formiga. Juntos, eles conseguem escapar das armadilhas do vilão (que inclui uma prisão mergulhada em ácido e cercada por peixes mecânicos) e devolver a libertade ao reino. Destino reverte seu tamanho e escapa. Os heróis também voltam a seu tamanho normal, deixando para trás um mundo que lhes agradece por recuperar a liberdade.

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Quinta-feira, Outubro 30, 2008


FANTASTIC FOUR 15
(Junho de 1963)


A história "The Mad Thinker and His Awesome Android" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. Há algo de peculiar em se escrever um personagem como o vilão Pensador Louco. Desculpem o trocadilho mas, para se criar histórias onde o vilão elabora planos, o escritor de tais histórias tem que ter tudo muito bem... pensado. Afinal, os planos do Pensador são sempre muito bem elaborados e precisam de coerência. E isso acontece com o roteiro de Stan Lee nessa história. Outra grande estréia é a do Andróide. E, sim, o nome dele e apenas andróide. Apesar de ser um personagem secundários (se é que pode ser considerado personagem) e ter um dos visuais mais simples (e bacanas) já criados pelo desenhista Jack Kirby, o humanóide cinza de cabeça quadrada não foi descartado como outras dezenas de monstros criados nos quadrinhos. Ele apareceria novamente no futuro, novamente agindo de modo estranho e novamente ganhando o carinho dos leitores.

A aventura mostra o surgimento de um novo vilão no submundo do crime, conhecido apenas como O Pensador. Usando sua genialidade para o mal, o vilão é capaz de calcular as probabilidades que antecedem as ações. Exemplificando: ele é capaz de calcular o tempo em que um carrinho de cachorro-quente leva para passar em frente a agência bancária. Com essa informação (aparentemente inútil), organiza um assalto no exato segundo em que o carrinho está passando, sabendo que o mesmo irá atrapalhar os seguranças de impedir o roubo. Simples assim.

Contra o Quarteto, o Pensador usa seus conhecimentos (auxiliados por poderosos computadores) para calcular e manipular situações que levam o grupo de heróis a seguir carreira solo. Mas cada um dos quatro fantásticos heróis acabam se arrependendo de seus novos empregos e retornam apenas para descobrir que o vilão tomou o Edifício Baxter e está brincando com as invenções de Reed Richards. Brincando para torná-las armas mortais, é claro. Com a última descoberta de Reed, um estudo de como criar vida artificial, cria um andróide cinza e acerebrado que se adapta ao poder dos heróis.

Mas o Pensador não é perfeito. E, como Reed Richards (outro gênio) é humilde em provar, nenhum gênio é perfeito. Principalmente no quesito de previsões, já que o fator x (ou elemento humano) é um detalhe que derruba qualquer probabilidade. Um simples carteiro apertando a campainha na hora fora da rotina (que é o que acontece) pode derrubar até mesmo o mais elaborado cálculo e isso acaba frustrando os planos do Pensador.

Uma história para ler, se divertir... e pensar. Think this!

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Domingo, Outubro 26, 2008


FANTASTIC FOUR 14
(Maio de 1963)


A história "The Merciless Puppet Master" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. O vilão Mestre dos Bonecos retorna, mesmo após sua aparente morte no último encontro com o grupo de heróis. Apesar de parecer um retorno devido a pedido dos leitores, é bom lembrar que sua "morte" não ficou explícita, dando uma ponta solta para que ele voltasse. Lee e Kirby se superam nas esquisitices (no bom sentido e com talento) mostrando um Príncipe Submarino que controla uma gama de animais esquisitos do fundo dos mares. Temos, por exemplo, o Mento Fish, um peixe capaz de transmitir mensagens mentais; temos o Hypno Fish, um peixe zoiúdo (apesar de só ter um olho), que é capaz de hipnotizar e raptar uma pessoa.

Na aventura, o Mestre dos Bonecos recebe alta de uma clínica e procura um novo inimigo para controlar e destruir o Quarteto Fantástico. O escolhido é ninguém menos que Namor, o Príncipe Submarino que, controlado pelo vilão, sequestra a Garota Invisível (algo que nem precisou de tanto esforço, já que a heroína, na época, ainda não havia se amarrado no Senhor Fantástico e estava livre, leve, solta e afim de Namor).

