ÂMAGO

Aqui o Marcos Analisa Gibis dos Outros

Domingo, Agosto 31, 2008


THE UNCANNY X-MEN 5
(Maio de 1964)


A história "Trapped: One X-Man" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby, com artefinal de Paul Reinman. No Brasil, foi publicada no especial Biblioteca Histórica Marvel - Os X-Men número 1, publicado pela Editora Panini, com o nome de "Armadilha Para Um X-Man!". Desde que surgiram até aqui, os X-men agiam meio que em clima de competição, cada um tentando ser melhor que o outro (muitas vezes tirando o sarro do poder do companheiro do lado). Esse descomprometimento e excesso de autoconfiança, talvez fosse causado pelo mimo que o Professor X lhes dava. Mesmo em missões externas, era o Professor quem salvava a pátria no último instante. Então, se o Professor vai resolver tudo, pra que se esforçar? Mas, como visto na última edição, os poderes do Professor se foram. E agora os X-men são obrigados a enfrentar os problemas sozinhos... ou melhor... em grupo, interagindo como uma equipe, finalmente apoiando-se nos pontos fortes de cada integrante e ajudando-se mútuamente para suprir os pontos fracos.

Os X-Men passam um certo apuro quando os pais de Jean Grey visitam a Escola. Afinal, Xavier nunca revelou ao mundo para o que sua instituição foi feita. Nesse quesito, o grupo consegue tapear (apesar do Cíclope ter ficado preso acidentalmente na Sala de Perigo, programada para testar o Fera).

Eles localizam um possível mutante: um atleta que parece bater todos os recordes conhecidos com seus saltos e, com isso, despertando o ódio dos espectadores, que acha que ele está trapaceando. O grupo resgata o tal atleta antes que ele seja linchado, mas descobre que se trata do saltado Groxo, que servia de isca para uma armadilha dos seus colegas da Irmandade de Mutantes. Na luta que se segue, os vilões conseguem sequestrar o Anjo para sua base em órbita da Terra, os Asteróide M, onde Magneto tenta interrogá-lo para descobrir onde os X-Men se escondem.

Em contrapartida, os X-Men conseguem capturar Groxo. O vilão se sente impelido a voltar para o Asteróide M e os x-men vêem uma cápsula aparecer para levá-lo até o esconderijo. Com a intenção de salvar seu colega, os heróis seguem dentro da cápsula. Chegando ao Asteróide, os X-Men passam por várias armadilhas de Magneto, que se surpreende com a agilidade de seus oponentes em se livrar dela. Tal desenvoltura se deve, sem que Magneto suspeite, ao intenso treinamento que os heróis têm na Sala de Perigo.

Eles resgatam o Anjo, mas o Asteróide começa a sofrer explosões e ameaça se despedaçar. No meio das explosões, as duas equipes se separam. Cíclope quase que se perde no espaço mas, graças ao trabalho em equipe, o grupo consegue salvá-lo e retornar em segurança para a Terra.

Na Mansão, descobrem que o Professor X acompanhou a missão mentalmente. Seus poderes não haviam sumido. Ele apenas fingiu isso para ver como seus alunos se portariam numa espécie de prova final. Prova que, para o orgulho do Professor, todos os alunos passaram com louvor.

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Sábado, Agosto 30, 2008


THE UNCANNY X-MEN 4
(Março de 1964)


A história "The Brotherhood of Evil Mutants" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby, com artefinal de Paul Reinman. No Brasil, foi publicada no especial Biblioteca Histórica Marvel - Os X-Men número 1, publicado pela Editora Panini, com o nome de "A Irmandade de Mutantes!". O interessante dos X-Men é que, antes do conceito de heróis e vilões, existe a idéia de mutantes "do bem" e mutantes "do mal". Nesta história, essa divisão toma contornos de equipe contra equipe, quando surge a Irmandade de Mutantes (numa tradução literal seria Irmandade de Mutantes do Mal), que é formada por mutantes rivais ao X-Men. Essa rivalidade não está apenas na maldade dos integrantes da Irmandade, mas também nos ideais de cada um dos grupos. Charles Xavier, líder e mentor do X-Men, pretende integrar os mutantes a humanidade. Já Magneto, líder da Irmandade, vê os mutantes como uma raça superior e, consequentemente, herdeira do domínio sobre o planeta, exterminando ou escravizando todos aqueles que considera inferior (sem poderes mutantes). Interessante notar que a Feiticeira e Mercúrio não são muito partidários dos métodos usados por Magneto, indicando que Lee e Kirby já imaginavam que o casal não se encaixava na classificação de vilões, o que realmente seria ajustado no futuro.

O Professor X descobre que Magneto e outros mutantes estão atacando um pequeno país na América do Sul (San Marco) e segue com seus alunos para investigar o local. Lá, os X-Men conhece a pequena tropa de mutantes recrutada por Magneto, formada por: Groxo (uma espécie de "bobo da corte" do exército do vilão, com capacides acrobáticas e mais parecendo um homem sapo), Mestre Mental (um sinistro mutante que é capaz de criar ilusões mentais muito realistas), Feiticeira Escarlate (com poderes que parecem ser magia mas que, na verdade, são suas capacidades mutantes) e Mercúrio (dotado de supervelocidade). Esses dois último, salvos por Magneto de um vilarejo europeu que prentendia linchá-los (preconceito), são irmãos. Juntos, o grupo ficou sendo conhecido como Irmandade de Mutantes.

Quando os X-Men chegam a San Marco, encontram o lugar já dominado por Magneto (inclusive o pequeno exército local), mas conseguem expulsá-lo até com certa facilidade. O que Magneto queria, no entanto, é deixar uma espécie de recado para a raça humana. Ele instala uma bomba atômica para riscar San Marco do mapa! ao tentar entrar na sala onde o vilão arma a bomba (sem saber o que estava havendo lá dentro), os heróis se deparam com uma outra bomba, instalada na porta do local. Graças ao sacrifício desesperado do Professor X, eles escapam da explosão. Xavier, que recebe todo o impacto, fere-se o suficiente para que até seus poderes sumam. A Irmandade foge mas, antes, Mercúrio, que não concorda com o massacre planejado por seu líder, usa sua supervelocidade para desarmar a bomba. A republiqueta de San Marco é salva, mas com o preço do sacrifício de Xavier.

