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Terça-feira, Agosto 19, 2008
CAPTAIN MARVEL 12
(Abril de 1969)
A história "The Moment of... The Man-Slayer!” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Dick Ayers, com artefinal de Syd Shores. Apesar da viageira da última edição continuar, apresentando os novos (e quase infinitos) poderes do Capitão Marvel, o efeito do "seja-lá-o-que-for-que-o-Drake-tomou" já mostra sinais de ter passado. Por outro lado, os desenhos de Ayers parecem ter ganhado um bom reforço do artefinalista Shores, que faz um competente trabalho nessa edição.
Capaz de se teleportar com a velocidade do pensamento, Mar-Vell intercepta a nave de Yon-Rogg, que ainda sobrevoa a Terra. Mas, mesmo podendo esmagá-lo com seus novos poderes, prefere enfrentá-lo outra hora e trazer a derrota de uma forma mais vergonhosa (coisas de herói...). Voltando a base militar como Walter Lawson, é surpreendido por uma segurança mais rígida (também... depois deles terem um foguete inteiro roubado pelo Capitão Marvel...). Carol Danver ainda tenta montar o quebra-cabeça que Lawson e Marvel estão se tornando.
A base é invadida por um robô gigante (os robôs gigantes tinham uma boa saída nessa época), comandado por um misterioso vilão. Mar-Vell tenta derrotá-lo, mas a criatura parece não ligar muito para seus novos poderes. Porém o robô pára antes de dar o golpe final. O herói não sabe, mas isso se deve a intervenção da espião Viúva Negra, que invadiu a base do misterioso vilão que está no controle e é capturada com gás dos nervos. Quando os militares vão escoltar Lawson (Marvel já havia trocado de roupa), o herói faz algo inpensado: usa seus poderes e desaparesce diante dos olhos de todos.
Continua...
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Segunda-feira, Agosto 18, 2008
CAPTAIN MARVEL 11
(Março de 1969)
A história "Rebirth” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Dick Ayers, com artefinal de Vince Colletta. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 18, pela editora GEP, com o nome de "Vingança!". É um mistério o que aconteceu com Arnold Drake nessa edição. Ele virou a revista (e o personagem) do avesso de um forma que deve ter pego muita gente desprevinida. O que será que aconteceu? Será que ele andou fumando algo que Stan Lee guardava dentro da gaveta? Bateu a cabeça? Foi ameaçado de morte se a revista não aumentasse as vendas? Sabe-se lá... O fato é que essa história de Captain Marvel, com cara de final bombástico de temporada, chacoalhou com todo e qualquer conceito que o personagem prometia.
Assim que a ordem de execução de Mar-Vell é dada, o pelotão de fuzilamento é atacado por um raio vindo dos céus. São os aakons, que não deixaram barato e ainda querem vingança por seus companheiros (curiosidade: o desenhista Dick Ayers desenhou os capangas da Organização como sendo os alienígenas... ou ele errou ou o roteiro é que não citou que os vilões também estavam atacando, apesar dos alienígenas não serem mostrados em nenhum quadro). Yon-Rogg finalmente enfrenta Mar-Vell e acaba levando uns justos sopapos. No meio da confusão, Una é atingida e se encontra em estado grave.
Mar-Vell, com Una nos braços, vai até a base militar e sequestra uma nave que estava sendo projetada para ir a lua. Desesperado, ele vê Una morrer diante de seus olhos. Pesaroso, pára em um asteróide próximo e enterra sua amada. Ao tentar voltar para a Terra e se vingar de Yon-Rogg, o vilão intercepta seu foguete com um raio trator e o lança com toda a velocidade para o meio do espaço sideral.
O foguete de Mar-Vell fica vagando pelo espaço por mais de 100 dias. Sua comida e água acabam. Ele começa até mesmo a ter visões, acreditando que está enlouquecendo. Logo a frente, avista um planeta estranho e se prepara para o impacto. Para sua supresa, um estranho raio faz com que seu foguete pouse suavemente. O planeta é coberto por uma estranha névoa, mas não mostra sinais de vida. O herói cai ao chão, enfraquecido, quase morto.
Assim que acorda, o Capitão Marvel vê um grupo de mulheres que parecem ter cuidado dele. Elas mais parecem visões. De fato, elas o levam até um enorme portão dourado e desaparescem na névoa. O portão se abre. Lá dentro, uma estranha construção, parecida com uma torre, começa a falar. A "criatura" se chama Zo, e se diz onisciente, sabendo o que vem acontecendo com o herói. Zo lhe promete poder suficiente para derrotar Yon-Rogg. Achando que está louco (ou morto), Marvel aceita a dádiva de Zo. A primeira prova de seus novos poderes é que o herói se livra do comando do coronel Rogg, que ficava preso a seu pulso. Além disso, Marvel agora é capaz de se teleportar a velocidade da luz. Marvel aceita se submeter ao caprichos de Zo, em troca do poder que lhe foi concedido.
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Domingo, Agosto 17, 2008
CAPTAIN MARVEL 10
(Fevereiro de 1969)
A história "Die, Traitor!” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de Vince Colletta. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 18, pela editora GEP, com o nome de "Morra, Traidor". O tema dessa história é... traição. De tudo quanto é tipo que se possa imaginar. Temos a traição da Mar-Vell contra sua própria raça (na verdade, os fatos continuam sendo manipulados por Yon-Rogg), o Capitão Malaco... digo... Marvel continua enganando os vilões (que não são lá um primor de inteligência, diga-se de passagem), Una ainda acredita que está levando chifre de seu amado (outra cortesia de Yon-Rogg) e a mesma Una tenta salvar seu amado da condenação dos krees.
Mar-Vell, que já não estava muito bem na fita com seus superiores, recebe mais uma missão pra cumprir na Terra. Ele deve infiltrar-se na organização criminosa chamada A Organização (é sério!) e contatar o líder número um que se chama... Número Um (é séééério... eu juro!!!!). Por coincidência, os vilões vinham tentando matar o cientista Walter Lawson, identidade que Marvel assumiu. Contam agora com uma poderosa arma capaz de envelhecer o alvo 10 anos por segundo.
A Organização acaba capturando Carol Danvers e Marvel finge estar do lado dos vilões para salvá-la (eu avisei que eles não eram lá muito inteligentes...). Quando é descoberto, Marvel sofre os efeitos do tal raio envelhecedor, mas consegue reverter a potência para voltar ao normal. Em poder de tal arma, o herói dispara contra a Organização e destrói a base dos bandidos... o que não era exatamente o que seus superiores mandaram fazer.
Una foge da nave de Yon-Rogg mas é atingida pelos outros soldados. Ela só acorda para ver a ordem de execução contra Marvel ser dada e os soldados preparados para atirar.
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Sábado, Agosto 16, 2008
CAPTAIN MARVEL 9
(Janeiro de 1969)
A história "Between Hammer and Anvil!” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de Vince Colletta. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 15, pela editora GEP, com o nome de "Entre Dois Fogos". Capitão Marvel malaco! Dando pistas falsas para inimigos alienígenas se ferrarem. Até então, um grande trunfo nos roteiros do escritor Arnold Drake, que começavam a se firmar por conta própria.
Mar-Vell tem que enfrentar os alienígenas da raça aakon sozinho na Terra. Na verdade, está resolvendo uma bucha causada pela incompetência (mesmo que proposital) do coronel Yon-Rogg, que atacou uma nave dessa raça na edição passada. Os aakons não são fáceis de lidar, já que estão sedentos de vingança por seus companheiros.
Como se já não tivesso problemas o bastante, o capitão ainda tem que enfrentar o robô gigante Cyberex, que se recuperou do encontro com o herói na edição passada (pois tem um mecanismo de autoreparação, toda vez que é derrotado). Cyberex capturou Carol Danvers, já que sua programação era de eliminar o cientista e a chefe de segurança estava investigando (xeretando) o quarto dele, quando o robô apareceu. No meio da confusão, os aakons atacam Cyberex e o Capitão Marvel ganha um instante para fugir, se recuperar e deixar Carol em segurança.
O ataque sincronizado dos aakons consegue derrubar o robô gigante... e também consegue derrubar Marvel. Mais do que derrotar o herói, eles ficam felizes em conseguir tomar um pequeno livrinho de seu bolso, com letras estranhas, provavelmente kree, e acreditam que aquele seja o código Z-19, ambicionado por outras raças. O momento de comemoração deixa os alienígenas desguarnecidos quando Cyberex se ataca novamente (graças a sua autoreparação). Por fim, Marvel, que já sacou essa do robô se recuperar, destrói ele e fica no local para localizar o mecanismo que o faz reparar-se... destruindo-o de vez. E Marvel recupera o tal livrinho... que nada mais era do que uma lista telefônica de bolso, onde escreveu algumas letras em kree e, dentro, como os aakons não conheciam o alfabeto da Terra, pensaram se tratar de alfabeto kree também. Malaco esse Marvel, hein?
Nos bastidores, o fofoqueiro coronel Yon Rogg mostra para Una como Marvel protege e salva a terráquea... causando mais ciúmes da amada do herói.
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Sexta-feira, Agosto 15, 2008
CAPTAIN MARVEL 8
(Dezembro de 1968)
A história "And Fear Shall Follow” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de Vince Colletta. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 15, pela editora GEP, com o nome de "E o Medo Virá". Quando Mar-Vell veio para a Terra, um incidente (criado pelo fofoqueiro Yon-Rogg), causou a morte de um cientista chamado Walter Lawson. Mar-Vell, então, adotou sua identidade para observar mais de perto uma base militar da região. Desde então vem atuando como Lawson, mas... afinal... quem era esse cientista?
O exército kree enfrenta outra raça alienígena que se aproxima da Terra, os aakon. Yon-Rogg leva a pior no meio da batalha e fica hospitalizado. Mesmo desacordado, a semente da discórdia plantada pelo coronel parece agir. A médica Una parece ter acreditado nas manipulações dele, que mostraram que seu amado, Mar-Vell, está envolvido com uma terráquea (no caso, a chefe de segurança Carol Danvers).
Mar-Vell volta a Terra para investigar a vida daquele que assumiu a identidade. Descobre que Walter Lawson era um renomado e excêntrico cientista, envolvido na criação de um robô assassino gigantesco. Essa invenção parece ser cobiçada pelos inimigos também, já que invadem a mansão de Lawson quando Mar-Vell investigava. Apesar de se livrar dos invasores, o herói tem que enfrentar o tal robô que, descontrolado, está programado para destruir o cientista. Mar-Vell destrói o robô e recebe a gratidão de Carol Danvers... para o desesperado ciúme de Una.