O restante do Quarteto, acompanhados pela escultora cega Alicia Masters, coincidentemente sobrinha do Mestre dos Bonecos e que "estava ficando" com o Coisa, parte em resgate de sua companheira. Namor os enfrenta com uma bizarra gama de criaturas marinhas. É Alícia, no entanto, que percebe o controle mental de seu tio. Por ser cega, ela não precisa de visão para perceber o óbvio. Namor se desvencilha do controle e o submarino do Mestre (sabe-se lá como ele conseguiu um submarino) é capturado por um polvo gigante. O Príncipe Submarino, confuso, liberta o Quarteto mas acorda do controle mental com uma enorme dor de cotovelo por ainda não ter conquistado a Garota Invisível.

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Sábado, Outubro 25, 2008


FANTASTIC FOUR 13
(Abril de 1963)


A história "The Red Ghost" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Steve Ditko. Interessante mistura de artes tanto de Kirby quanto de Ditko, dois dos mais importantes desenhistas a ajudar na criação dos personagens da Marvel. A história é uma cutucada nos comunistas, inimigos em destaque no mundo dos anos 60 e, principalmente, na corrida espacial, onde os "vermelhos" tinham uma grande dianteira.

Reed Richards cria um poderoso combustível, baseado em materiais encontrado em asteróides. Esse combustível poderá alimentar uma nave que possa ser pilotada... até a lua (esta história foi publicada em 1963 e o homem só viria a pisar na Lua seis anos depois). Porém, do outro lado do mundo, o cientista Ivan Kragoff também obtinha sucesso em pesquisas sobre um voô pilotado até a Lua. A diferença é que, ao seu lado, estariam três macacos (um gorila, um babuíno e um orangotango) que ele utilizava em suas pesquisas.

As duas naves parte para a Lua. Kragoff, no entanto, tinha intenções maiores do que pisar no satélite. Baseando-se no incidente que deu poderes ao Quarteto Fantástico (quando o grupo foi atingido por raios cósmicos em uma outra viagem espacial), o comunista deixou sua nave propositalmente vulnerável a radiação espacial, pretendendo também ganhar poderes fantásticos. E não só consegue poderes (de intangibilidade, por isso o nome Fantasma), como os macacos que o acompanhavam também O gorila tem sua força multiplicada, o babuíno agora pode se tornar qualquer objeto inanimado e o orangotango tem poderes magnéticos.

Na Lua, os dois quartetos (americanos e soviéticos, se preferir) se confrontam e a batalha é intercedida pelo Vigia, personagem alienígena que figurava as publicações de ficção da editora, antes dela se tornar a Marvel. O Vigia propõe uma espécie de batalha, onde as equipes usariam suas capacidades para se superarem. O Quarteto ganha a "aposta" e o Fantasma Vermelho, derrotado, vê seus macacos se revoltarem e persegui-lo.

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Domingo, Outubro 12, 2008


FANTASTIC FOUR 12
(Fevereiro de 1963)


A história "The Incredible Hulk" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. No Brasil, foi publicada em 1994, na revista Origens dos Super-Heróis Marvel número 1, pela editora Abril, com o nome de "O Incrível Hulk". Dentro do Universo Marvel, um quebra pau entre o Hulk e o Coisa chega a ser quase que um evento comemorativo. Nesta primeira vez em que os dois se desentendem (se é que se entenderam algum dia), o escritor Stan Lee mostra total domínio sobre o ritmo da história. Em dado momento, tem-se a impressão de que os dois monstros não vão sair no tapa. A revista já está quase acabando, a história tomou um outro rumo do que o proposto na capa. Mas... nas últimas páginas, e utilizando-se apenas do pouco espaço que elas oferecem, há uma briga homérica entre Hulk e o Quarteto Fantástico.

O Quarteto Fantástico é convidado pelo próprio General Ross (militar que caça o Hulk incessantemente) para capturar o monstro verde. Ross, na verdade, prefere tratar em particular apenas com Reed Richards, pois os problemas em sua base militar parecem estar além do que o Hulk representa. Acontece que um espião está sabotando a maioria da armas americanas e eles não conseguem descobrir quem é. O restante do grupo fica sabendo do problema e que estã recebendo a ajuda do Dr Bruce Banner (que ninguém sabe ser o homem que se transforma no Hulk).

Logo, o espião se revela e sequestra Rick Jones, parceiro de Banner. Todos deixam a perseguição ao Hulk um pouco de lado, pois o importante agora é salvar Rick. Banner, que na época controlava as transformações em Hulk, torna-se o monstro para dinamizar o resgate. É então que o Hulk e o Quarteto batem de frente. De cara Hulk e Coisa já trocam sopapos, com a surpresa de Hulk que sente o próprio golpe no Coisa, pois é o mesmo que esmurrar um muro de rocha sólida.