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Sexta-feira, Agosto 29, 2008


THE UNCANNY X-MEN 3
(Janeiro de 1964)


A história "Beware of The Blob" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby, com artefinal de Paul Reinman. No Brasil, foi publicada no especial Biblioteca Histórica Marvel - Os X-Men número 1, publicado pela Editora Panini, com o nome de "Cuidado com o Blob!" A cada história um novo mutante aparece no Universo Marvel. Dessa vez é apresentado o arrogante mutante gordão Blob. A busca de Xavier por esta nova aquisição dá idéia de que ele fará parte da Escola. Porém, a petulância do personagem está ali propositalmente, para ganhar a antipatia dos leitores. Afinal, nos então ingênuos anos 60, personagens boca-dura (anti-heróis) não eram tão comuns como são hoje. O próprio visual do Blob, uma espécie de homem super gordo, do tipo que se apresentaria em um show de aberrações em um circo, destoa da imagem de herói que se tinha na época. E apesar de todos tentarem uma casquinha com a ruiva Jean Grey, tudo indica que o coração da garota realmente caminha em direção ao sisudo Cíclope. Nessa linha, uma revelação bombástica: em pensamento, o próprio Professor X se declara apaixonado pela nova aluna!!!!!!

Entre traquinagens e provocações, os alunos do Professor X recebem a missão de localizar um novo mutante na cidade. E é Cíclope que, em um circo, descobre um homem gordo que é mais do que aparenta. Mesmo com seu impressionante volume, nada parece conseguir movê-lo do lugar onde decide parar. Nem mesmo balas de uma espingarda conseguem ferí-lo, já que sua "banha" amortece o impacto sem lhe causar danos. Eis o mutante conhecido como Blob.

Xavier decide levá-lo a Escola (na verdade, Blob só aceitou por ter caído nos encantos da beleza de Jean Grey), mas se arrepende ao descobrir que o mutante é arredio e perigoso. Pior. Tem todo o potencial para ser um perigoso vilão. Ele reúne seus companheiros de circo, que acabam formando uma espécie de grupo criminoso e atacam a base dos X-Men. Mesmo com os heróis derrotando gradativamente os invasores, sobra para o Professor X apagar tudo da mente de Blob, guardando o segredo da identidade dos X-Men dos objetivos criminosos desse perigoso mutante.

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Quinta-feira, Agosto 28, 2008


THE UNCANNY X-MEN 2
(Novembro de 1963)


A história "No One Can Stop the Vanisher!" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby, com artefinal de Paul Reinman. No Brasil, foi publicada no especial Biblioteca Histórica Marvel - Os X-Men número 1, publicado pela Editora Panini, com o nome de "Ninguém Pode Deter o Vanisher!" Boa parte das aventuras iniciais dos X-Men eram dedicadas ao treinamento e entrosamento dos personagens. Xavier, em muitas ocasiões, mais parecia um sargento severo que exigia o máximo de sua tropa. Ainda assim, essa linha dura era necessária pois os integrantes se portavam como pré-adolescentes desencanados. Discretamente, o relacionamento entre a Garota Marvel e Cíclope mostrava que eles seriam mais do que amigos no futuro (para o desespero ciumento dos outros integrantes).

Uma nova ameaça literalmente aparece do nada: o Vanisher, um ladrão mutante que tem o poder de aparecer e desaparecer quando bem quiser. Com essa capacidade, ele ameaça assaltar bancos e até mesmo roubar planos dos militares americanos. O Professor X, em colaboração com o FBI na época, promete auxiliar contra essa mais novo mutante. Seus alunos, no entanto, não tem muito sucesso em deter o mutante de desaparesce em pleno ar. Mesmo seus poderes e treinamento não são páreo pra tal ameaça.

O Professor X, estranhamente tranquilo, dá a impressão de que já esperava a derrota de seus alunos. Pareceu mais um teste para mostra o excesso de autoconfiança deles. No final das contas, é o próprio Professor, com seus poderes mentais, quem consegue induzir confusão mental no Vanisher, impedindo que ele teleporte. Cabe aos X-Men deter os marginais que se uniram ao vilão (já que este seria um líder nato para tirá-los da cadeia). O exército prende os meliantes, mas ninguém sabe que o Professor é o mentor dos X-Men. Essa é a fachada para Xavier continuar colaborando com o governo.

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Quarta-feira, Agosto 27, 2008


THE UNCANNY X-MEN 1
(Setembro de 1963)


A história "X-Men" foi escrita por Stan Lee e desenhada por Jack Kirby, com artefinal de Paul Reinman. No Brasil, foi publicada nas revistas Heróis da TV número 100, publicada pela Editora Abril, e no especial Biblioteca Histórica Marvel - Os X-Men número 1, publicado pela Editora Panini. A primeira aparição dos heróis mutantes da Marvel, quando o mundo acreditava que poucos desses tipos andavam pelo Universo. Tanto é que o próprio Professor Xavier pensava ser o mais antigo mutante da história do Universo Marvel. O interessante da então nova série era tratar de uma variedade de poderes em diversos personagens. Apesar do tema preconceito racial ser destacado no texto de Lee, os x-men pouco tinha de perseguidos, sendo considerados verdadeiros heróis uniformizados em defesa do país.

A história mostra a Escola Para Jovens Superdotados, dirigida pelo Professor Xavier, que também é mutante e tem o poder de se comunicar mentalmente. Seus alunos presentes são Cíclope (dispara raios pelos olhos), Fera (habilidade acrobáticas), Homem de Gelo (pode criar gelo e tem a aparência de um boneco de neve), Anjo (possui asas e pode voar) e passam por um rigoroso treinamento de suas habilidades. Neste dia, uma nova aluna chega a Escola: Jean Grey, que tem poderes telecinéticos (consegue mover objetos com a força do pensamento) e recebe o codinome de Garota Marvel. Os alunos se portam como pré-adolescentes e ficam em polvorosa com a chegada da linda ruiva. O mais contido deles é Cíclope, líder de campo do grupo.

Logo, o Professor Xavier chama seus alunos para o que pode ser sua primeira missão. Um poderoso mutante que controla o magnetismo invadiu uma base militar. Ele chama a si mesmo de Magneto. Os X-Men chegam ao local e, graças ao trabalho em grupo, fruto do treinamento dado por Xavier, conseguem deter o vilão. No entanto, trata-se realmente de um poderoso mutante e ele consegue fugir. Os X-Men se apresentam aos militares e mostram que estão de prontidão para defender a nação. Atendendo a um chamado telepático, o grupo retorna para a Escola.

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Terça-feira, Agosto 26, 2008


CAPTAIN MARVEL 19
(Dezembro de 1969)


A história "The Mad Master of the Murder Maze" foi escrita por Roy Thomas e desenhada por Gil Kane, com artefinal de Dan Adkins. No Brasil, foi publicada nas revistas Edições GEP número 21, publicada pela Editora GEP, com o nome de "O Louco Mestre da Armadilha Assassina", e na revista Heróis da TV número 7, pela Editora Abril, com o nome de "No limiar da Loucura". Prova de que fazer uma história descompromissada, sem se apegar as regras do Universo Marvel, também pode ser feito de forma competente. O roteiro de Thomas se sobressai até mesmo diante dos desenhos de Kane (que continuam fantásticos) devido ao clima de suspense criado.