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Quinta-feira, Agosto 14, 2008
CAPTAIN MARVEL 7
(Novembro de 1968)
A história "Die, Town, Die” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de John Tartaglione. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 15, pela editora GEP, com o nome de "Uma Cidade Deve Morre". Continua a saga de Mar-Vell contra monstrões esquisitos, sendo dessa vez o vilão Quasímodo. Não o corcunda de Notre Dame, apesar deste personagem trazer o visual estereotipado dele. Na verdade, este vilão se autodefine como computador vivo. De fato, ele não só é uma espécie de máquina maligna, como também controla todo e qualquer maquinário a sua volta.
Mar-Vell é julgado por Ronan, o acusador. No entando, sua sinceridade acaba plantando dúvidas quanto a sua execução. Ronan, para tirar a prova, envia Mar-Vell novamente a Terra para provar sua lealdade. Um vírus mortal está em uma cidade e o capitão terá que priorizar sua missão, deixando que a população morra (caso algo dê errado). E algo dá errado... mas de um jeito certo.
Uma base militar é atacada pelo vilão controlador de máquinas conhecido como Quasímodo. Marvel o persegue até um vilarejo onde as pessoas se vestem como no início do século passado. Essas "pessoas" são, na verdade, andróides criados por Quasímodo para deter os intrusos que o perseguem. E, adivinhem, o tal vírus está nesse vilarejo, de pessoas de mentira. Marvel une o útil ao agradável ao cumprir a missão, deixar que a população (de máquinas) "morra" e ainda derrota o Quasímodo... para o desespero de Yon-Rogg.
O Coronel, por sua vez, tem um ás na manga. Mostra para Una, amada de Marvel, o momento em que ele conforta a terráquea Carol Danvers (nenhum envolvimento, só estavam conversando... é sério...). Ela fica com ciúmes e começa a dúvidar da palavra de seu amado. E Yon-Rogg ganha mais uma estrela no panteão dos fofoqueiros.
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Quarta-feira, Agosto 13, 2008
CAPTAIN MARVEL 6
(Outubro de 1968)
A história "In The Path of Solam!” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de John Tartaglione. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 15, pela editora GEP, com o nome de "Na Trilha de Solam". O escritor Arnold Drake parece ter entendido um conceito um tanto quanto simplista quanto ao personagem Capitão Marvel. Ele é um capitão, um militar, alienígena. Logo, deve ter lutado em inúmeros planetas, cada qual com sua parcela de criaturas incríveis. Então, seria lógico que o personagem enfrentasse monstros de outros mundos. Enfim...
Enquanto o julgamento final de Mar-Vell não vem, Yon-Rogg vai comendo pelas beiradas pra ver se mata o seu rival. Mar-Vell, por sua vez, volta para a Terra, continuando sua missão de espionar os terráqueos. O que Rogg não contava, porém, é que a nave dos krees sofresse uma pequena pane. Isso faz com que eles sejam vistos pela chefe de segurança Carol Danvers, que acredita estar avistando um disco voador (de certa forma...). Mar-Vell, na identidade civil de Walter Lawson, consegue desfazer essa impressão de Carol, mas a loira se sente ofendida por estar sendo tratada como mentirosa ou louca.
Paralelamente, Lawson visita um novo (e megalomaníaco) experimento com luz solar, que pretende captar a energia e transferi-la para uma espécie de poderoso e gigantesco laser. Mas isso acaba atraindo bem mais que luz solar. Junto com ela, o monstro Solam se materializa e dá muito trabalho para os militares. Só mesmo o intelecto alienígena do Capitão Marvel consegue criar uma nova arma que sobrecarrega a criatura. Yon-Rogg, furioso e fofoqueiro que é, logo transmite essa nova investida de herói de Mar-Vell para seus superiores, fazendo-os acreditar que se trata de mais um ato de traição contra sua raça.
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Terça-feira, Agosto 12, 2008
CAPTAIN MARVEL 5
(Setembro de 1968)
A história "The Mark of The Metazoid” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de J. Tartaglione. Esta história parece mais um interlúdio na saga de Mar-Vell, mas traz alguns acontecimentos importantes para a trajetória do personagem. O personagem Metazóide surge do nada e para o nada vai, mais parecendo uma criatura das antigas revistas de monstro da Marvel, porém sem o mesmo brilhantismo trash (até mesmo no nome, já que seus antecessores tinham mais divertidos).
O coronel Yon-Rogg põe as manguinhas de fora e acusa Mar-Vell de traição perante o Império Kree. Com muito jogo de cintura, o capitão consegue convencer até mesmo o acusador Ronan e volta para a Terra com a missão de apagar a memória do senhorio que o recebeu (em sua identidade civil de Walter Lawson). Isso não abranda a acusação, mas dá tempo e um alívio momentâneo para o herói.
Para o azar do Capitão Marvel, ao seguir para o hospital onde o senhorio está, ele é atacado por uma criatura-monstro que se autoentitula Metazóide. O monstro, toda enegrecida, além de sua enorme força física e tamanho, ainda pode soltar uma espécie de cabo grudento de seu corpo, que é forte como cabos de aço. Por coincidência, o Metazóide está atrás de Lawson, identidade civil de Marvel, a mando dos comunistas que o criaram (utilizando uma espécie de DNA alienígena em um simples soldado).
Apesar de levar uma surra inicial, Marvel resolve a situação atacando o Metazóide com um canhão de raios x. Ele se lembrou de uma criatura alienígena parecida que enfrentou em outro planeta e que também era impenetrável... a não ser por raios x. A idéia dá certo e o monstro aparentemente morre. Marvel consegue apagar a memória do senhoria e retorna para a nave kree, afim de enfrentar seus acusadores.
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Segunda-feira, Agosto 11, 2008
CAPTAIN MARVEL 4
(Agosto de 1968)
A história "The Alien and The Amphibian” foi escrita por Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Vince Colletta. Mar-Vell devia ser um bom ator. Afinal, identidades secretas pra ele é o que não falta. Ele tem que fingir ser um agente secreto dos krees para que eles não pensem que seu capitão os está traindo (e não está, apenas se apegou a raça humana e não vê motivos para machucá-los). Se passa por herói perante a imprensa da Terra, pois acabou tendo várias oportunidades de salvar militares (algo que não foi intencional... simplesmente aconteceu). Ainda tem que manter uma identidade civil, sob o nome de Walter Lawson, para que ninguém desconfie de sua verdadeira origem. E aqui, mesmo contra a vontade, ainda tem que dar um sopapos no Namor, o príncipe submarino, para manter todas essa bagunça em ordem.
Walter Lawson é chamado a base militar onde estão lançando um foguete que leva bactérias mortais ao espaço. O que eles não sabem é que a nave kree, comandada por Yon-Rogg, está na órbita da Terra e desvia a rota do tal foguete, fazendo-o cair no oceano. A equipe militar corre contra o tempo, já que o timer do foguete poderá liberar a tal bactéria nos mares.
E justo nessa hora aparece Namor, que se encaminhava para Nova Iorque atrás do auxílio do Quarteto Fantástico. Como o príncipe submarino não sabe do perigo da bactéria, Mar-Vell tenta afastá-lo do local. O temperamento do príncipe não é dos mais fáceis e o Capitão é obrigado a lutar com ele para mantê-lo afastado. Apesar de conseguir, momentaneamente, a colaboração de Namor (que estava tentando ajudar, afinal), Mar-Vell é obrigado a abatê-lo de forma que o cilindro com a bactéria fosse destruído. Tudo para manter as aparências perante seus companheiros krees, para que não pensassem que ele está ajudando demais os terráqueos. Cumpre a missão com jogo de cintura, porém conseguindo a inimizade de Namor.
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Domingo, Agosto 10, 2008
CAPTAIN MARVEL 3
(Julho de 1968)
A história "From The Ashes of Defeat!” foi escrita por Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Vince Colletta. Se fossem encadernar essas primeiras aventuras do Capitão Marvel, a saga bem que poderia se chamar Os Brutos Também Amam. Os militares dessa história agem movidos por paixonites, e não por seu dever com a nação. Do lado dos krees temos o Coronel Yon-Rogg, que quer destruir o soldado Mar-Vell para tomar a namorada dele. Do lado dos inimigos dos krees, os skrulls, temos o Super Skrull, que quer derrotar Mar-Vell para ganhar o coração da princesa de seu planeta. É muita dor de cotovelo por metro quadrinho!
O derrotado Mar-Vell é levado para a nave do Super Skrull. O vilão usa um maquinário que escaneia a mente do kree, a procura de alguma pista sobre sua presença na Terra. Não encontra nada satisfatório. Na verdade, mais questões do que respostas. O que os krees querem na Terra, afinal? Porque um soldado do porte de Mar-Vell atacou o Sentinela, robô de sua própria raça? O que o skrull não sabe é que essas respostas estão nos bastidores dessa missão, onde o coronel Yon-Rogg tenta causar o maior número de incidentes para fazer com que a morte de Mar-Vell pareça acidental.
Mar-Vell consegue escapar da prisão do inimigo e, com muita dificuldade, consegue chegar até sua nave (para a tristeza de Yon-Rogg, que finge estar feliz por seu melhor soldado ter voltado). O herói (e agora ele começa a agir como um) pretende retornar a Terra, pois o cilindro que lhe permite respirar em atmosfera alienígena ainda está por lá e ameaça explodir com a força de uma bomba atômica. A explicação para a preocupação de Mar-Vell está no fato dele não querer causar danos a uma raça (terráquea) que não lhes fez mal algum, algo que Yon-Rogg supõe ser uma espécie de instinto de cientista, graças ao namoro do capitão com a médica Una (motivo dessa confusão toda). O Império autoriza a volta de Mar-Vell. No entanto, estão pouco se lixando para a explosão da bomba. Só o deixam voltar para vingar-se do inimigo skrull.
Enquanto isso, o Super Skrull, por se tratar de um transmorfo (pode assumir a forma do que bem entender), se disfarça como Walter Lawson, a identidade civil que Mar-Vell assumiu na Terra, para adentrar a base militar onde e estudar o cilindro kree. É quando o verdadeiro Mar-Vell aparece e o ataca. Nos céus, o Super Skrull inflama-se, mas suas chamas são apagadas pelo Capitão. Como último recurso, o skrull tenta usar um tipo de super hipnose (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), mas Mar-Vell consegue revertê-la e virar contra o próprio inimigo. A primeira ordem do Capitão Marvel ao hipnotizado inimigo é que ele volte a sua raça (que, com certeza, não vai recebê-lo muito bem pela humilhação).