O Hulk leva vantagem sobre todos os integrantes do Quarteto. O Coisa, no máximo, consegue equilibrar a batalha, mas é interrompido por um misterioso raio que sai da terra e atinge o seu oponente. Tal raio foi disparado pelo espião. Mas isso acaba revelando a posição do vilão e ele é captura pelo Quarteto (surpreendido pela Garota Invisível).

O Quarteto resgata Rick, prende o espião e deixa o problema do Hulk pra lá, com Reed Richards mandando uma indireta para Banner, dando a entender que ele desconfia da identidade secreta do cientista.

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Sábado, Outubro 04, 2008


FANTASTIC FOUR 11
(Fevereiro de 1963)


As histórias "The Impossible Man" e "A Visit With Fantastic Four" foram escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. É o tipo de roteiro que desafia qualquer um. Imagine um personagem que pode se transformar em qualquer coisa que quiser. Qualquer coisa, mesmo! Ou seja, uma criatura desse porte é praticamente onipotente. Tá... mas como desenvolver uma história onde tudo é possível. Ou melhor, nada é impossível. De fato, esse seria um rascunho de desafio para qualquer criatividade. Algo de Stan Lee e Jack Kirby tiram de letra.

A primeira história mostra a chegada do Homem Impossível, alienígena do planeta Popup, onde os habitantes são desenvolvidos o bastante para se adaptar a qualquer situação de perigo em segundos. Ou seja, o que a humanidade leva eras para evoluir, um popuppiano leva apenas alguns segundo. Menos que isso, já que suas transformações são controladas pelo pensamento.

Homem Impossível, mesmo com este vasto poder, não é exatamente um vilão. Afinal, se consegue fazer tudo... o que há para conquistar? O problema é que justo essa capacidade lhe causa tédio e ele veio procurar um pouco de aventura na Terra. Encontra o que quer: o desafio de enfrentar o Quarteto Fantástico. E nem mesmo os quatro são capazes de detê-lo. Reed Richards, gênio do grupo, encontra a resposta para derrotar tão poderosa criatura. Tudo que eles tem que fazer é ... nada! Isso mesmo! Exatamente nada! O Homem Impossível procura desafios para espantar o tédio de alguém que pode fazer tudo. Mas se ninguém fizer nada, não há desafios. O planeta inteiro entende a lógica de Reed Richards e, mesmo aprontando de tudo pelo mundo, o Homem Impossível só encontra pessoas que não dão a mínima para o que ele faz. Logo, o tédio começa a tomar conta e ele desiste de ficar na chata Terra. Solução brilhante!

Na segunda história, vivemos um dia na vida do Quarteto, mostrando o lado celebridade dos heróis. Eles agora são adorados pelo público e recebem quilos e mais quilos de cartas. No entanto, mesmo essa boa vida tem seu lados dramáticos. O Coisa ainda se sente mal por ser um monstro laranja. E os resultados momentâneos que Reed Richards consegue para trazê-lo ao normal, só causam mais pesar, após constatar que ainda não foi dessa vez que o monstro volta a ser humano. Já a Garota Invisível, se ressente pelo fato de alguns fãs lhe mandarem cartas dizendo que ela é inútil no grupo. Algo que é rebatido por Ben e Reed, relembrando aventuras passadas, onde Sue foi de muita valia. Para fechar com chave de ouro, o Tocha Humana traz um bolo para comemorar o aniversário da Garota Invisível.

O interessante desta segunda história é que ela foi feita baseada em cartas que os leitores mandavam para a editora, comentando sobre a revista do Quarteto Fantástico. As cartas que Sue e os outros integrantes recebem na história, nada mais são do que a transcrição das seções de cartas da revista. Uma interessante homenagem aos leitores.

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Sexta-feira, Outubro 03, 2008


THE INCREDIBLE HULK 6
(Março de 1963)


A história "The Incredible Hulk Vs. The Metal Master" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Steve Ditko. Praticamente TUDO acontece nessa edição, absurdo ou... absurdo. Último número da revista própria do Hulk, o personagem, no entanto, teria importante participação nas revistas dos outros personagens Marvel, fazendo parte dos principais eventos daquele Universo. E é mostrado como Rick Jones formou a Brigada Jovem, grupo de adolescentes que também teriam importante participação no Universo Marvel. De certa forma, a Brigada foi uma forma de aproximar o leitor das revistas do mundo de seus personagens. Afinal, ter um rádio amador para se comunicar com seus principais heróis era algo plausível. Em algum lugar, muitas "Brigadas Jovens" devem ter surgido...