Aos poucos, as coisas parecem se ajustar na vida de Rick Jones e do Capitão Marvel. Yon-Rogg foi (aparentemente) punido por seus crimes. Carol Danvers, apesar dos apuros que passou, está se recuperando no hospital militar. É hora de levar a vida normal. Mas, como Rick Jones lembra o herói, esta é outra grande aventura: enfrentar o dia-a-dia, procurar emprego, um lugar para morar, comida. Desafio tão sério quanto enfrentar criaturas espaciais.

Jones acaba encontrando emprego em um estranho complexo, mais parecendo um centro comercial, onde um cientista diz contratar pessoas para fazer um experimento social. Quando anoitece, os companheiro de "trabalho" de Rick parecem entrar em pânico por causas diversas. É como se todo mundo tivesse o pior dos pesadelos e acordasse gritando.

Através do elo com Mar-Vell, o jovem tenta desvendar o mistério. É quando ele também vê algo assombroso: um rato do tamanho de um tigre. O Capitão Marvel troca de átomos com Jones e enfrenta a criatura... que se mostra ser apenas uma visão. Fora do quarto, o pânico é generalizado. Uns enxergam que o prédio está em chamas, outros dizem estar vendo monstros. Eis o experimento social. Levar as pessoas a um estágio de medo tamanho que as tornaria animais selvagens.

O cientista chefe pouco se importa com a vida de seus "contratados". Ele está preparado, inclusive, para enfrentar Marvel com um raio paralisante. O que não esperava, é que um dos seus hóspedes aparecesse na cabine de comando e destruísse seu equipamento, sacrificando-se no ato. Com isso, suas teorias vão por água abaixo, já que pessoas em pânico também são capazes de atitudes heróicas. Uma metáfora ao que é o heroísmo, usando como pano de fundo a critica sobre a política externa da época, uma vez que o homem que se sacrificou era um sobrevivente de campos de concentração nazistas e, ao fundo de um quadro, um jornal noticia a crise no Oriente Médio.

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Segunda-feira, Agosto 25, 2008


CAPTAIN MARVEL 18
(Novembro de 1969)


A história "Vengeance Is Mine" foi escrita por Roy Thomas e desenhada por Gil Kane e John Buscema. No Brasil, foi publicada nas revistas Edições GEP número 21, publicada pela Editora GEP, e na revista Heróis da TV número 6, pela Editora Abril, ambas com o nome de "A Vingança é Minha". Finalmente o acerto de contas com o fofoqueiro Yon-Rogg. É notável a passividade de Rick Jones diante da situação bizarra de trocar de átomos com um herói alienígena. Mas essa calma toda se dá pelo fato do jovem ser o coadjuvante mais ativo do Universo Marvel.

Em suas andanças, Rick Jones vai parar em uma casa de shows e acaba se revelando um grande artista, tocando para uma casa cheia e chamando até a atenção de um caçador de talentos. No entanto, absorto em pensamentos negativos, o jovem nem dá muita bola para a chance que lhe bate a porta. Esse clima pessimista chama a atenção de Mar-Vell, que tenta dar conselhos para seu novo parceiro.

Mar-Vell pede que Rick use as pulseira para trocarem de lugar novamente, pois ele já localizou o vilão Yon-Rogg. Chegando a base do coronel, o herói tem que enfrentar um gigantesco roboô mandróide, construído para destruí-lo. Para sua surpresa, também encontra a chefe de segurança Carol Danvers, que havia sido raptada por Rogg. No meio da briga, Carol é atingida por um disparo feito por Yon-Rogg. Isso trouxe lembranças da falecida amada de Mar-Vell, Una, também morta pela irresponsabilidade do vilão. Enfurecido o herói quase mata Rogg. Mas sua urgência em sair dali agora está voltada para salvar a vida de outra inocente, Carol. Eles saem da base e, no instante seguinte, o local explode supostamente soterranto o vilão.

Carol está viva. Apenas desmaiada. O Capitão Marvel traz Rick de volta que também desmaia de cansaço.

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Domingo, Agosto 24, 2008


CAPTAIN MARVEL 17
(Outubro de 1969)


A história "And A Child Shall Lead You" foi escrita por Roy Thomas e desenhada por Gil Kane. Grande salto na qualidade da arte da revista, com o traço e quadrinização nada convencional de Gil Kane e a volta de Thomas, que retoma o personagem de um ponto onde tudo o que já foi falado pode ser esquecido. É como se essa fosse a primeira história do Capitão Marvel.

Marvel está preso na Zona Negativa. Enquanto isso, o jovem Rick Jones se desilude com sua vida de parceiro do Capitão América (na época, o jovem usava o uniforme de Bucky). Jones dá adeus a vida que levava com os Vingadores e cai na estrada em busca de sossego. Caminhando no deserto, o rapaz vê o Capitão América. Na verdade, mais parece uma figura reluzente e fantasmagórica. Atraído por essa visão, Jones chega até uma base que parece um laboratório alienígena. Lá ele encontra um par de braceletes e é induzido pela visão de um estranho (o Capitão Marvel que se comunica da Zona Negativa) a usá-los. O jovem, que já passou por diversas situações perigosas ao lados dos mais famosos heróis Marvel, não se acanha em seguir essas orientações. Em seguida ele bate os braceletes... e troca de lugar com Marvel. Ou seja, Rick Jones vai parar na Zona Negativa e o Capitão Marvel surge em seu lugar.

No laboratório, uma surpresa desagradável: o coronel Yon-Rogg surge, mas consegue fugir, pois Marvel ainda está debilitado de sua viagem a Zona Negativa. Agora, é a visão de Rick Jones quem se comunica com Marvel. Ele reclama de quanto tempo terá que ficar isolado na Zona Negativa. O Capitão bate os braceletes e Jones retorna. O jovem, agora envolvido em novas aventuras (o que tornou-se uma constante desde do seu surgimento), agora sabe que está ajudando Marvel a vingar-se de Yon-Rogg.

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Sábado, Agosto 23, 2008


CAPTAIN MARVEL 16
(Setembro de 1969)


A história "Behind The Mask of Zo" foi escrita por Archie Goodwin e desenhada por Don Heck, com artefinal de Syd Shores. No Brasil, foi publicada na revista Edições GEP número 21, pela editora GEP, com o nome de "Por Trás da Máscara de Zo". Tenho uma teoria sobre os bastidores dessa revista. No começo, o escritor Roy Thomas trouxe um conceito até interessante para o Universo Marvel, apresentando não um herói, mas um refugiado de guerra, vítima de um coronel mesquinho. A revista passou para as mãos do escritor Arnold Drake, que trouxe uma nova visão sobre o personagem. A subtrama de traição militar continuava, mas Drake insistia em focar tudo em monstros alienígenas. Não que fosse de todo ruim, mas isso afastava os vilões clássicos, os encontros com outros heróis... enfim, acabava distanciando o personagem do Universo Marvel.