Marvel vê uma ambulância passar pela base militar. Os soldados dão a entender que o senhorio do hotel onde Lawson estava hospedado entrou em estado de coma depois da surra que levou do Super Skrull.
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- Dark Marcos - E-mail: artesequencial@bol.com.br, 9:54 PM
Sábado, Agosto 09, 2008
CAPTAIN MARVEL 2
(Junho de 1968)
A história "From The Void of Space Comes... The Super Skrull!” foi escrita por Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Vince Colletta. A situação é a seguinte. Uma simples missão militar de reconhecimento começa a dar errado quando um de seus mais valorosos soldados aparentemente detona o robô de seu próprio exército. O que poucos sabem é que a confusão toda não passa da manipulação do líder da missão, que prefere causar tamanho desconforto apenas por desejar o amor da namorada do tal soldado. Poderia ser até um incidente, mas acontece que o planeta onde a malfadada missão está acontecendo, a Terra, nem mesmo é um planeta inimigo. Simplesmente está acontecendo ali. Agora imagine o que acontece quando os verdadeiro inimigos do tal exército começam a tomar conhecimento dessa desastrosa missão. Eles se perguntam o que o seus odiosos oponentes estão tramando com tamanha pataquada. É claro que explicar que tudo não passa de uma dor de cotovelo de um oficial de alta patente seria no mínimo absurdo. É por isso que os skrulls, inimigos dos krees que estão circundando a aparentemente inofensiva Terra, mandam seu mais alto oficial, o Super Skrull, para o local afim de desvendar o que diabos está acontecendo.
O Capitão se vê em maus lençóis (mais ainda) quando retorna para o hotel onde está secretamente alojado (como civil) e descobre que o cilindro que lhe permite respirar em nossa atmosfera... sumiu. Quem roubou o tal cilindro foi o senhorio do hotel, que desconfia que Mar-Vell é algum espião comunista. Tudo vira uma comédia de erros quando o Super Skrull chega a Terra, atraído pelo cilindro kree, graças ao seu equipamento programado para localizar seus inimigos ou os artefatos criados por eles (o cilindro, por exemplo). É no meio dessa confusão que Mar-Vell chega e empreende uma batalha contra o skrull que tem todos os poderes dos integrantes do Quarteto Fantástico (pode ficar elástico, fazer seu corpo se tornar uma tocha humana, ficar invisível ou duro como uma pedra). Neste primeiro round, Mar-Vell leva a pior, mesmo porque, além dos super poderes, o Super Skrull também é um militar treinado. Mas o risco maior é que o cilindro, esquecido de lado no meio da luta, está prestes a iniciar um procedimento de autodestruição, que irá detoná-lo com o poderio de uma bomba nuclear.
Continua...
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Sexta-feira, Agosto 08, 2008
CAPTAIN MARVEL 1
(Maio de 1968)
A história "Out of The Holocaust” foi escrita por Stan Lee e Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Vince Colletta. Ou Stan Lee deu um tremendo golpe de marketing ou este foi o herói mais azarão a dar certo no Universo Marvel (superando o azarão-mor Homem Aranha no quesito "personagem que jamais TERIA dado certo"). O fato é que o Capitão Marvel foi apresentado despretensiosamente na revista Marvel Super Heroes e, do nada, ganhou sua própria revista mensal. O ocorrido foi tão de sopetão que até mesmo os leitores (supostos responsáveis por tal fenômeno) foram pegos de surpresa. Afinal, a continuação das desventuras de Mar-Vell foram anunciadas como continuando na própria revista Marvel Super Heroes. E olha que, fora o uniforme chamativo, o personagem pouco lembra um super herói. Está mais para drama de ficção científica. Nem sequer pensa em salvar o planeta ou qualquer um que nele habite. Até o próprio personagem se espanta ao ser tratado como uma espécie de herói. Enfim... foi assim que tudo começou...
Continuando a trama de Marvel Super Heroes, o capitão Mar-Vell enfrenta o robô Sentinela kree. Pra piorar a situação, o mecanismo cria uma espécie de campo de força que impede que o capitão fuja para longe da base militar. Pra piorar a situação, a loirinha Carol Danvers foi parar justo dentro do campo de força onde os dois lutam, como se Mar-Vell já não tivesse problemas o suficiente. O exército, do lado de fora, tenta ajudar e se espanta com os esforços do estranho homem que voa. Por fim, o "herói" acaba causando uma implosão que destrói o robô gigante. E Mar-Vell, por seus esforços e por ter salvo a senhorita Danvers, sai da situação como herói.
Yon-Roog, o general que o colocou nessa situação, ainda tenta tirar proveito da situação para ainda tentar ferrá-lo. Afinal, Mar-Vell destruiu um robô de sua própria raça, o que daria uma conotação de traição para com seu exército. Essa informação distorcida chega até o alto escalão dos krees, mais especificamente nos ouvidos de Ronan, o Acusador... que não vê a hora de ir a Terra punir o suposto rebelde.
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- Dark Marcos - E-mail: artesequencial@bol.com.br, 11:43 PM
Quinta-feira, Agosto 07, 2008
MARVEL SUPER-HEROES 13
(Março de 1968)
A história "Where Stalks the Sentry” foi escrita por Stan Lee e Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Paul Reinman. A cada aparição, o ingênuo Capitão Marvel parece conquistar a simpatia do leitor. Parece uma história de espionagem, onde o leitor vê as coisas do ponto de vista do espião, que só não é o vilão por vacilar em sacrificar vidas, mas ainda está longe de ser o estereótipo de alienígena que quer nos proteger.
Desde a última edição, o Capitão Mar-Vell está preso na Terra, sob o disfarce de C. Marvel, nome com o qual se registrou no hotel próximo a uma base do exército. Ao tentar retornar para a nave de seus conterrâneos, ele é atacado por ela. Tudo isso graças ao ciúme do general kree Yon-Rogg, que quer humilhá-lo, matá-lo e, de quebra, ficar com sua amada médica Una. No entanto, sorte parece ser um dom de Mar-Vell. Quando a nave dispara contra ele, um pequeno avião entra na linha de fogo e é atingido em cheio, livrando o capitão de ser pulverizado. É claro que Mar-Vell não é bobo de tentar voltar a nave novamente pra levar outro tiro.
Mar-Vell desce até onde o avião caiu e constata que o piloto morreu. Para sua sorte (mais sorte), o piloto tem documentos e credenciais do exército americano. Trata-se de Walter Lawson, que também seguia para a base militar da região. Como tem forma humanóide, Mar-Vell aproveita da situação e passasse por Lawson para espionar a base militar. Dentro da base, uma surpresa: estão guardando um enorme robô, que ele reconhece como o Sentinela 459, criado pelos habitantes do seu planeta. Ele, no entanto, tem que manter o disfarce, ainda mais que uma astuta agente, conhecida como Senhorita Danvers, está envolvida com a pesquisa a respeito do robô gigante.
Yon-Rogg também já sabe que o robô está na base militar e o reativa para dar mais dor de cabeça a Mar-Vell. O que ele não sabe é que, secretamente, Una enviou mais do soro de respiração artificial, para que seu amado consiga sobreviver por mais tempo. Com sua identidade já correndo risco, o capitão veste sua armadura kree e parte para a base, onde dá de cara com o enfurecido robô Sentinela.
Continua...
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- Dark Marcos - E-mail: artesequencial@bol.com.br, 11:09 PM
Quarta-feira, Agosto 06, 2008
MARVEL SUPER-HEROES 12
(Dezembro de 1967)
A história "The Coming of Captain Marvel” foi escrita por Stan Lee e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Frank Giacoia. Ficção científica com ares de novelão mexicano, envolvendo traição, conspiração e até drama romântico. Tudo para apresentar um novo tipo de herói, o guerreiro alienígena Capitão Marvel. Na verdade, para não se confundir com o outro personagem de mesmo nome e que já era famoso desde a década de 40 (popularmente conhecido como Shazam), o diferencial deste personagem estava em seu verdadeiro nome, Mar-Vell. O nome Marvel foi uma espécie de simplificação do nome alienígena. Além do que... oras... o Capitão era publicado pela EDITORA Marvel. Nada mais justo.
Uma brigada dos guerreiros da raça alienígena Kree estão rondando a Terra para nos estudar. A curiosidade deve-se a detecção do potencial de resistência da raça humana, no caso de uma invasão kree. Para investigá-los, o general Yan-Rogg envia seu mais competente capitão, Mar-Vell. A missão é um tanto suícida. Se falhar, Mar-Vell terá apenas uma hora para sobreviver em nossa atmosfera, uma vez que esse é o tempo máximo que a poção administrada em seu sangue mantém as condições de sobrevivência de seu corpo alienígena. Mas há mais do que parece nessa missão. Fica entendido que Rogg gosta da médica Una. Só que a médica é amada de Mar-Vell. Logo, essa é a oportunidade ideal para se livrar do rival.
Quando chega a Terra, Mar-Vell logo dá de cara com um campo de testes de mísseis. Misteriosamente, o teste dá errado e os militares ficam alvoroçados como formigas saindo de um formigueiro recém destruído. Como Mar-Vell estava no local, saltando com seu traje militar pouco discreto, ele se torna o primeiro suspeito a ser perseguido. Apesar de sua força ampliada (a gravidade de seu planeta natal é maior do que a da Terra), o capitão dispara um simples raio de luz negra que os distrai momentâneamente. Isso lhe dá tempo para trocar de roupas e se misturar com os terráqueos (os kree tem forma humanóide). Alojado em um hotel barato (adotando o nome "americanizado" de Marvel), o capitão tem administrado em seu pulso um transmissor e as altas patentes krees lhe ordenam que obedeça as ordens, tenha sucesso na missão... ou morra. E ele tem apenas uma hora para cumprir tudo isso.
Continua...
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Terça-feira, Agosto 05, 2008
FANTASTIC FOUR 10
(Janeiro de 1963)
A história "The Return of Doctor Doom” foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foi publicada na revista Tocha Humana Bloquinho Especial número 14, pela editora Bloch, com o nome de "A Volta do Dr. Destino". Já é comum dizer que alguns escritores de ficção científica foram visionários em suas obras ao abordar teorias que, na época de sua publicação, pareciam maluquices. Essa edição apresentam uma porção dessas teorias criadas por Lee e Kirby. Só que muito mais malucas do que se pode imaginar... até mesmo para uma obra de ficção. Se houve algum conhecimento científico (principalmente de física) ao criarem a aventura, tais teorias são apresentadas de tal forma que o mais crédulo dos cientistas loucos iria rir... como devem ter dado risada os cientistas na época dos antigos e visionários escritores de FC.