O mundo está sendo dominado por um novo alienígena, conhecido como Mestre dos Metais. Seu poder de manipular os átomos metálicos, algo comum em seu planeta natal, deixa toda a Terra a sua mercê. Nada pode atingi-lo e os metais respondem a qualquer coisa que sua imaginação possa criar. Até mesmo o incrível Hulk é derrotado em um primeiro encontro com a criatura.

Antes de enfrentá-lo, quando Banner usa o maquinário que criou para transformar-se em Hulk, algo bizarro acontece. Seu corpo fica musculoso como o Hulk... mas seu rosto, ou melhor, sua cabeça fica ainda na forma de Banner. Como se a situação já não fosse por demais estranha, o herói tem a idéia usar uma máscara de Hulk para encobrir sua identidade (Stan Lee devia estar muito precisando de férias nessa época).

Após a derrota pelo Mestre dos Metais, Hulk é capturado pelo exército. Por sorte, quando tiram a famigerada máscar, seu rosto completou a transformação. Hulk, com a personalidade maliciosa e malandra, joga a culpa de sua captura em Rick Jones. A parceria entre os dois parecia ter chegado ao fim. Magoado, Rick é procurado por seus amigos, que acabaram de adquirir um equipamento de rádio amador. É então que o jovem tem uma idéia: se pudessem formar bases com rádio-amadores pelo país, grupos de jovens poderiam ajudar o país contra futuras ameaças. Estava criada a Brigada Jovem.

Hulk consegue escapar da prisão militar. Como Banner, consegue recuperar a confiança de Rick. Como Hulk, solicita materiais a Brigada. Os jovens, espalhados pelo país, consegue atender rapidamente as solicitações do monstro. Com isso, ele monta uma enorme arma que diz derrotar o Mestre dos Metais.

O herói ameaça o Mestre dos Metais com a tal arma. Por algum motivo, o vilão não consegue controlar o metal dessa nova arma. Surpreendido, acaba se descuidando e chegando perto o suficiente para que Hulk o agarre e o force a retornar os metais ao redor do mundo ao normal. Com a derrota do vilão (que foge, humilhado), o Hulk volta a ser perseguido pelo exército.

O monstro toma um susto quando tenta usar o maquinário para voltar a ser Banner... e nada acontece. Fica tão nervoso que nem mesmo dá muita atenção para Rick, quando este diz que a Brigada Jovem mandou avisar que o governo dos Estados Unidos perdoou o Hulk, cessando a perseguição contra ele, por ter derrotado o Mestre dos Metais. No meio da fúria, Hulk volta a ser Banner. Foi um efeito retardado das transformações, mas que traz preocupação a Rick e Banner, por estarem abusando dessas mudanças.

Mais tranquilo, Bruce Banner vai até a casa dos Ross e sai com Betty, dando início ao romance que entraria para a história, mesmo com seus altos e baixos.

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Quinta-feira, Outubro 02, 2008


THE INCREDIBLE HULK 5
(Janeiro de 1963)


As histórias "Beauty and the Beast" e "The Incredible Hulk Vs. The Hordes of General Fang" foram escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. Hulk cada vez mais sacana e cada vez com menos vontade de se tornar Banner. Destaque para a firmeza de Rick Jones como "parceiro" mirim herói. Não que isso fosse um fato inédito, mas o Hulk passa o tempo todo humilhando seu ajudante. Haja força de vontade pra ser sidekick!!! Uma edição com duas histórias em ritmo de total aventura.

Na primeira história, Betty Ross é raptada por Tyrannus, um ditador que se tornou imortal após encontrar a Fonte da Juventude nas profundezas da Terra, criando seu império escravizando criaturas subterrâneas. Banner se torna Hulk e parte para o resgate. O monstro mostra sua face romântica ao conter-se e deixar-se humilhar pelo vilão para que este não machuque a moça. Quando Rick Jones consegue ajudá-la e o Hulk percebe que está fora de perigo, o herói literalmene põe o reino de Tyrannus abaixo.