Sob essa comparação, Drake não era ninguém. Não sei ao certo o que ocorreu, mas alguém disse isso pro Drake (ou ele percebeu). Aí, um belo dia, quando todos foram embora, Drake ficou nos escritórios vazio da Marvel, preocupado com sua condição e com um possível ultimato que deve ter recebido de seus editores. Sozinho, acabou mexendo na gaveta do Stan Lee (ou do Kirby) e achado algum "cigarrinho do capeta". Estava revelado o segredo da genialidade de Lee e Kirby. E Drake queria "fumar" um pouco dessa genialidade. Passou a noite toda ali. Resultado: tomou uma overdose de genialidade e virou a revista do avesso. Chegou (vejam só) a visualizar Deus. Sim, "O" Deus... e o colocou como mentor do personagem. Mas o coitado do Drake ia ficar doido e resolveram internar antes que a coisa piorasse. Enquanto acompanhavam o probre escritor pra um hospício mais próximo, pediram a outro escritor, Gary Friedrich, que cuidasse da revista um pouquinho. Com Drake, internado, sobrou para o escritor Archie Goodwin resolver a bagunça causada, o que nos leva a essa edição, onde tudo é explicado... mas ainda deve ter sobrado alguma "fumaça" de genialidade na redação Marvel, já que as reviravoltas não são poucas.

Enfim... Depois dessa teoria maluca (que Dark Marcos bolou depois de "cheirar" alguns roteiros de Lee e Kirby)... vamos ao que interessa: a história dessa edição.

Mar-Vell é capturado pelos krees, mas consegue chegar até o deus Tam-Bor que, na verdade, nada mais era do que uma gigante máquina que controlava o planeta. Para puni-lo, Ronan, o Acusador, chega ao local mas é impedido por um robô Super Sentinela (mais poderoso do que o que Marvel enfrentou no início de suas histórias). O incidente mais parecia algo político, uma vez que a Suprema Inteligência (união das mentes dos maiores gênios krees do passado e espécie de guru daquele povo) foi responsável pelo impedimento de Ronan.

Diante de um tribunal Kree, Marvel descobre que toda a história por trás de Zo (que lhe deu poderes ilimitados) nada mais era do que uma armadilha criada pelos Krees para capturá-lo. A briga, na verdade, era um contenda racial criada pelos krees de pele azul (que se consideravam donos do império, por serem a raça original). Marvel é atingido por uma arma de energia negativa (ou antimatéria) mas, milagrosamente, é salvo pela Ingeligência Suprema (secretamente). A Inteligência, que acompanhou as agrurar do capitão até aqui, valoriza sua coragem e mantém os poderes que Mar-Vell "ganhou". Também muda seu visual (para o clássico uniforme pelo qual o personagem ficou mais conhecido) e o torna uma espécie de agente particular seu.

Marvel utiliza seus poderes para voltar a Terra mas, no caminho, talvez devido aos efeitos colaterais do raio de energia negativa, acaba indo parar acidentalmente no universo conhecido como Zona Negativa.

Enquanto isso, na Terra, Carol Danvers tenta escapar de agentes que querem interrogá-la. Sua fuga é auxiliada por um estranho que se diz amigo do Capitão Marvel: o coronel Yon-Rogg!!

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Sexta-feira, Agosto 22, 2008


CAPTAIN MARVEL 15
(Agosto de 1969)


A história "That Zo Might Live, A Galaxy Must Die" foi escrita por Gary Friedrich e desenhada por Tom Sutton, com artefinal de Dan Adkins. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 21, pela editora GEP, com o nome de "Para Que Zo Possa Viver... Uma Galáxia Deve Morrer". O herói enfrenta Deus! Ponto final. A verdade é essa. Bom... pode até não ser tão escrachado assim, mas é verdade que a entidade conhecida como Zo nada mais é do que uma metáfora sobre Deus. E talvez nem tal metaforicamente assim.

Convocado por Zo (que agora se assemelha a uma enorme ameba cósmica), Mar-Vell recebe uma tarefa inusitada: destruir seu próprio planeta, conhecido como Kree-Lar. Ele se pergunto que tipo de entidade louca é Zo afinal e reluta em cumprir a missão. Zo, no entanto, mostra que seus poderes são ilimitados e que ele pode até mesmo destruir uma galáxia, incluindo a Terra, que Marvel tem tanto em consideração. A intenção de Zo é destruir uma outra entidade kree, conhecida como Tam-Bor, que controla os pólos magnéticos do planeta. Sua morte, consequentemente, destruiria todo o planeta.

Sem ter muito o que resistir (mas pensando em uma solução no caminho), Marvel se teleporta par seu planeta natal. Lá, ele lembra que Yon-Rogg provou que ele era um traidor do império e logo é perseguido pelas rígidas autoridades locais (que seguem o comando de Ronan, o Acusador). Antes que seus superiores diretos pudessem prendê-lo, o herói vai parar dentro de uma nave-templo dos seguidores de Tam-Bor.

Continua...

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Quinta-feira, Agosto 21, 2008


CAPTAIN MARVEL 14
(Junho de 1969)


A história "When A Galaxy Beckons!" foi escrita por Gary Friedrich e desenhada por Frank Springer, com artefinal de Vince Colletta. No Brasil, foi publicada na revista A Maior número 3, pela editora Ebal. O desenhista Frank Springer usa e abusa com enquadramentos ousados (nem sempre organizados) e até um pouco de psicodelia (aparentemente tosca, porém eficiente).

Tony Stark está voando pra casa e xavecando a aeromoça quando, de repente, sente-se dominado por uma força estranha. Em transe, veste a armadura e sai voando do avião, com a idéia fixa que tem de derrotar o Capitão Marvel. Esse transe, na verdade, é causado pela manipulações do vilão Mestre dos Bonecos que, munido de um boneco feito com barro radioativo, consegue controlar suas vítimas (tipo um bonequinho vodu).

Chegando a base militar-espacial, o herói encontra o Capitão sendo encurralado pelo exército americano e defendido pela jovem Carol Danvers. Em transe, tem uma leve noção de que a moça não precisa ser ferida. Porém, fora do seu normal, seu ataque acaba atingindo a mesma. Capitão Marvel contra ataca munido de sua força física fora do comum e de uma pistola de raio desintegrador.