O Quarteto começa sua aventura recebendo um chamado de alerta pelo único integrante que não está presente no momento: o Coisa. Mas não se tratava de uma ameaça. Ele apenas queria mostrar as estatuetas feitas pela sua amiga cega, Alicia Masters. Até mesmo Reed Richards fica espantado com o detalhismo com que a garota, levando-se em conta sua deficiência, deu as imagens retratando os inimigos já enfrentados pelo grupo. Sue ficou meio chateada em ver que a estatueta de Namor está entre as ameaças... e vemos um fiozinho de ciúmes demonstrado por Reed.
Enquanto isso, no estúdio de Lee e Kirby... Lee e Kirby?!?!?!?! Isso mesmo, Stan Lee e Jack Kirby, respectivamente o escritor e desenhista desta história criam uma participação especial deles mesmos. Bem... no estúdio da dupla (que nunca mostra o rosto) aparece ninguém menos que o Doutor Destino! Ele força a dupla de autores a chamarem Reed para uma reunião de pauta da revista em quadrinhos do Quarteto Fantástico (mais cômico, impossível). Reed atende prontamente e é sequestrado pelo vilão.
Na base do Destino, o vilão explica como escapou de seu problema na última vez que encontrou o Quarteto. Afinal, ele havia ficado preso em um asteróide em pleno espaço sideral. Acontece que esse asteróide foi parar próximo a uma nave espacial de uma raça conhecida como ovóides (e, acreditem, eles tinham cabeça de ovo). Os alienígenas apresentaram sua tecnologia avançada para Destino. Entre as maravilhas estava a técnica de trasferir o espírito de uma pessoa para um corpo novinho em folha. Destino aprendeu essa técnica e troca de corpo com Reed. Quando o restante do Quarteto chega, eles atacam Destino sem saber que, na verdade, trata-se de seu líder. Acabam trancafiando o coitado em uma cela de vidro inquebrável.
Voltando ao Edifício Baxter, o Senhor Fantástico/Destino apresenta a seus "companheiros" uma máquina encolhedora. Sua intenção é encolhe-los para que, ao traze-los de volta ao normal, seus poderes também sejam ampliados. Sem que eles saibam, a intenção de Destino é encolher cada um até que sumam para sempre.
O Destino/Senhor Fantástico (tá ficando confuso isso aqui) consegue escapar da prisão de vidro, utilizando os cilindros de oxigênio que o mantinham vivo (burrice de supervilão deixar essas coisas perto do herói...). Ele chega até o apartamento de Alicia, mas o Coisa o detém pensando que ela está sob ataque. Mas, antes que possa socá-lo, alguma coisa o faz parar. Levando-o até o Edifício Baxter, e desconfiando que algo está errado, o grupo bola um truque para ver se o que o suposto Destino realmente é Reed em outro corpo. O Tocha Humana manipula o calor das moléculas do ar para criar uma espécie de miragem, refletindo uma dinamite de demolição que está sendo usada ali perto. Eles se espantam ao ver que Destino tenta se sacrificar e o Senhor Fantástico foge covardemente. O Coisa consegue deter o "Reed" e eles consegue desfazer a troca de corpos. Destino, tentando fugir, acaba na frente do raio encolhedor e encolhe até sumir.
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Segunda-feira, Agosto 04, 2008
FANTASTIC FOUR 9
(Dezembro de 1962)
A história "The End of the Fantastic Four”foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foi publicada na revista Tocha Humana Bloquinho Especial número 13, pela editora Bloch, com o nome de "O Fim do Quarteto Fantástico". Custa caro ser um super herói. Já pensaram nisso? Mesmo um Batman, por exemplo, gasta uma grana com batmóvel, batcaverna, batcomputador. Tudo bem que tem quem administre seus negócios, mas tem horas que não dá! É muito tempo correndo atrás de vilão pra se sustentar. O Universo Marvel tem um símbolo muito claro disso, que é o Homem Aranha. Nele sim, o leitor vê uma pessoa que se mata pra arranjar grana quando rasga o uniforme. Até mesmo os Vingadores tem lá seu Tony Stark (que também gasta muito com armaduras) financiando todo tipo de quinquilharia que um grupo de heróis pode usar. Mas... e o Quarteto Fantástico? De onde veio toda a grana que, desde o primeiro número, Reed Richards usa para pagar seus maquinários, naves e até o IPTU do Edifício Baxter? Bom... se ninguém pensou nisso antes... justo Stan Lee e Jack Kirby resolveram a situação de uma forma divertidíssima, pra não dizer maluca.
O Quarteto Fantástico faliu! Tantas invenções, mesmo em prol de salvar o mundo, geraram faturas que não foram pagas. Mesmo porque, salvar o planeta toma tempo, deixando pouco espaço pra produzir algo que dê grana. E salvar o planeta pode não ter preço... mas, literalmente não tem preço... pois também não paga. Reed está puxando os cabelos elásticos quando seus credores batem a porta. O restante do grupo até quer usar seus poderes para fazer alguma grana, mas o líder do Quarteto não quer transformar o grupo num show de aberrações. É então que aparece, milagrosamente, um anúncio no jornal convidando o grupo a fazer um filme em Hollywood. A grana é boa e vem na hora certa. Hilária a cena em que eles se perguntam como podem ir até Hollywood, pois não tem grana nem para se transportar (Reed chega ao ponto de vender as naves do grupo e não tem combustível pra por no Fantasticarro). A saída? Pedir carona na beira da estrada. (É sério! Hilário, mas sério!).
Em Hollywood, como se a maluquice da situação já não fosse o suficiente, eles encontram o produtor que fez a proposta através do jornal. Ninguém menos que... Namor, o príncipe submarino!! De cigarrilha na boca e tudo mais!!!! Acontece que o príncipe ficou sabendo da situação precária do grupo, reuniu tesouros que encontrou no fundo do mar, montou um escritório na louca Hollywood (e o "esquemão" é levemente ironizado aqui) e quer produzir um longa metragem do Quarteto.
A "bondade" de Namor, óbvio, não passa de uma armadilha. Ele separa cada um dos integrantes do Quarteto para supostamente filmarem cenas perigosas que, na verdade, são cenas perigosas e fatais de verdade. O Senhor Fantástico enfrenta um cíclope gigante em uma ilha remota. Tocha Humana enfrenta uma tribo selvagem. O Coisa enfrenta o próprio Namor, que está mais forte por lutar com os pés dentro d'água, em uma praia. Este último, apesar de sacar que levar Namor pra areia o deixa mais fraco, ainda tem o azar de ser atingido por um raio e ser "destransformado" para sua forma humana. Apesar da derrota do Coisa, os outros dois conseguem se livrar de seus desafios.
Acreditando que derrotou o grupo, Namor segue para dar uns catos na Garota Invisível, que ele tá doido pra tornar sua noiva. É quando os companheiros da garota chegam ao local e vão dar uma surra no príncipe... se a própria Sue não impedisse. Ela dá um sermão no peixão, faz ele cumprir sua parte (lançando o filme e pagando o cachê prometido) e ainda justifica suas ações dizendo que ele fez isso por amor. E como nos filmes de faroeste, Namor caminha solitário em direção ao crepúsculo, mar adentro.
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Domingo, Agosto 03, 2008
FANTASTIC FOUR 8
(Novembro de 1962)
A história "Prisoners of the Puppet Master" (será que toda edição eles são prisioneiros de alguém, agora?) foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foi publicada na revista Tocha Humana Bloquinho Especial número 12, pela editora Bloch. Apresentando o vilão Mestre dos Bonecos e a coadjuvante Alicia Masters, que teria importante representação na vida do Coisa. Também é uma das primeiras (de inúmeras) tentativas de Reed Richards de trazer seu amigo Coisa a forma humana novamente, um dos maiores remorsos de sua vida, uma vez que Ben Grimm vivia se lamentando por ter se tornado um monstrão laranja.
Reed Richards está em seu laboratório criando algo e pede privacidade para terminar. A Garota Invisível e o Tocha Humana têm que segurar o curioso Coisa, que se sente ofendido por não poder ver (eu já dei a dica no parágrafo acima, então já sabemos do que se trata, ok?). Garota Invisível sai atrás do enfezado amigo para tentar acalmá-lo. No meio do caminho, avistam um homem que parece ir cometer suicídio subindo em uma ponte. Nem o Coise, nem Sue podem chegar rápido até ele. Conseguem avisar seus outros companheiros. Porém, a elasticidade do Senhor Fantático não consegue alcançar a ponte. Sobra para o Tocha Humana salvá-lo.
Em um apartamento, vemos um homem que manipula uma miniatura do suicída. Aparentemente ele o está controlando através desta miniatura. Como o Tocha Humana salva a vítima, o manipulador, que será chamado de Mestre dos Bonecos, acaba queimando os seus dedos. Contra a vontade de sua enteada cega, Alicia Masters, que vive com ele, manipula uma espécie de barro radioativo para criar uma miniatura do Coisa. No mesmo momento, o herói empedrado entra em transe e caminha até o apartamento do Mestre, seguido pela Garota Invisível. Apesar de invisível, Alicia, que é cega, pressente a presença de mais alguém. O Mestre então, enche a sala com um gás de éter, que faz com que Sue desmaie. Em seguida, coloca o uniforme de Garota Invisível em Alícia e a disfarça para acompanhar o hipnotizado Coisa. O casal invade o Edifício Baxter, sendo que o manipulado Coisa ataca seus companheiros. Na confusão, ele tropeça nos experimentos de Reed... e volta a ser o humano Ben Grimm novamente. Alicia ainda o reconhece por sua voz gentil, mas logo ele volta a se tornar um monstro laranja.
Enquanto o grupo tenta localizar o Mestre dos Bonecos, o vilão começa a planejar uma grande rebelião de presídio. A Garota Invisível consegue disparar o sinalizador e o grupo segue até o apartamento do Mestre. O Quarteto enfrenta um gigantesco boneco, mas o vilão escapa em um cavalo alado de brinquedo (é original, ué). Eles só não o perseguem pois se dirigem até o presídio afim de deter a rebelião (havia uma miniatura do diretor, obrigando-o a abrir as celas). O grupo consegue deter os presidiários.