Na segunda história, Hulk cuida de um outro ditador. Dessa vez é na China, onde o General Fang aterroriza um vilarejo (Tibet?). Ao ver as notícias da guerrilha pela TV, Banner decide intervir transformando-se em Hulk. O monstro está tão sacana que se aproxima do exército chinês usando um artifício mais do que curioso: ele se fantasia de abominável homem das neves (com direito a Rick Jones vestir uma espécie de pijama de ursinho, como se fosse auxiliar do mito). Apesar da dupla viajar de avião, Hulk faz parte do percurso valendo-se de seus poderosos saltos. Na volta, num desses saltos, só pra se ter uma idéia da potência deles, Hulk salta da costa da China até as Ilhas Formosas, onde deixa o general ditador para ser capturado pelos inimigos.

Banner se preocupa com suas transformações. Diz que sente o Hulk não querer voltar a forma normal a cada transformação. Ele teme pelo seu lado selvagem estar vencendo sua inteligência e alerta Rick Jones para que esteje pronto para o pior.

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Quarta-feira, Outubro 01, 2008


THE INCREDIBLE HULK 4
(Novembro de 1962)


A história "The Monster and the Machine" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. Stan Lee continua ajustando o personagem para se parecer menos com um monstro e mais com um super-herói. Aqui dá-lhe a dádiva da transformação controlada, como todo e qualquer herói pode fazer. Ou seja, pintou uma ameaça é só mudar para Hulk e derrotá-la.

Preso na caverna-laboratório de Banner, Rick Jones manipula um poderoso maquinário criado pelo cientista para fazê-lo voltar ao normal. Sim, porque, desde a última edição, o Hulk agora pode surgir de dia... Mas... como fazer mudá-lo de volta? O raio desse maquinário faz com que Hulk volte a ser Banner. O cientista aprimora ainda mais sua invenção e cria uma espécie de versão mais simplificada, porém, com um importante detalhe: quando o raio o torna Hulk de novo, ele mantém a força descomunal do monstro... e o intelecto de Banner no controle! Bom... existe, é claro, uma pequena diferença, apenas notada por Rick Jones. Quando o Hulk, com intelecto de Banner, está na ativa, parece que o monstro não está apenas inteligente... ele está malicioso, irônico, bem diferente do pacato Banner.

Enquanto trabalha no laboratório, Banner e Rick assistem um noticiário onde mostra a chegada de um guerreiro alienígena chamado Mongu. O invasor desafia o maior campeão da Terra para uma luta. Caso perca, a Terra será invadida e escravizada. Banner transforma-se em Hulk e vai atrás do tal Mongu. Para sua surpresa, no entanto, o gladiador "alienígena" era apenas uma farsa. Sua nave espacial é, na verdade, um avião de caça disfarçado. E o próprio Mongu nada mais é do que uma espécie de robô que é controlado internamente. Os autores dessa armadilha são militares russos que pretendem sequestrar Hulk e levá-lo para trás da Cortina de Ferro. Os russos levam uma surra homérica do Hulk e são expulsos.

Os militares chegam ao local da batalha e encontram a carcaça do robô Mongu. Chegam a uma conclusão distorcida dos fatos: tudo não passou de um "teatro" do Hulk para que todos pensassem que ele salvou o planeta. Um final digno das difamaões que J. Jonah Jameson faz com o Homem-Aranha, só que para o solitário e isolado Bruce Banner.

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Terça-feira, Setembro 30, 2008


THE INCREDIBLE HULK 3
(Setembro de 1962)


A história "Banished to Outer Space" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby, com artefinal de Dick Ayers. No Brasil, foi publicada em 1982, na revisa O Incrível Hulk número 44, pela editora RGE, com o nome de "Fúria nas Profundezas!"; em 2006, no especial Grandes Clássicos Marvel número 1, pela editora Mythos, com o nome de "Banido no Espaço Sideral". Pois é... a idéia não é nova... já tentaram banir o Hulk pro espaço sideral. Mais importante que isso é a mudanda de "status quo" do personagem. Abolida a regra de que o Hulk só se transforma a noite (afinal, ele não é nenhum lobisomem). Por outro lado, foi um acerto que teve o preço de uma bizarrice. Agora Rick Jones consegue controlar o Hulk mentalmente (ou seja lá de que forma), graças a um novo acidente que causou essas mudanças.