O Homem de Ferro, que não tem o controle de seus atos, poderia até vencer se estivesse pensando por conta própria. O problema é que (e o Mestre dos Bonecos não sabia disso) o esforço se mostra demasiado para o coração de Tony Stark, que passa mal e desmaia. Desconhecendo a causa da queda de seu oponente (e problema cardíaco era um segredo que Stark escondia de todos), Capitão Marvel pede socorro ao exército para que tragam ajuda médica. O herói desmaiado é levado por uma ambulância.

Mestre dos Bonecos, enfurecido por não saber o que deu errado, desconta a raiva jogando o boneco do Homem de Ferro contra seu maquinário, que explode e cai sobre ele, dando idéia de que o vilão morreu. Homem de Ferro se recupera dentro da ambulância, agradece ajuda, tem uma vaga noção de que atacou Mar-Vell sem motivo justo e sai voando de volta para o avião, antes que sintam sua falta.

Mar-Vell usa seus recém-adquiridos poderes de teleporte e desaparesce antes que o exército o prenda. No espaço sideral, uma voz o convoca e diz que ele agora é a balança de poderes do universo. O preço desses poderes, concedidos pela entidade conhecida apenas como Zo, parecem ter um preço bem alto afinal.

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Quarta-feira, Agosto 20, 2008


CAPTAIN MARVEL 13
(Maio de 1969)


A história "Traitors or Heroes?” foi escrita por Gary Friedrich e desenhada por Frank Springer, com artefinal de Vince Colletta. Identidades secretas servem para proteger algum segredo do herói. Mas são complicadas de administrar. O cúmulo dessa teoria é apresentada nessa história, onde tanto o Capitão Marvel, o herói, como o cientista Walter Lawson, a identidade civil do herói, são procurados por traição.

Marvel finalmente vai até a nave de Yon-Rogg e surpreende o vilão ao mostrar que está bem vivo. Porém, o que Marvel tem se superioridade no que diz respeito a combate físico (ele prefere dessa forma do que utilizar seus novos e ilimitados poderes), Yon-Rogg tem de veneno na língua. Não se sabe se por loucura ou não, mas o vilão diz que pode reviver a falecida Una (pivô dessa confusão toda). Candinha do jeito que é, o coronel ainda mostra uma imagem da Terra, onde Carol Danvers está sendo ameaçada pelo robô da última edição (que se autoreparou... Naquela época, além de saírem bem, ainda tinham garantia de autoreparação...). Marvel joga um pesado equipamento ferindo gravemente Rogg (não a ponto de matá-lo) e parte para o salvamento de Carol.

Marvel consegue danificar o robô de forma de Carol escape. Apesar de agradecida, ela vê o exército cercar seu herói. Afinal, ele ainda está sendo procurado por ter roubado o foguete da base militar.

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Terça-feira, Agosto 19, 2008


CAPTAIN MARVEL 12
(Abril de 1969)


A história "The Moment of... The Man-Slayer!” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Dick Ayers, com artefinal de Syd Shores. Apesar da viageira da última edição continuar, apresentando os novos (e quase infinitos) poderes do Capitão Marvel, o efeito do "seja-lá-o-que-for-que-o-Drake-tomou" já mostra sinais de ter passado. Por outro lado, os desenhos de Ayers parecem ter ganhado um bom reforço do artefinalista Shores, que faz um competente trabalho nessa edição.

Capaz de se teleportar com a velocidade do pensamento, Mar-Vell intercepta a nave de Yon-Rogg, que ainda sobrevoa a Terra. Mas, mesmo podendo esmagá-lo com seus novos poderes, prefere enfrentá-lo outra hora e trazer a derrota de uma forma mais vergonhosa (coisas de herói...). Voltando a base militar como Walter Lawson, é surpreendido por uma segurança mais rígida (também... depois deles terem um foguete inteiro roubado pelo Capitão Marvel...). Carol Danver ainda tenta montar o quebra-cabeça que Lawson e Marvel estão se tornando.

A base é invadida por um robô gigante (os robôs gigantes tinham uma boa saída nessa época), comandado por um misterioso vilão. Mar-Vell tenta derrotá-lo, mas a criatura parece não ligar muito para seus novos poderes. Porém o robô pára antes de dar o golpe final. O herói não sabe, mas isso se deve a intervenção da espião Viúva Negra, que invadiu a base do misterioso vilão que está no controle e é capturada com gás dos nervos. Quando os militares vão escoltar Lawson (Marvel já havia trocado de roupa), o herói faz algo inpensado: usa seus poderes e desaparesce diante dos olhos de todos.

Continua...

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Segunda-feira, Agosto 18, 2008


CAPTAIN MARVEL 11
(Março de 1969)


A história "Rebirth” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Dick Ayers, com artefinal de Vince Colletta. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 18, pela editora GEP, com o nome de "Vingança!". É um mistério o que aconteceu com Arnold Drake nessa edição. Ele virou a revista (e o personagem) do avesso de um forma que deve ter pego muita gente desprevinida. O que será que aconteceu? Será que ele andou fumando algo que Stan Lee guardava dentro da gaveta? Bateu a cabeça? Foi ameaçado de morte se a revista não aumentasse as vendas? Sabe-se lá... O fato é que essa história de Captain Marvel, com cara de final bombástico de temporada, chacoalhou com todo e qualquer conceito que o personagem prometia.

Assim que a ordem de execução de Mar-Vell é dada, o pelotão de fuzilamento é atacado por um raio vindo dos céus. São os aakons, que não deixaram barato e ainda querem vingança por seus companheiros (curiosidade: o desenhista Dick Ayers desenhou os capangas da Organização como sendo os alienígenas... ou ele errou ou o roteiro é que não citou que os vilões também estavam atacando, apesar dos alienígenas não serem mostrados em nenhum quadro). Yon-Rogg finalmente enfrenta Mar-Vell e acaba levando uns justos sopapos. No meio da confusão, Una é atingida e se encontra em estado grave.

Mar-Vell, com Una nos braços, vai até a base militar e sequestra uma nave que estava sendo projetada para ir a lua. Desesperado, ele vê Una morrer diante de seus olhos. Pesaroso, pára em um asteróide próximo e enterra sua amada. Ao tentar voltar para a Terra e se vingar de Yon-Rogg, o vilão intercepta seu foguete com um raio trator e o lança com toda a velocidade para o meio do espaço sideral.

O foguete de Mar-Vell fica vagando pelo espaço por mais de 100 dias. Sua comida e água acabam. Ele começa até mesmo a ter visões, acreditando que está enlouquecendo. Logo a frente, avista um planeta estranho e se prepara para o impacto. Para sua supresa, um estranho raio faz com que seu foguete pouse suavemente. O planeta é coberto por uma estranha névoa, mas não mostra sinais de vida. O herói cai ao chão, enfraquecido, quase morto.