Como último trunfo, o Mestre dos Bonecos constrói uma miniatura dele mesmo, dando-lhe poderes de imperador do mundo, controlando todas as nações. Antes que possa testar se esse comando irá dar certo, sua enteada derruba o boneco. Ao tentar recuperá-lo o vilão tropeça e cai pela janela do apartamento (é... acho que ele tinha mais de um apartamento). O Quarteto encontra Alícia chorando por seu tutor e o seu boneco estatelado no chão.
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Sábado, Agosto 02, 2008
FANTASTIC FOUR 7
(Outubro de 1962)
A história "Prisoners of Kurrgo, Master of Planet X" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foi publicadas nas revistas Demlidor número 5, pela editora Ebal, com o nome de "Prisioneiros de Kurrgo - Senhor do Planeta X" e ma revista Tocha Humana Bloquinho Espetacular número 11, pela editora Bloch, com o nome de "Prisioneiros de Kurgo, o Senhor do Planeta X". Lee e Kirby matam a saudade das velhas (mas nem tanto) histórias de ficção científica que a editora publicava antes dos seus super heróis surgirem. Lembrando, é claro, que quatro pessoas ganhando poderes após uma viagem espacial, também pode ser considerada uma história de FC.
O Quarteto Fantástico está sendo homenageado pelo governo quando, de repente, todos começam a ofendê-los e persegui-los. Todos, mesmo! Inclusive a população lá fora. Esse fenômeno está acontecendo graças a um raio disparado por um robô alienígena, que só irá parar depois que o grupo o seguir até seu planeta, onde poderão servir seu líder, Kurrgo. Sem poder resistir, pois a população já está cercando o Edifício Baxter, eles seguem para a nave do robô.
Chegando ao Planeta X (nome original para um planeta, não?), ficam sabendo das intenções do tal Kurrgo. Acontece que o planeta dele está sofrendo várias catástrofes ambientais e a população, talvez incitada pelo medo de ser extinta, começou a guerrear entre si (entenderam a mensagem?). Mas o maior problema de todos é uma espécie de asteróide, tão grande quanto o próprio planeta, que segue rapidamente em rota de colisão com o Planeta X. Apesar da tecnologia avançada do planeta, no quesito viagem espacial, só tiveram tempo de criar duas espaçonaves. Muito pouco para tirar uma população que conta com 5 bilhões de alienígenas. Foi por isso que sequestraram o Quarteto. Para que Reed possa, com seu gênio científico, criar alguma coisa que salve-os.
O que Reed Richards criar é um gás encolhedor que reduz o tamanho de cada cidadão, fazendo com que o volume de 5 bilhões deles possam caber dentro das duas espaçonaves. Chegando a um novo planeta, um outro gás irá reverter o efeito do primeiro, trazendo-os para seu tamanho normal. O plano dá certo bem em cima da hora, pois os pedaços do asteróide já começam a atingir o Planeta X. O Quarteto Fantástico é liberado de suas obrigações e utilizam a nave menor para voltar a Terra.
O gás, de fato, encolhe os habitantes. Menos Kurrgo, que pretende permanecer no tamanho normal e se apodera do cilindro com o gás antídoto. Sua intenção é manter a população com tamanho reduzido. Sendo ele o maior deles (em tamanho normal) poderá se tornar escravizá-los no novo planeta. Mas fica tanto tempo se sonhando com suas conquistas que acaba tropeçando, graças ao tremores causados pela queda do asteróide, derrubando o cilindro e, pior, ficando preso no planeta que será destruído. É o fim do ditador.
Como curiosidade, Reed comenta que o tal cilindro com gás antídoto... estava vazio. Kurrgo, portanto, acabou morrendo por nada.
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Sexta-feira, Agosto 01, 2008
FANTASTIC FOUR 6
(Setembro de 1962)
As histórias "Captives of the Deadly Duo!", "When Super-Menaces Unite" e "When Friends Fall Out!", "Trapped!" e "The End... Or The Beginning?" foram escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foram publicadas nas revistas Hulk e Namor, O Príncipe Submarino Super X número 12 a 16, pela editora Ebal, com os nomes de "Cativos da Dupla Mortal", "Quando Superameaças Se Unem", "Desavenças entre Amgios", "Apanhados!" e "O fim... Ou o Começo?"; em Tocha Humana Bloquinho Espetacular número 10, pela editora Bloch, com o nome de "Prisioneiros da Dupla Diabólica"; em Biblioteca Histórica Marvel Quarteto Fantástico número 1, pela editora Panini. Não é segredo para ninguém que a Garota Invisível tem uma quedinha pelo Namor. O potencial para o romance fica evidente nessa edição, com ares de Romeu e Julieta (a heroína e o suposto vilão apaixonados), mas o interessante é que, com isso, percebesse que ela e Reed Richards ainda não engataram sequer uma paquera (uma vez que muitos já sabem onde isso vai dar). Existe uma ou outra cena de ciúmes entre os dois ao longo das histórias, mas tudo muito discreto. Diria até que é preciso ser muito malicioso pra notar qualquer fagulhazinha de amor no ar.
Outro detalhe interessante é a mudança de foco no vilão Doutor Destino, aqui com ares mais megalomaníacos... e, levando em conta o que faz nessa edição... bota megalomaníacos nisso! Se não fosse um vilão de peso, seria risível a simples idéia do plano que ele aqui executa. Essa mudança acompanha seu visual, em comparação a edição anterior, onde aparecia com uma roupa que mais parecia um pijama. Aqui, seu visual definitivo, com sua longa capa e capuz, demonstrando respeito pelo governante que é, segue sua mudança de postura.
Enquanto o Quarteto Fantástico curte seu período de popularidade sem igual, o Doutor Destino procura por Namor, o príncipe submarino, para unir-se em prol da derrota do grupo. O Namor que encontra, no entanto, está longe do selvagem que atacou a cidade em sua última aparição. Muito pelo contrário. É um homem aquático "da paz", com direito a nadar com os golfinhos sem encher o saco de ninguém. Destino, no entanto, o convence que o povo da superfície é realmente mau e que podem ter sido os responsáveis pelo extermínio de seu povo (com testes nucleares realizados nos oceanos, enquanto Namor estava desmemoriado). Mesmo suspirando pela Garota Invisível, Namor aceita se aliar ao vilão.
O Quarteto recebe a visita inesperada do agora pacífico Namor. Para surpresa de todos que queriam socá-lo, a Garota Invisível faz o possível para protegê-lo (com direito a guardar fotos do príncipe, algo que foi descoberto por seu irmão, o Tocha Humana). Esse problema é deixado de lado logo que um maior... e bota maior nisso... acontece. Todo o Edifício Baxter... e eu disse... TODO... é levado para o espaço pelo Doutor Destino, graças a um artefato magnético criado pelo vilão, o que possibilita que ele sequestre o prédio inteiro. No espaço, o Quarteto se vê em maus lençóis, apesar da falta de oxigênio os ameaçar. Pior ainda: Destino pretende jogá-los no centro do Sol! (é ou não é um GRAAAANDE plano?).
Namor, que percebe a encrenca que causou, decide fazer a coisa certa e alcança a nave de Destino. O vilão ainda tenta atingi-lo com eletricidade, mas o príncipe submarino aprendeu a capacidade das enguias marinhas em absorver energia e a lança de volta ao vilão, que é jogado para um cinturão de asteróides e some. O Quarteto recupera o controle da situação e faz o prédio voltar para seu lugar de origem. E o Namor "bonzinho" joga todos os artefatos de Destino no fundo do oceano... para o encanto da Garota Invisível, que continua suspirando pelo príncipe.
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Quinta-feira, Julho 31, 2008
FANTASTIC FOUR 5
(Julho de 1962)
As histórias "Prisoners of Doctor Doom!", "Back To The Past!" e "On The Trail of Blackbeard", "Battle!" e "The Vengeance of Doctor Doom" foram escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foram publicadas nas revistas O Demolidor número 1, pela editora Ebal, e em Tocha Humana Bloquinho Espetacular número 9, pela editora Bloch, ambas com o nome de "Prisioneiros do Dr Destino". A estréia do grande nemesis do Quarteto Fantástico: o vilão Doutor Destino. Misto de cientista louco e bruxo, Destino tem ligações pessoais com o Quarteto, mais especificamente com o líder Reed Richards. Uma edição cheia de reviravoltas e inovações tanto na parte de roteiro, com paradoxos de viagem no tempo, quanto na arte, onde é apresentada uma máquina do tempo em formato bem simples: uma espécie de "chapa" de energia que serve de portal para viajar no tempo.
O Quarteto Fantástico é ousadamente atacado pelo Doutor Destino que, com seu helicóptero, joga uma fortíssima rede em volta do edifício que serve de base para o grupo. Reed reconhece a voz por trás da máscara de ferro como sendo de seu ex-colega de faculdade, Victor Von Doom, um estudante de ciência que era amante das artes negras e acabou sendo deformado após uma malfadada experiência.
Para libertá-los, Destino exige que a Garota Invisível siga-o como refém. Vendo que são incapazes de sair da armadilha, Sue Storm se entrega para ver até onde aquilo vai. Aquilo vai até o castelo do vilão, onde ele apresenta suas condições para soltar a Garota: o trio restante terá que fazer uma viagem no tempo, graças a uma máquina do tempo criada por ele mesmo, até os tempos do pirata Barba Negra, e trazer o tesouro de seu navio. Sem muitas opções, o grupo aceita o desafio e é enviado ao passado.
Na época dos piratas, Ben, Reed e Johnny, para não chamarem a atenção, dão um jeito de conseguirem roupas da época. O Coisa, em particular, não ficaria discreto apenas com roupas, por isso providenciam uma barba postiça e um tapa olho para ele. O grupo acaba sendo dopado em uma taverna e levado para (vejam só) um navio pirata. Lá, obviamente, os poderes dos três dá cabo de toda pirataiada, com direito a invasão de outro navio pirata que aparece em plena luta. No meio da confusão, todos reconhecem a força e a fúria do Coisa e o chamam de... Barba Negra (devido a seu disfarce). Cria-se, então, um paradoxo. Os integrantes do Quarteto vieram atrás do Barba Negra, que era ninguém menos que o próprio Coisa, que voltou ao passado. Este momento de glória para o herói laranja faz sua cabeça e ele pretende ficar no passado tendo sua vida de pirata. Mas seus planos vão por água abaixo, quando um tufão destrói o navio. Eles pegam o baú do tesouro e são resgatados por Destino.