Rick Jones carrega o pesado fardo de cuidar do Hulk dentro da prisão de concreto criada por Banner. Na caverna onde se encontra, o jovem é encontrado pelos soldados do General Ross. O General convence Rick a atrair o Hulk até um novo foguete americano, que tem que ser testado por alguém que suporte os rigores do espaço. Rick solta o Hulk, que o persegue até o foguete. Mas, após o bem-sucedido lançamento, o jovem percebe que as intenções dos militares são outras. O foguete não é apenas um teste, mas irá seguir ao espaço infinito pra sempre, impedindo que o monstro volte. Para salvar o "amigo", Jones consegue sabotar os controles e fazer com que a cápsula volte. Mas, nesse exato momento, o foguete passava por um cinturão de energia radioativa que atinge em cheio o corpo do Hulk e causa um estranho curto-circuito que atinge Rick Jones na Terra.

Quando a cápsula retorna, ainda de dia, Jones percebe que Hulk não voltou a ser Banner. Mais ainda. Percebe que o Hulk agora obedece a seus comandos. Dá-se até ao luxo de subir nas costas no monstro para usá-lo como transporte. O problema com esse novo "poder" é que toda vez que Jones cochila, Hulk sai por aí destruindo tudo. O jovem então leva-o para a prisão de concreto... mas precisa descansar.

Jones vai até a casa de uma tia, em uma cidade próxima para tomar um banho e relaxar. Nesta cidade, há um circo que é liderado por um homem que se autodenomina O Mestre do Picadeiro. Dotado de capacidades hipnóticas, o tal Mestre imobiliza toda a população da cidade por onde passa, para que seu Circo do Crime saqueie tudo que vê pela frente. Inadvertidamente, como Jones estava entre os que foram hipnotizados, o Circo acaba recebendo a visita do Hulk também. O monstro só é imobilizado porque Jones não consegue emitir uma ordem de comando.

O FBI, que estava na perseguição do Circo do Crime, chega ao local e liberta Rick Jones, que liberta o Hulk. O monstro consegue destruir o Circo e capturar o vilão, mas o exército do General Ross chega ao local, fazendo com que Jones e seu monstro sejam forçados a fugir e se esconder novamente.

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Segunda-feira, Setembro 29, 2008


THE INCREDIBLE HULK 2
(Julho de 1962)


A história "The Terror of the Toad Men" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby. No Brasil, foi publicada em 2006, no especial Grandes Clássicos Marvel número 1, pela editora Mythos, com o nome de "O Terror dos Homens-Sapos". O traço de Kirby está levemente mais detalhado nessa edição, definindo melhor a forma do Hulk, dando-lhe a aparência de um monstro de Frankenstein. O Hulk mais atrapalha do que ajuda nessa edição, mostrando-se menos ingênuo nessa edição, até mesmo se tornando dissimulado ao PENSAR em dominar a terra com uma nave alienígena e planejar levar Betty Ross como sua refém.

Bruce Banner, já ciente de suas transformações noturnas, cria uma espécie de casamata secreta, toda feita em concreto e dentro de uma caverna, onde pode se exilar durante sua fase monstro. Como Rick Jones é o único que conhece seu segredo, incumbe ao jovem a tarefa de trancafiá-lo a todo entardecer. Mas a experiência mal começa e a dupla é surpreendida por alienígenas com feições de sapo que sequestram a mente mais brilhante da Terra (julgando ser o Dr. Banner).

Na nave das criaturas, Banner começa a se transformar e causa confusão suficiente para derrubá-la. Ao chegar a Terra, a transformação o faz voltar a ser Banner e esse é abordado pelos soldados do General Ross, que acham que a queda da nave é uma espécie de ataque e traição por parte de Banner.

Enquanto Banner fica preso por ordem do General Ross, a armada dos alienígenas Homens-Sapo invadem a Terra e ameaçam destruir nosso planeta através da força magnética que dominam, atraindo a Lua para próximo de nossa órbita. No meio da confusão, Banner volta a ser Hulk, escapa da prisão e sequestra Betty Ross, levando-a até um laboratório. Quando amanhece, Hulk torna-se Banner e, como tal, consegue manipular uma arma de raios gama que repele a frota dos Homens-Sapo.

Após salvar o planeta, Banner é deixado em paz pelo General Ross, que desconfia de alguma ligação entre ele e o Hulk. Mal sabe ele que, naquele exato momento, o cientista está em sua forma de Hulk, trancafiado na prisão de concreto que ele mesmo criou.