Assim que acorda, o Capitão Marvel vê um grupo de mulheres que parecem ter cuidado dele. Elas mais parecem visões. De fato, elas o levam até um enorme portão dourado e desaparescem na névoa. O portão se abre. Lá dentro, uma estranha construção, parecida com uma torre, começa a falar. A "criatura" se chama Zo, e se diz onisciente, sabendo o que vem acontecendo com o herói. Zo lhe promete poder suficiente para derrotar Yon-Rogg. Achando que está louco (ou morto), Marvel aceita a dádiva de Zo. A primeira prova de seus novos poderes é que o herói se livra do comando do coronel Rogg, que ficava preso a seu pulso. Além disso, Marvel agora é capaz de se teleportar a velocidade da luz. Marvel aceita se submeter ao caprichos de Zo, em troca do poder que lhe foi concedido.

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Domingo, Agosto 17, 2008


CAPTAIN MARVEL 10
(Fevereiro de 1969)


A história "Die, Traitor!” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de Vince Colletta. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 18, pela editora GEP, com o nome de "Morra, Traidor". O tema dessa história é... traição. De tudo quanto é tipo que se possa imaginar. Temos a traição da Mar-Vell contra sua própria raça (na verdade, os fatos continuam sendo manipulados por Yon-Rogg), o Capitão Malaco... digo... Marvel continua enganando os vilões (que não são lá um primor de inteligência, diga-se de passagem), Una ainda acredita que está levando chifre de seu amado (outra cortesia de Yon-Rogg) e a mesma Una tenta salvar seu amado da condenação dos krees.

Mar-Vell, que já não estava muito bem na fita com seus superiores, recebe mais uma missão pra cumprir na Terra. Ele deve infiltrar-se na organização criminosa chamada A Organização (é sério!) e contatar o líder número um que se chama... Número Um (é séééério... eu juro!!!!). Por coincidência, os vilões vinham tentando matar o cientista Walter Lawson, identidade que Marvel assumiu. Contam agora com uma poderosa arma capaz de envelhecer o alvo 10 anos por segundo.

A Organização acaba capturando Carol Danvers e Marvel finge estar do lado dos vilões para salvá-la (eu avisei que eles não eram lá muito inteligentes...). Quando é descoberto, Marvel sofre os efeitos do tal raio envelhecedor, mas consegue reverter a potência para voltar ao normal. Em poder de tal arma, o herói dispara contra a Organização e destrói a base dos bandidos... o que não era exatamente o que seus superiores mandaram fazer.

Una foge da nave de Yon-Rogg mas é atingida pelos outros soldados. Ela só acorda para ver a ordem de execução contra Marvel ser dada e os soldados preparados para atirar.

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Sábado, Agosto 16, 2008


CAPTAIN MARVEL 9
(Janeiro de 1969)


A história "Between Hammer and Anvil!” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de Vince Colletta. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 15, pela editora GEP, com o nome de "Entre Dois Fogos". Capitão Marvel malaco! Dando pistas falsas para inimigos alienígenas se ferrarem. Até então, um grande trunfo nos roteiros do escritor Arnold Drake, que começavam a se firmar por conta própria.

Mar-Vell tem que enfrentar os alienígenas da raça aakon sozinho na Terra. Na verdade, está resolvendo uma bucha causada pela incompetência (mesmo que proposital) do coronel Yon-Rogg, que atacou uma nave dessa raça na edição passada. Os aakons não são fáceis de lidar, já que estão sedentos de vingança por seus companheiros.

Como se já não tivesso problemas o bastante, o capitão ainda tem que enfrentar o robô gigante Cyberex, que se recuperou do encontro com o herói na edição passada (pois tem um mecanismo de autoreparação, toda vez que é derrotado). Cyberex capturou Carol Danvers, já que sua programação era de eliminar o cientista e a chefe de segurança estava investigando (xeretando) o quarto dele, quando o robô apareceu. No meio da confusão, os aakons atacam Cyberex e o Capitão Marvel ganha um instante para fugir, se recuperar e deixar Carol em segurança.

O ataque sincronizado dos aakons consegue derrubar o robô gigante... e também consegue derrubar Marvel. Mais do que derrotar o herói, eles ficam felizes em conseguir tomar um pequeno livrinho de seu bolso, com letras estranhas, provavelmente kree, e acreditam que aquele seja o código Z-19, ambicionado por outras raças. O momento de comemoração deixa os alienígenas desguarnecidos quando Cyberex se ataca novamente (graças a sua autoreparação). Por fim, Marvel, que já sacou essa do robô se recuperar, destrói ele e fica no local para localizar o mecanismo que o faz reparar-se... destruindo-o de vez. E Marvel recupera o tal livrinho... que nada mais era do que uma lista telefônica de bolso, onde escreveu algumas letras em kree e, dentro, como os aakons não conheciam o alfabeto da Terra, pensaram se tratar de alfabeto kree também. Malaco esse Marvel, hein?

Nos bastidores, o fofoqueiro coronel Yon Rogg mostra para Una como Marvel protege e salva a terráquea... causando mais ciúmes da amada do herói.

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Sexta-feira, Agosto 15, 2008


CAPTAIN MARVEL 8
(Dezembro de 1968)


A história "And Fear Shall Follow” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de Vince Colletta. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 15, pela editora GEP, com o nome de "E o Medo Virá". Quando Mar-Vell veio para a Terra, um incidente (criado pelo fofoqueiro Yon-Rogg), causou a morte de um cientista chamado Walter Lawson. Mar-Vell, então, adotou sua identidade para observar mais de perto uma base militar da região. Desde então vem atuando como Lawson, mas... afinal... quem era esse cientista?

O exército kree enfrenta outra raça alienígena que se aproxima da Terra, os aakon. Yon-Rogg leva a pior no meio da batalha e fica hospitalizado. Mesmo desacordado, a semente da discórdia plantada pelo coronel parece agir. A médica Una parece ter acreditado nas manipulações dele, que mostraram que seu amado, Mar-Vell, está envolvido com uma terráquea (no caso, a chefe de segurança Carol Danvers).

Mar-Vell volta a Terra para investigar a vida daquele que assumiu a identidade. Descobre que Walter Lawson era um renomado e excêntrico cientista, envolvido na criação de um robô assassino gigantesco. Essa invenção parece ser cobiçada pelos inimigos também, já que invadem a mansão de Lawson quando Mar-Vell investigava. Apesar de se livrar dos invasores, o herói tem que enfrentar o tal robô que, descontrolado, está programado para destruir o cientista. Mar-Vell destrói o robô e recebe a gratidão de Carol Danvers... para o desesperado ciúme de Una.