No castelo de Destino, o vilão diz que não estava atrás do tesouro por motivo de enriquecer. Na verdade, este baú contém jóias que pertenceram ao mago Merlin. No entanto, o baú levado pelo trio tem apenas... correntes dentro dele. Traído, destino os coloca em uma câmara onde não há oxigênio. A Garota Invisível consegue escapar e livrar seus amigos. Quando o Coisa ataca o vilão, descobre que ele não passa de um robô. O verdadeiro Destino tenta fugir, sendo seguido pelo Tocha. Mas o herói não consegue alcançar os retrofoguetes que o tirano têm nas costas e ele foge. No final, o Tocha reflete sobre o que vem acontecendo. Primeiro Namor, agora Destino. O mundo está se tornando um lugar perigoso! De fato, Johnny, é o Universo Marvel que começa a tomar forma e seus vilões estão saindo da toca.
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Quarta-feira, Julho 30, 2008
FANTASTIC FOUR 4
(Maio de 1962)
As histórias "On The Trail of The Torch", "enter The Sub-Mariner!" e "Let The World Beware!", "Sub-Mariner's Revenge!" e "Return To The Deep" foram escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foram publicadas nas revistas Hulk e Namor, O Príncipe Submarino Super X número 32, pela editora Ebal, com o nome de "Que O Mundo Fique Avisado"; em Hulk e Namor, O Príncipe Submarino Super X número 33, pela editora Ebal, com o nome de "A Vingança do Submarino"; em Tocha Human Bloquinho Espetacular número 8, pela editora Bloch, com o nome de "O Encontro Com o Príncipe Submarino"; em Origens dos Super Heróis Marvel número 1, pela Editora Abril, com o nome de A Vingança do Príncipe Submarino; e em Biblioteca Histórica Marvel Quarteto Fantástico, pela editora Panini. É bem verdade que o Universo Marvel começou a ser formado com o surgimento e a revista do Quarteto Fantástico. Talvez Lee e Kirby nem imaginasse que seria assim, afinal não existia nenhum outro personagem dentro deste recém nascido universo.
No entanto, não se tratava da primeira nem da única revista publicada pela editora. A Marvel que conhecemos hoje já existia décadas antes do Quarteto e a empresa teve outros nomes e uma infinidade de revistas em quadrinho para todos os gostos: de faroestes a revistas de romance. Tinha seus heróis dessa época também, como o Capitão América, Namor, o príncipe submarino, Tocha Humana (que era outro personagem e não Johnny Storm). Com o tempo, o "novo" universo Marvel que se iniciava ia integrando esses personagens mais antigos, fazendo-os interagir com uma nova geração de heróis, remodelando-os para os novos tempos. É o que vemos nesta edição, onde é reintroduzido o personagem Namor.
O Tocha Humana ainda está chateado com a discussão que teve com o Coisa na edição passada e seus colegas de equipe partem em busca do birrento. Johnny, na verdade, faz o possível para se manter longe do Quarteto. Chega ao ponto de se hospedar em uma espécie de albergue para conseguir sossego. Lá, ele conhece um senhor que só quer ficar sossegado (de certa forma, assim como ele). Seu espírito de defensor dos mais fracos faz com que ele sinta certa piedade do homem, principalmente quando percebe que ele perdeu a memória. Usando suas chamas, Johnny apara a barba do estranho e percebe que ele é ninguém menos que Namor, o Príncipe Submarino, herói do passado (Segunda Guerra) que só era visto em revistas em quadrinhos. Johnny, joga-o no oceano na esperança de que isso reative sua memória. Péssima idéia... Não que não funcionasse. Muito pelo contrário. Namor recupera sua memória e seu ódio contra o povo da superfície e começa atacar a tudo e a todos.
O restante do Quarteto vê nos céus o sinal de emergência do grupo. É o Tocha Humana os convocando para tentar deter Namor que, munido de uma trombeta especial, convoca gigantescas monstruosidades submarinas para atacar o mundo da superfície. Após muito trabalho do grupo sem resultados, o Coisa decide amarrar uma bomba nuclear nas costas e entrar dentro da boca de Giganto, a maior criatura submarina que já existiu, antes que ela destrua a cidade. O herói larga a bomba dentro do monstro e consegue escapar antes que ela seja detonada, o que aparentemente mata a criatura. Antes que Namor convoque novos monstros, a Garota Invisível tentar fugir com a trombeta, mas o príncipe consegue segurá-la. Quando ela volta a ficar visível, ele fica encantado com sua beleza e promete cessar os ataques caso ela aceite ser noiva dele. Diante de indestrutível inimigo, a Garota Invisível decide aceitar mas, antes que Namor fugisse com ela, o Tocha cria um tubo de sucção que leva o príncipe para longe, fazendo com que sua trombeta se perca no oceano.
Com isso, o Tocha está de volta ao grupo e o Quarteto ganhou um perigoso inimigo, que promete voltar... e um poderoso pretendente a mão da Garota Marvel.
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Terça-feira, Julho 29, 2008
FANTASTIC FOUR 3
(Março de 1962)
As histórias "The Menace of the Miracle Man", "The Monster Lives!" e "The Flame That Died!", "In The Shadow of Defeat!" e "The Final Challenge" foram escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foram publicadas nas revistas Tocha Humana Bloquinho Espetacular, pela editora Bloch, com o nome de "A Ameaça do Homem Milagroso". As aventuras do Quarteto Fantástico começam a tomar mais forma de histórias de super heróis do que contos de ficção. É a estréia dos uniformes coloridos (e conhecidos) dos personagens, graças ao toque feminido da Garota Invisível, que os criou para combaterem o crime... com estilo. Também é a primeira aparição do Fantasticarro, veículo aéreo do grupo que se divide em quatro módulos, para que eles se separem em direções diferentes. Outro desenvolvimento importante são as brigas entre o Tocha Humana e o Coisa. Brigas infantis que se tornariam um charme da série, mas, aqui com tons menos divertidos, parecendo um desentendimento capaz de acabar definitivamente com a amizade entre os dois. É, afinal, uma história simples, com um pseudovilão sem muita profundidade que, no entanto, mostrasse interessante e nos dá um desfecho que vale muito todo o sufoco que o grupo passa nas mãos dele.
O Quarteto Fantástico vai assistir ao show de uma espécie de mágico que chama a si mesmo de Homem Milagroso. Prepotente (tanto quanto o próprio nome já denota), aproveita seus ilustres espectadores para humilhá-los em público com seus poderes. E quais são seus poderes? Fazer absolutamente TUDO que se imagina, até mesmo suportar uma porrada do Coisa. Reed sai do teatro aliviado pelo mágico não ser alguma espécie de vilão. Mas, ô boquinha elástica maldita, é justamente o que o Homem Milagroso pretende ser.
O novo vilão dá vida a um boneco de monstro gigante, que dá muito trabalho para o exértico e para o Quarteto. Só conseguem destruir a criatura graças aos poderes do Tocha, que bota fogo nele. Interessante como o Homem Milagroso derrota o Senhor Fantástico. Nada de armas avançadas ou planos mirabolantes para capturar o herói elástico. Ele usa apenas... um tijolo! É! Uma bem dada tijolada na cabeça de Reed, faz com que ele desmaie, criando um dos momentos mais pitorescos das histórias em quadrinhos.
Graças a Garota Invisível, que seguiu o vilão mas foi hipnotizada por ele, o resto do grupo consegue cercá-lo novamente. Numa monobra, o Tocha Humana inflamasse até se tornar um ponto cegante de fogo, o que desequilibra o Milagroso. É então que Reed explica que ele não tem poder nenhum, nem mesmo é místico. Ele não passa de um simples hipnotizador que cria ilusões para que suas vítimas pensem que é verdade. O clarão do Tocha desnorteou esses poderes. No final, Coisa e Tocha trocam ofensas e termina com um falso suspense onde o leitor ficaria se perguntando se o jovem integrante do Quarteto voltaria na próxima edição.
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Segunda-feira, Julho 28, 2008
FANTASTIC FOUR 2
(Janeiro de 1962)
As histórias "Fantastic Four Meet The Skurlls From Outer Space!", "The Fantastic Four Fight Back" e "The Fantastic Four... Captured!" foram escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foram publicadas nas revistas Hulk e Namor, O Príncipe Submarino número 23, publicada pela editora Ebal, com o nome de "O Quarteto Fantástico Reage"; em Tocha Human Bloquinho Espetacular número 4, pela editora Bloch, com o nome de "Os Skrulls do Espaço Exterior". Seguindo o sucesso da primeira edição da revista do Quarteto Fantático, esta edição mostra a estréia da raça alienígena belicosa conhecida como Skrulls. Na época, eram até caricatos, com suas caras de sapo de olhos esbugalhados, mais parecendo muppets do que ameaças. No entanto, o futuro mostraria que essa raça daria muita dor de cabeça aos heróis da Marvel. Em especial, esta edição, mostra a gênese do que vem acontecendo recentemente nas revistas da editora, publicadas nos Estados Unidos.
Estranhamente, cada um dos integrantes do Quarteto Fantástico começam a cometer atos ilícitos e até de terrorismo. Teriam eles enlouquecido. O exército, temeroso por tão poderosas pessoas terem se virado para o mal, dão um jeito de capturá-los. Nenhuma prisão na Terra, no entanto, seria capaz de conter seus poderes. Conseguindo fugir de uma base militar, o grupo de impostores.
Johnny Storm, o Tocha Humana, consegue se infiltrar entre os imitadores e, para sua surpresa, descobre que eles são alienígenas que tencionam humilhar o Quarteto, antes de por em prática seus planos de invasão da Terra. Os heróis derrotam os invasores e os convencem a mostrar como chegar a nave mãe desta missão. Lá chegando, fingem ser os espiões que estão na Terra e convencem seu líder a desistir da ofensiva Reed Richard usa revistas em quadrinhos de monstros - na época, publicada pela própria Marvel - para mostrar ao skrull que a Terra é um local cheio de aberrações e ameaças. Ruim de se invadir, enfim.
Ao retornarem a Terra, o grupo é recepcionado novamente pelo exército, que está ali para capturá-los. Um novidade: quando retornavam, receberam outra pequena carga de raios cósmicos (os mesmos que lhes deram superpoderes) e O Coisa voltou momentaneamente a sua forma humana. Por pouco tempo. Reed leva os militares até o seu apartamento, onde os skrulls espiões estão presos. Os alienígenas, capazes de mudar de forma, tornam-se monstros, mas são facilmente recapturados. Para impedí-los, Reed hipnotiza e os obriga a se transformares em algo inofensivo: vacas, que ficam pastando em um campo.