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Domingo, Setembro 28, 2008


THE INCREDIBLE HULK 1
(Maio de 1962)


A história "The Coming of The Hulk" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby. No Brasil, foi publicada em 1987, na revista Capitão América número 100, pela editora Abril, com o nome de "Origem do Hulk"; em 2006, no especial Grandes Clássicos Marvel número 1, pela editora Mythos, com o nome de "O Incrível Hulk". Um super-herói é lembrado por seu uniforme de cores berrantes, seu porte atlético imponente. Isso até mesmo para os trágicos heróis da Marvel. Mas nada disso está em Hulk.

Antes de publicar seus heróis, a Marvel publicava histórias contendo monstros de tudo quanto é tipo que os desenhistas e escritores podiam criar, não havendo no roteiro o foco do bem contra o mal. No máximo, uma história com reviravoltas e um final que pudesse dar uma lição de moral para a humanidade. Hulk pertence a essa categoria de histórias. Um monstro nascido de um trágico acidente acontecido por um cientista que cria armas para o exército. Ou seja, a lição de moral ao cientista aqui se chama redenção. Mas, a onda de novos super-heróis da Marvel já havia contagiado os leitores e o personagem foi pego na explosão desse novo universo.

O brilhante cientista Bruce Banner cria a Bomba Gama baseada em seus estudos dessa energia radioativa. No dia do teste, feita no deserto, um adolescente (que ficamos conhecendo como sendo Rick Jones, o mais importante coadjuvante da Marvel) entra na área de explosão apenas para provar sua coragem a seus amigos. Banner o avista e corre para salvá-lo. Apesar de se arriscar, Banner conta com o auxiliar Igor, ao qual pediu que impedisse a contagem regressiva. Igor, no entanto, é um espião russo (com esse nome? Não diga!!!!!) e deixou que a contagem continuasse para que Banner morresse e ele tivesse caminho livre para roubar os projetos. Banner consegue salvar o jovem jogando-o em uma vala, mas a explosão o atinge em cheio.

Milagrosamente, Banner não morreu, sendo levado pelo adolescente a enfermaria do exército. Mas algo aconteceu! Quando anoitece, seu corpo começa formigar e crescer, transformando-se um grotesco ser de força descomunal. Seu intelecto também é afetado e ele se torna um fera, não diria selvagem, mas incontrolável de uma forma ingênua. O jovem Rick Jones, que se sente culpado pelo que aconteceu a Banner (e única testemunha da transformação), segue o monstro afim de ajudá-lo de alguma forma. Lembrem que Banner está em uma instalação do exército. Os soldados, comandados pelo truculento General Ross, se vêem na obrigação de capturar tal monstro.

Com lampejos de sua existência passada, o monstro chega até o alojamento onde está instalado e encontra Igor revirando o local. O espião é atacado pelo Hulk. Antes que os soldados cheguem, o sol nasce e o monstro volta a ser Banner, sem que ninguém (além dele e de Jones) desconfie de nada.

Igor, preso, manda sinais para seus camaradas na Rússia e eles enviam um agente conhecido como Gárgula, gênio da ciência que tem o corpo deformado devido a experiências passadas. O Gárgula chega escondido a América e captura o Hulk com uma poderosa pistola de dardos hipnotizantes, justo no momento em que a delicada Betty Ross, filha do General Ross, vislumbra o monstro. O General chega ao local e sua filha, acordando do desmaio, diz que viu o Hulk. A partir de então, o militar jura perseguir a criatura incessantemente.

Hulk e Jones são levados pelo Gárgula para a Rússia. O sol nasce no meio da viagem e o monstro volta a ser Banner. O vilão se espanta ao ver que Hulk não está mais ali, só que é inteligente o suficiente para perceber que Banner é um monstro que pode voltar a forma normal, enquanto ele é um homem deformado para o resto da vida. Penalizado, Banner diz que o caso do Gárgula tem solução e cria uma arma que o faz voltar a forma normal. O vilão, agradecido, coloca Banner e Jones em um foguete de volta para a América e comete suicídio explodindo a base e seus camarada russos (a quem responsabiliza por sua deformação) juntos com ele.


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Sábado, Setembro 27, 2008


THE AMAZING SPIDER-MAN 10
(Março de 1964)


A história "The Enforcers" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Steve Ditko. No Brasil, foi publicada em 1969 na revista O Homem-Aranha número 7, pela editora Ebal, com o nome de Os Executores; em 1975, na revista Homem-Aranha número 5, pela editora Bloch; em 1996, na coleção Spider-Man Collection número 3, pela editora Abril; em 2007, no especial Biblioteca Histórica Marvel - Homem Aranha número 1, pela editora Panini. Aparentemente uma história onde o Aranha não enfrenta um grande supervilão, mas criminosos "comuns". A idéia era essa mesma, dando destaque para o desenvolvimento de tramas paralelas, mais ligadas ao mundo de Peter Parker do que as aventuras do Homem-Aranha. No entanto, esta história se tornou um clássico e os criminosos conhecidos como Executores ganharam notoriedade na mitologia do herói.