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Quinta-feira, Agosto 14, 2008


CAPTAIN MARVEL 7
(Novembro de 1968)


A história "Die, Town, Die” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de John Tartaglione. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 15, pela editora GEP, com o nome de "Uma Cidade Deve Morre". Continua a saga de Mar-Vell contra monstrões esquisitos, sendo dessa vez o vilão Quasímodo. Não o corcunda de Notre Dame, apesar deste personagem trazer o visual estereotipado dele. Na verdade, este vilão se autodefine como computador vivo. De fato, ele não só é uma espécie de máquina maligna, como também controla todo e qualquer maquinário a sua volta.

Mar-Vell é julgado por Ronan, o acusador. No entando, sua sinceridade acaba plantando dúvidas quanto a sua execução. Ronan, para tirar a prova, envia Mar-Vell novamente a Terra para provar sua lealdade. Um vírus mortal está em uma cidade e o capitão terá que priorizar sua missão, deixando que a população morra (caso algo dê errado). E algo dá errado... mas de um jeito certo.

Uma base militar é atacada pelo vilão controlador de máquinas conhecido como Quasímodo. Marvel o persegue até um vilarejo onde as pessoas se vestem como no início do século passado. Essas "pessoas" são, na verdade, andróides criados por Quasímodo para deter os intrusos que o perseguem. E, adivinhem, o tal vírus está nesse vilarejo, de pessoas de mentira. Marvel une o útil ao agradável ao cumprir a missão, deixar que a população (de máquinas) "morra" e ainda derrota o Quasímodo... para o desespero de Yon-Rogg.

O Coronel, por sua vez, tem um ás na manga. Mostra para Una, amada de Marvel, o momento em que ele conforta a terráquea Carol Danvers (nenhum envolvimento, só estavam conversando... é sério...). Ela fica com ciúmes e começa a dúvidar da palavra de seu amado. E Yon-Rogg ganha mais uma estrela no panteão dos fofoqueiros.

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Quarta-feira, Agosto 13, 2008


CAPTAIN MARVEL 6
(Outubro de 1968)


A história "In The Path of Solam!” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de John Tartaglione. No Brasil foi publicada na revista Edições GEP número 15, pela editora GEP, com o nome de "Na Trilha de Solam". O escritor Arnold Drake parece ter entendido um conceito um tanto quanto simplista quanto ao personagem Capitão Marvel. Ele é um capitão, um militar, alienígena. Logo, deve ter lutado em inúmeros planetas, cada qual com sua parcela de criaturas incríveis. Então, seria lógico que o personagem enfrentasse monstros de outros mundos. Enfim...

Enquanto o julgamento final de Mar-Vell não vem, Yon-Rogg vai comendo pelas beiradas pra ver se mata o seu rival. Mar-Vell, por sua vez, volta para a Terra, continuando sua missão de espionar os terráqueos. O que Rogg não contava, porém, é que a nave dos krees sofresse uma pequena pane. Isso faz com que eles sejam vistos pela chefe de segurança Carol Danvers, que acredita estar avistando um disco voador (de certa forma...). Mar-Vell, na identidade civil de Walter Lawson, consegue desfazer essa impressão de Carol, mas a loira se sente ofendida por estar sendo tratada como mentirosa ou louca.

Paralelamente, Lawson visita um novo (e megalomaníaco) experimento com luz solar, que pretende captar a energia e transferi-la para uma espécie de poderoso e gigantesco laser. Mas isso acaba atraindo bem mais que luz solar. Junto com ela, o monstro Solam se materializa e dá muito trabalho para os militares. Só mesmo o intelecto alienígena do Capitão Marvel consegue criar uma nova arma que sobrecarrega a criatura. Yon-Rogg, furioso e fofoqueiro que é, logo transmite essa nova investida de herói de Mar-Vell para seus superiores, fazendo-os acreditar que se trata de mais um ato de traição contra sua raça.

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Terça-feira, Agosto 12, 2008


CAPTAIN MARVEL 5
(Setembro de 1968)


A história "The Mark of The Metazoid” foi escrita por Arnold Drake e desenhada por Don Heck, com artefinal de J. Tartaglione. Esta história parece mais um interlúdio na saga de Mar-Vell, mas traz alguns acontecimentos importantes para a trajetória do personagem. O personagem Metazóide surge do nada e para o nada vai, mais parecendo uma criatura das antigas revistas de monstro da Marvel, porém sem o mesmo brilhantismo trash (até mesmo no nome, já que seus antecessores tinham mais divertidos).

O coronel Yon-Rogg põe as manguinhas de fora e acusa Mar-Vell de traição perante o Império Kree. Com muito jogo de cintura, o capitão consegue convencer até mesmo o acusador Ronan e volta para a Terra com a missão de apagar a memória do senhorio que o recebeu (em sua identidade civil de Walter Lawson). Isso não abranda a acusação, mas dá tempo e um alívio momentâneo para o herói.

Para o azar do Capitão Marvel, ao seguir para o hospital onde o senhorio está, ele é atacado por uma criatura-monstro que se autoentitula Metazóide. O monstro, toda enegrecida, além de sua enorme força física e tamanho, ainda pode soltar uma espécie de cabo grudento de seu corpo, que é forte como cabos de aço. Por coincidência, o Metazóide está atrás de Lawson, identidade civil de Marvel, a mando dos comunistas que o criaram (utilizando uma espécie de DNA alienígena em um simples soldado).

Apesar de levar uma surra inicial, Marvel resolve a situação atacando o Metazóide com um canhão de raios x. Ele se lembrou de uma criatura alienígena parecida que enfrentou em outro planeta e que também era impenetrável... a não ser por raios x. A idéia dá certo e o monstro aparentemente morre. Marvel consegue apagar a memória do senhoria e retorna para a nave kree, afim de enfrentar seus acusadores.

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Segunda-feira, Agosto 11, 2008


CAPTAIN MARVEL 4
(Agosto de 1968)


A história "The Alien and The Amphibian” foi escrita por Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Vince Colletta. Mar-Vell devia ser um bom ator. Afinal, identidades secretas pra ele é o que não falta. Ele tem que fingir ser um agente secreto dos krees para que eles não pensem que seu capitão os está traindo (e não está, apenas se apegou a raça humana e não vê motivos para machucá-los). Se passa por herói perante a imprensa da Terra, pois acabou tendo várias oportunidades de salvar militares (algo que não foi intencional... simplesmente aconteceu). Ainda tem que manter uma identidade civil, sob o nome de Walter Lawson, para que ninguém desconfie de sua verdadeira origem. E aqui, mesmo contra a vontade, ainda tem que dar um sopapos no Namor, o príncipe submarino, para manter todas essa bagunça em ordem.

Walter Lawson é chamado a base militar onde estão lançando um foguete que leva bactérias mortais ao espaço. O que eles não sabem é que a nave kree, comandada por Yon-Rogg, está na órbita da Terra e desvia a rota do tal foguete, fazendo-o cair no oceano. A equipe militar corre contra o tempo, já que o timer do foguete poderá liberar a tal bactéria nos mares.