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Domingo, Julho 27, 2008
FANTASTIC FOUR 1
(Novembro de 1961)
As histórias "The Fantastic Four", "The Fantastic Four Meet The Mole Man!" e "The Mole Man's Secret!" foram escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foram publicadas nas revistas Hulk e Namor, O Príncipe Submarino número 17, publicada pela editora Ebal, com o nome de "O Quarteto Fantástico"; em Hulk e Namor, O Príncipe Submarino número 20, também pela editora Ebal, com o nome de "O Segredo do Homem Toupeira"; em Tocha Humana Bloquinho Espetacular número 3, pela editora Bloch, com o nome de "O Quarteto Fantástico; em Capitão América número 100, pela Editora Abril, com mesmo nome; e em Biblioteca Histórica Marvel - Quarteto Fantástico, pela editora Panini, com o mesmo nome. Foi aqui que tudo começou! Digo... tudo começou para o Universo Marvel. O curioso deste início, é que os super heróis de Lee e Kirby eram tão mais realistas que nem mesmo uniformes coloridos apresentavam. Mais pareciam um bando de pessoas com poderes estranhos que saiam pelo mundo atrás de mais coisas estranhas.
Já de cara, vemos Reed Richards convocando seus outros três companheiros através de um simples sinalizador (algo que seria aperfeiçoado mais tarde). Espalhados pela cidade, cada qual causava assombro por onde passavam. A Garota Invisível fazia com que pensassem que havia um fantasma andando pelas ruas. O Coisa... bom... dispensa comentários. Sua bizarra aparência (que, na época, era mais feio ainda, parecendo uma pessoa com elefantíase laranja) fazia com que quem estivesse armado atacasse o coitado. Sabendo de sua força, procurava rota de fugas alternativos, como os esgotos. Já o Tocha Humana, só de voar pelos céus, chamava a atenção da aeronáutica, que via seus jatos serem derretidos só de chegar perto do novo herói. Mesmo com as dificuldades de locomoção, o trio conseguia chegar até seu líder.
Antes da ação propriamente dita, um flashback nos mostra como essas pessoas ganharam estes estranhos poderes: Reed Richards (futuro Senhor Fantástico), cientista dedicado que estudava raios cósmicos, tencionava fazer o primeiro voô tripulado ao espaço. Sue Storm (futura Garota Invisível) explicava para o cético Ben Grimm (futuro Coisa) que a viagem faria com que o grupo passasse na frente dos comunistas (sempre eles) no que se refere a corrida espacial. De carona, ainda levaram o irmão de Sue, Johnny Storm (futuro Tocha Humana).
O vôo clandestino não ocorre bem e os raios cósmicos atingem a nave e seus tripulantes. Caindo em um local deserto, o quarteto descobre que seus corpos sofreram efeitos inesperados. Sue tornava seu corpo invisível. Ben começou a ficar deformado até se tornar uma criatura laranja superforte. Johnny inflamavasse e podia voar como uma tocha. Reed podia esticar e moldar seu corpo, que se tornou elástico. Passado o assombro inicial, o grupo decidiu ficar unido e usar seus poderes para o bem... como o Quarteto Fantástico.
De volta ao presente, Reed mostra estranhas crateras que vêm surgindo em bases nucleares espalhadas pelo mundo. Essas crateras levam a um local conhecido como Ilha Monstro. Seguindo para o local, o grupo é atacado por... adivinhem... gigantescos monstros que vivem no local. Ainda descobrem um homenzinho feio que vive nos subterrâneos e aparentemente controla as criaturas: o Toupeira. Descobrem que o vilão (apesar de ser mais vítima dos acontecimentos) é quem vem roubando as bases com intenção de dominar o mundo. O que ele não contava, é que seus visitantes tem incríveis e surpreendentes poderes que acabam espantando tanto ele quanto seus monstros. A ilha explode (dando idéia de uma explosão nuclear) e o Quarteto consegue sair ileso do que pode ser chamado de sua primeira missão.
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Sábado, Julho 26, 2008
DAREDEVIL 11
(Dezembro de 1965)
A história "A Time to Unsmask!" foi escrita por Stan Lee e Wally Wood, desenhada por Bobby Powell, com artefinal de Wally Wood. Parece até fim de temporada de seriado televisivo. Episódio com continuação (a primeira do Demolidor) para fechar a fase do personagem, já anunciando mudança de ares de Matt Murdock e nova equipe criativa na próxima edição. Wally Wood meteu o bedelho no roteiro desta edição, que ficou bem "verborrágica" diga-se de passagem. A revista do Demolidor, inclusive, passa a ser mensal a partir desta edição.
Demolidor consegue derrotar o Homem Pássaro, que o pegou espionando a sede dos vilões. Logo depois, o herói resgata a mentirosa Deborah Harris, fingindo que não sabe que ela está mancomunada com o Organizador, tudo pra ver até onde a coisa vai dar. O lado ruim desse plano é que ele tem que ser discreto em relação a seu melhor amigo, Foggy Nelson, pois este está gostando da moça e, caso Matt revele que ela é uma traidora, vai dar a impressão de dor de cotovelo, já que os dois eram rivais competindo pela secretária Karen Page. Juntando as peças, Matt Murdock já sabe que o Organizador é um dos candidatos do partido ao qual Foggy tem participado das festas (e onde reencontrou Deborah).
O herói consegue impedir o Homem Sapo de um novo assalto. Desta vez, troca de uniforme com o vilão (que é entregue para a polícia), afim de se infiltrar na Organização. Leva também uma espécie de microcâmera, com a qual transmite para todos os televisores, imagens onde o Organizador dá ordem a seus capangas (a essa altura, só sobraram o Homem Macaco e o Homem Pássaro). Mas acaba sendo descoberto e deixando com que os vilões fujam.
Em uma tumultuada coletiva de imprensa, onde os vilões tentam sequestrar o candidato Abner Jonas, o Demolidor enfrenta e dá uma surra nos últimos capangas do Organizador. Abner foge mas, seguindo uma ordem do Demolidor, Foggy Nelson (que estava na coletiva) segura o candidato até que o herói termine com seus algozes. Com isso, é revelado que o sequestro de Abner era apenas um truque... pois ele era o Organizador.
Todos os bandidos presos, Foggy se sentindo idiota, Karen consolando-o, Matt chegando bem na hora e vendo os dois juntos (isso acabou virando rotina). Matt anuncia que está se afastando temporariamente da sociedade e irá usar seu tempo livre para viajar e espairar a cabeça. É o tempo necessário para que o triângulo amoroso Matt / Foggy / Karen se resolva. E, apesar do clima desconfortável que se criou no escritório dos advogados, despedem-se de Matt, que irá seguir uma nova fase em sua vida... não deixando de ser o Demolidor, o homem sem medo.
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Sexta-feira, Julho 25, 2008
DAREDEVIL 10
(Outubro de 1965)
A história "While The City Sleeps" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Wally Wood, com layouts de Bobby Powell. A primeira aparição dos vilões pés de chinelo que ficariam conhecidos como Animens. A caracterização feita pelo desenhista Wally Wood, deixa mais evidente a aparência dos bandidos com seus animais correspondentes (respectivamente Homem Sapo, Homem Gato, Homem Pássaro e Homem Macaco). Prova gritante disso é o Homem Sapo. Não só usa uma roupa e tem características de um anfíbio, como, sem uniforme, tem a aparência física que realmente lembra um sapo.
Diante de uma onda de crimes que ronda a cidade, Matt Murdock e Karen Page são convidados por Foggy Nelson a participar de uma festa de lançamento de candidatura política do amigo deste último. No iate onde ocorre esta festa, Nelson encontra uma ex-colega de classe, Deborah Harris, que arrasta asa para cima dele, fazendo com que o advogado esqueça rapidinho sua paixão por Karen Page (que, na verdade, já estava perdida para Murdock, mesmo). O barco é rondado pelo Homem Sapo e Matt dá um jeito de cair na água, revelando o uniforme de Demolidor por baixo das roupas. Ele enfrenta o vilão, mas este foge graças a uma granada jogada na água.
Outra tentativa de roubo, dessa vez pelo Homem Pássaro, também é frustrada pelo Demolidor. Em comum o herói já sabe que esses novos vilões são liderados por um tal de Organizador. Não são vilões tão perigosos assim. São ladrões que, no máximo, só conseguem fugir do herói, tendo seus assaltos frustrados por ele. Mas o Organizador já está farto dessas interferências. Graças a uma armadilha feita pelo Homem Sapo e pelo Homem Gato, conseguem incriminar o herói de um roubo a banco, dificultando um pouco sua perseguição ao grupo.
Um outro ataque faz com que o Homem Pássaro e o Homem Gato sequestrem a nova paquerada de Foggy, Deborah. Neste ataque, que acontece em uma nova festa política dentro de uma mansão, o Gato é capturado. Temendo que seu comparsa capturado possa abrir o bico, o Organizador manda o Homem Macaco para lhe calar a boca. O Demolidor consegue intervir e finge ser derrotado apenas para seguir o vilão ao seu quartel general. Lá, surpreso, descobre que Deborah, na verdade, está do lado dos vilões e usando Foggy Nelson. Mas, escondido para ouvir a conversa, o Demolidor não percebe que o Homem Pássaro está se aproximando.
Continua...
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Quinta-feira, Julho 24, 2008
DAREDEVIL 9
(Agosto de 1965)
A história "That He May See!" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Wally Wood, com artefinal de Bobby Powell. No Brasil, foi publicada na revista O Demolidor número 8, pela editora Ebal, com o nome de "Que Ele Possa Ver". História no estilo aventura, sem se preocupar com o gênero super herói, simplesmente usando o personagem pelo fato da mesma acontecer na revista dele. Ou seja, não se trata de uma aventura DO Demolidor, mas de uma aventura COM o Demolidor.
Karen Page foi muito além no desejo de ajudar Matt Murdock a recuperar a visão. Apesar dele mostrar pouco interesse em resolver sua deficiência (já que, com isto, corria o risco de perder seus supersentidos), ela correu atrás de um dos poucos cirurgiões capazes de fazer tal "milagre". Ele se encontrava no pequeno país europeu de Liechtenbad. O duque deste país estava visitando os Estados Unidos e Karen teve a capacidade de trazê-lo até o escritório dos advogados. O duque, chamado Karl Kruger, sabendo do problema de Matt, se mostrou disposto a levá-lo até o Dr Van Eyck, uma vez que, segundo ele, o cirurgião se enamorou de uma cidadã de Liechtenbad e por lá decidiu ficar. Matt, sem ter muito o que desculpar, aceitou viajar com o duque.