Uma nova onda de crime organizado assola a cidade. E ela está sendo comandada pelo misterioso Chefão, um mestre do crime tão inteligente que é capaz até mesmo de prever os movimentos do Homem-Aranha. Mas o Chefão apenas administra os crimes. Sua força de ataque para controlar o submundo é representada pelo trio conhecido como Executores, formados por Dan (um baixinho expert em lutas marciais), Montana (uma espécie de vaqueiro que tem talento com o laço) e Touro (um brutamontes de força descomunal).

Peter Parker é obrigado a doar sangue para sua tia (recém operada) e acaba enfraquecido (Não! Antes que perguntem, a véia não ganha poderes de Aranha por causa da transfusão...). O Aranha, portanto, está meio que fora de combate justo no momento em que a criminalidade aumenta na cidade. Peter só fica mais preocupado quando os Executores cobram a dívida de Betty Brant (seu atual interesse romântico) para agiotas. A moça não quer explicar para Peter o que está acontecendo e ele fica magoado, achando que ela não confia nele. Para descontar a desilusão, Peter se veste de Homem-Aranha para investigar a nova gangue.

Uma série de coincidências mostra que a possível identidade do Chefão seja... J. Jonah Jameson, o editor do Clarim Diário que vive aporrinhando sua vida. Após derrotar a gangue em seu covil, com o Chefão escapando, o Aranha corre para o Clarim afim de interceptar Jameson e desmascará-lo. O que acontece é que a polícia também chega ao local, já com a identidade do bandido: Foswell, um funcionário de Jameson, espécie de redator das notícias difamatórias do herói. O Homem-Aranha fica duplamente frustrado: por suas suspeitas estarem erradas e por Betty Brant ter sumido (sem saber que, na verdade, a moça estava envergonhada).

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Sexta-feira, Setembro 26, 2008


THE AMAZING SPIDER-MAN 9
(Fevereiro de 1964)


A história "The Man Called Electro!" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Steve Ditko. No Brasil, foi publicada em 1969 na revista O Homem-Aranha número 6, pela editora Ebal, com o nome de O Homem Chamado Electro; em 1974, na revista O Homem-Aranha número 61, pela editora Ebal; em 1975, na revista Homem-Aranha número 4, pela editora Bloch; em 1996, na coleção Spider-Man Collection número 2, pela editora Abril; em 2007, no especial Biblioteca Histórica Marvel - Homem-Aranha número 1, pela editora Panini. É estranho acostumar com Peter Parker sem óculos (que perdeu após uma briga com Flash Thompson), parecendo mais adulto, menos franzino. Mas isso também marca uma fase diferente na vida do jovem, onde ele aparece um princípio de romance com a secretária de J. Jonah Jameson, Betty Brant. E aqui acontece a primeira aparição de personagem da galeria de vilões do Homem-Aranha: Electro.

Peter Parker tem um problemão pela frente. Sua tia May está muito doente e precisa de um cirurgia caríssima. Para conseguir a grana, ele recorre a seu serviço como fotógrafo freelancer do jornal Clarim Diário. Acontece que o editor Jonah Jameson, obcecado em difamar o Aranha, manipula as fotos de Peter para "provar" que o Homem-Aranha também utiliza a identidade de Electro, bandido uniformizado que utiliza de eletricidade para cometer seus crimes (Max Dillon era um funcionário da compania elétrica que recebeu a descarga de um raio em serviço, passando a acumular e direcionar eletricidade). Ocupado com o problema de sua tia, Peter nem mesmo tem tempo para perseguir o novo vilão.

Electro inicia uma revolta em um presídio e Peter, mais aliviado pela cirurgia de sua tia ter dado certo, consegue se infiltrar no local (para desespero de Jameson, que tem sua teoria da nova identidade do Aranha jogada por terra). O Aranha se protege com botas e luvas de borracha, mas o poder de Electro parece aumentar a cada momento. O herói só consegue derrotá-lo usando um princípio simples: ele joga água e causa uma espécie de curto-circuito no vilão.

No fim da história, Peter e Betty tem o ombro um do outro para descansar de tanta tensão.


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