O problema do herói, no entanto, se mostrou bem maior do que dar uma desculpa para não operar seus olhos. Chegando ao local, ele descobre que a população é governada com mão de ferro por Kruger, que não pensa duas vezes em eliminar os revoltosos, utilizando-se de guardas robôs para caça-los. Pior ainda, o duque viaja pelo mundo "convidando" grandes mentes para visitarem seu país e, chegando lá, os faz prisioneiros para contribuirem com a nação. Murdock, conhecido como um grande advogado, estava na lista desta coleção.
Matt veste o uniforme de Demolidor e, apesar de inicialmente capturado pelos robôs, consegue ajudar os prisioneiros a fugirem e, indiretamente, inicia uma mini guerra civil dentro do pequeno país. O último trunfo do duque é simplesmente destruir todos com uma bomba de cobalto, algo que não acontece graças ao sacrifício do Dr Van Eyck. Kruger não conhecida o Demolidor, por isso não associa seu surgimento com a presença de Murdock em seu país. Já o cirurgião, conhecia os feitos do herói na América e descobre o segredo do advogado... algo que ele leva para o túmulo.
Kruger, em sua ânsia de derrotar o herói, acaba despencando de seu castelo e morrendo. Nos Estados Unidos, Karen e Foggy recebem uma carta de Matt, onde ele diz que está voltando e contará o que passou assim que chegar. Foggy está confuso de ciúmes, pois está claro que a secretária ama seu sócio.
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Quarta-feira, Julho 23, 2008
DAREDEVIL 8
(Junho de 1965)
A história "The Stiltman Cometh" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Wally Wood. Stan Lee não poupava o leitor. Quando escrevia histórias para se tornarem clássicos, não media esforços. Por outro lado, quando dava pra ser tosco... apresentava um festival de idéias absurdas em uma única história. Mas, mesmo com esses pequenos detalhes, a estrutura da história desta edição apresenta uma trama de suspense interessante, envolvendo roubo de invenções.
Uma série de assaltos é realizada por um homem dentro de uma armadura com pernas enormes. O ladrão fica sendo conhecido como Metalóide. O vilão aparece em outras ocasiões, mas o Demolidor pouco sucesso obtém em pegá-lo. O Metalóide, mesmo tendo pernas com vários metros, some no ar em algumas ocasiões e em outras estas mesmas pernas se mostram poderosas o suficiente para derrubar o herói.
Paralelamente, Matt Murdock atendo um novo cliente, Wilbur Day, cientista que diz ter sido explorado por seu ex-patrão, tendo invenções roubadas pela empresa. O advogado se dedica a esse novo caso (até mesmo para esquecer o que sente pela secretária Karen Page e que este triângulo amoroso já está magoando seu sócio Foggy) e, juntamente com Wilbur, invadem a propriedade do industrial Carl Kaxton, ex patrão e acusado de roubar as invenções. Qual não é a surpresa de Matt quando ele encontra tubos hidráulicos retráteis no local... os mesmos que servem como pernas do Metalóide. Kaxton flagra a dupla, mas parece surpreso com as "pernas" em sua propriedade. É quando Wilbur revela-se o verdadeiro ladrão de invenções e, consequentemente, quem vinha agindo como Metalóide até então.
Wilbur, utilizando das pernas para garantir sua fuga, rouba uma espécie de raio encolhedor e tenta usá-lo quando o Demolidor aparece (Matt havia fingido ter sido atingido por um golpe do ladrão, uma vez que todos pensam que ele é cego e indefeso). No meio da perseguição, o vilão é atingido acidentalmente pelo próprio raio e encolhe até desaparecer (com pernas gigantes e tudo). A situação é esclarecida Kaxton e ele é inocentado.
Karen ainda continua insistindo em levar Matt a um cirugião para que este restabeleça sua visão. A situação chega a um ponto em que a secretária o acusa de covarde por não querer tentar (na verdade, ele não quer perder seus sentidos aguçados). Idéias absurdas dessa edição: além da própria ameaça do Metalóide (um homem com pernas gigantes), temos uma espécie de gravador de vozes distantes embutido no bastão do herói e, preparem-se, um receptor de rádio escondido em sua máscara, onde os chifrinhos fazem a vez das antenas do mesmo. Esse é o tio Stan Lee...
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Terça-feira, Julho 22, 2008
DAREDEVIL 7
(Abril de 1965)
A história "In Mortal Combat With... Sub-Mariner!"" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Wally Wood. No Brasil, foi publicada na revista O Demolidor número 7, pela editora Ebal, com o nome de "Em Combate Mortal com o Príncipe Submarino" e na revista Superaventuras Marvel número 100, pela editora Abril, com o nome de "Combate Mortal com o Príncipe Namor". Um clássico dramático na história do personagem Demolidor. A história é até bem simples. Demolidor tenta impedir Namor, o Príncipe Submarino (um peso pesado da Marvel, perto do "peso pena" sem superforça que é o Demolidor). Mas a história é contada de forma a tirar o fôlego e fazer o leitor realmente torcer pelo herói. Além disso, essa edição é um marco de duas importantes mudanças. A estréia do uniforme vermelho (e definitivo) do herói e a apresentação formal do cabo de aço que existe dentro de seu bastão, servindo de meio de transporte para que ele balance pelos céus da cidade (tal qual um Homem Aranha, só que sem teia).
Namor pretende ir a superfície para resolver de uma vez por todas suas pendengas com os humanos. Cansado de sempre guerrear contra aqueles que poluem os mares (seu lar), decide, vejam só, procurar advogados para estudar uma forma legal de dar fim a isso. E, vejam só novamente, os escolhidos são nossos amigos Foggy Nelson e Matt Murdock. Os advogados explicam as impossibilidades técnicas para defender a causa de Namor (pois mais nobre que seja). Transtornado, Namor parte para o jeito antigo dele resolver as coisas. Ou seja, partir pra porrada!
Matt estréia seu novo uniforme de Demolidor justo para enfrentar um ser tão poderoso quanto Namor. Claro que ele não dura muito, principalmente porque o príncipe estava atacando um cais e os dois caem no mar, o que torna a vitória de Namor ainda mais fácil. O príncipe, no entanto, se comove com os esforço do herói e decide, além de salvá-lo, se entregar as autoridades para ser julgado.
Imponente, o monarca não aceita ser algemado e tem pouca paciência com a burocracia dos tribunais. A situação piora quando ele fica sabendo que seu ministro da guerra atlante, Krang (pivô dessa confusão toda, aliás), rebelou-se e está destruindo seu reino. A urgência faz com que Namor comece a destruição novamente contra o povo da superfície. E dá-lhe Demolidor novamente tentar segurar o atlante. Pouco adianta seus esforços. E que esforços! Ele derruba uma construção de tijolos no oponente e lhe dá uma forte descarga elétrica, entre outras tentativas. Isso tudo até cair exausto e se arrastar pra segurar Namor pelo calcanhar. Namor chega a conclusão de que nunca enfrentou alguém tão nobre e corajoso, ainda mais se levar em conta que é herói menos poderoso que já enfrentou (pra quem já peitou o Coisa, Hulk, Thor...). Cessa os ataque e volta para seu reino.
No escritório, Matt (óbvio) aparece cheio de hematomas e espanta a todos. Karen tropeça e ele a segura. Ela se espanta. Como um cego poderia ter feito isso? Ele desconversa dizendo que é sorte e se arrependendo secretamente por quase revelar seu segredo.
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Segunda-feira, Julho 21, 2008
DAREDEVIL 6
(Fevereiro de 1965)
A história "Trapped By... the Fellowship of Fear!"" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Wally Wood. A integração completa do Demolidor com o resto do Universo Marvel, através do combate de dois vilões de outros de seus conterrâneos (Touro é um grandalhão inimigo do Homem Aranha e o Enguia havia enfrentado o Tocha Humana) e da galeria de personagens Marvel no museu de cera do vilão Senhor Medo. Aqui, o lance é mostrar o quanto de medo pode sentir o "homem sem medo".
O Demolidor encontra os vilões Touro e Enguia participando de um assalto, usando como fachada as gravações de um comercial para TV (a equipe achava que os dois eram atores vestidos a caráter). No meio da luta, aparece um novo vilão, Senhor Medo, que dispara um estranho gás contra o herói, causando pânico momentâneo e incontrolável que o faz fugir.
Em seguida, é mostrada a origem da nova ameaça. Trata-se de Zoltan Drago (Stan Lee e seus nomes esquisitos...), escultor de um museu de cera que enlouqueceu tentando achar uma fórmula para dar vida a suas esculturas. Ao invés disso, acidentalmente descobriu um gás que causa pânico em quem o inala. Criando um uniforme com seus dons de escultor, chamou a si mesmo de Senhor Medo e criou uma pistola para disparar tal gás. Mas, sozinho, talvez não teria sucesso. Partiu para o submundo e recrutou os vilões Enguia e Touro para formarem uma gangue.
Matt Murdock, Foggy e Karen ficam sabendo do novo museu de cera e que a estátua do Demolidor (ídolo da cidade, então) estava sendo colocada nele. Na verdade, esta era uma isca para que Medo capturasse o herói. Quando visitam o local, os sentidos aguçados de Matt logo sentem o odor de Touro e ele decide investigar mais tarde. Acontece que Foggy também repara o vilão atrás de uma porta e decide investigar mais tarde também.
Mais tarde, quando Foggy chega ao local, dá de cara com o Demolidor enfrentando o trio de vilões. Ele parte para cima do Senhor Medo, antes que este dispare seu gás e acaba tirando a máscara do vilão. Touro consegue afastar o herói e socar Foggy, desacordando-o. O Demolidor leva Foggy a um hospital. Karen chega em seguida e chora por seu patrão. Matt, que se sente sobrando, deixa o casal. O que não sabe é que, apesar de Foggy desejar desposar a secretária (o que também é do conhecimento dela), o coração da loirinha bate mesmo é por ele. O trio de vilões invade o hospital fantasiado de enfermeiros que querem levar Foggy. Esse plano visa sumir com o advogado, uma vez que ele conhece a identidade do Senhor Medo. O Demolidor fazê-los bater em retirada.
Ao chegar ao museu, o trio do Medo se surpreende pelo Demolidor já estar no local. Quando Medo dispara o gás, o herói inverte a direção de uma ventilação, fazendo com que o feitiço vire-se contra o feiticeiro. Os vilões começam a debandar. Demolidor sova Enguia e Touro (que cai em seguida) e o Medo, ironicamente, se entrega covardemente. No hospital, Karen dá uma bronca em Matt por deixar seu sócio sozinho.
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