E justo nessa hora aparece Namor, que se encaminhava para Nova Iorque atrás do auxílio do Quarteto Fantástico. Como o príncipe submarino não sabe do perigo da bactéria, Mar-Vell tenta afastá-lo do local. O temperamento do príncipe não é dos mais fáceis e o Capitão é obrigado a lutar com ele para mantê-lo afastado. Apesar de conseguir, momentaneamente, a colaboração de Namor (que estava tentando ajudar, afinal), Mar-Vell é obrigado a abatê-lo de forma que o cilindro com a bactéria fosse destruído. Tudo para manter as aparências perante seus companheiros krees, para que não pensassem que ele está ajudando demais os terráqueos. Cumpre a missão com jogo de cintura, porém conseguindo a inimizade de Namor.

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Domingo, Agosto 10, 2008


CAPTAIN MARVEL 3
(Julho de 1968)


A história "From The Ashes of Defeat!” foi escrita por Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Vince Colletta. Se fossem encadernar essas primeiras aventuras do Capitão Marvel, a saga bem que poderia se chamar Os Brutos Também Amam. Os militares dessa história agem movidos por paixonites, e não por seu dever com a nação. Do lado dos krees temos o Coronel Yon-Rogg, que quer destruir o soldado Mar-Vell para tomar a namorada dele. Do lado dos inimigos dos krees, os skrulls, temos o Super Skrull, que quer derrotar Mar-Vell para ganhar o coração da princesa de seu planeta. É muita dor de cotovelo por metro quadrinho!

O derrotado Mar-Vell é levado para a nave do Super Skrull. O vilão usa um maquinário que escaneia a mente do kree, a procura de alguma pista sobre sua presença na Terra. Não encontra nada satisfatório. Na verdade, mais questões do que respostas. O que os krees querem na Terra, afinal? Porque um soldado do porte de Mar-Vell atacou o Sentinela, robô de sua própria raça? O que o skrull não sabe é que essas respostas estão nos bastidores dessa missão, onde o coronel Yon-Rogg tenta causar o maior número de incidentes para fazer com que a morte de Mar-Vell pareça acidental.

Mar-Vell consegue escapar da prisão do inimigo e, com muita dificuldade, consegue chegar até sua nave (para a tristeza de Yon-Rogg, que finge estar feliz por seu melhor soldado ter voltado). O herói (e agora ele começa a agir como um) pretende retornar a Terra, pois o cilindro que lhe permite respirar em atmosfera alienígena ainda está por lá e ameaça explodir com a força de uma bomba atômica. A explicação para a preocupação de Mar-Vell está no fato dele não querer causar danos a uma raça (terráquea) que não lhes fez mal algum, algo que Yon-Rogg supõe ser uma espécie de instinto de cientista, graças ao namoro do capitão com a médica Una (motivo dessa confusão toda). O Império autoriza a volta de Mar-Vell. No entanto, estão pouco se lixando para a explosão da bomba. Só o deixam voltar para vingar-se do inimigo skrull.

Enquanto isso, o Super Skrull, por se tratar de um transmorfo (pode assumir a forma do que bem entender), se disfarça como Walter Lawson, a identidade civil que Mar-Vell assumiu na Terra, para adentrar a base militar onde e estudar o cilindro kree. É quando o verdadeiro Mar-Vell aparece e o ataca. Nos céus, o Super Skrull inflama-se, mas suas chamas são apagadas pelo Capitão. Como último recurso, o skrull tenta usar um tipo de super hipnose (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), mas Mar-Vell consegue revertê-la e virar contra o próprio inimigo. A primeira ordem do Capitão Marvel ao hipnotizado inimigo é que ele volte a sua raça (que, com certeza, não vai recebê-lo muito bem pela humilhação).

Marvel vê uma ambulância passar pela base militar. Os soldados dão a entender que o senhorio do hotel onde Lawson estava hospedado entrou em estado de coma depois da surra que levou do Super Skrull.

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Sábado, Agosto 09, 2008


CAPTAIN MARVEL 2
(Junho de 1968)


A história "From The Void of Space Comes... The Super Skrull!” foi escrita por Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Vince Colletta. A situação é a seguinte. Uma simples missão militar de reconhecimento começa a dar errado quando um de seus mais valorosos soldados aparentemente detona o robô de seu próprio exército. O que poucos sabem é que a confusão toda não passa da manipulação do líder da missão, que prefere causar tamanho desconforto apenas por desejar o amor da namorada do tal soldado. Poderia ser até um incidente, mas acontece que o planeta onde a malfadada missão está acontecendo, a Terra, nem mesmo é um planeta inimigo. Simplesmente está acontecendo ali. Agora imagine o que acontece quando os verdadeiro inimigos do tal exército começam a tomar conhecimento dessa desastrosa missão. Eles se perguntam o que o seus odiosos oponentes estão tramando com tamanha pataquada. É claro que explicar que tudo não passa de uma dor de cotovelo de um oficial de alta patente seria no mínimo absurdo. É por isso que os skrulls, inimigos dos krees que estão circundando a aparentemente inofensiva Terra, mandam seu mais alto oficial, o Super Skrull, para o local afim de desvendar o que diabos está acontecendo.

O Capitão se vê em maus lençóis (mais ainda) quando retorna para o hotel onde está secretamente alojado (como civil) e descobre que o cilindro que lhe permite respirar em nossa atmosfera... sumiu. Quem roubou o tal cilindro foi o senhorio do hotel, que desconfia que Mar-Vell é algum espião comunista. Tudo vira uma comédia de erros quando o Super Skrull chega a Terra, atraído pelo cilindro kree, graças ao seu equipamento programado para localizar seus inimigos ou os artefatos criados por eles (o cilindro, por exemplo). É no meio dessa confusão que Mar-Vell chega e empreende uma batalha contra o skrull que tem todos os poderes dos integrantes do Quarteto Fantástico (pode ficar elástico, fazer seu corpo se tornar uma tocha humana, ficar invisível ou duro como uma pedra). Neste primeiro round, Mar-Vell leva a pior, mesmo porque, além dos super poderes, o Super Skrull também é um militar treinado. Mas o risco maior é que o cilindro, esquecido de lado no meio da luta, está prestes a iniciar um procedimento de autodestruição, que irá detoná-lo com o poderio de uma bomba nuclear.

Continua...

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Sexta-feira, Agosto 08, 2008


CAPTAIN MARVEL 1
(Maio de 1968)


A história "Out of The Holocaust” foi escrita por Stan Lee e Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Vince Colletta. Ou Stan Lee deu um tremendo golpe de marketing ou este foi o herói mais azarão a dar certo no Universo Marvel (superando o azarão-mor Homem Aranha no quesito "personagem que jamais TERIA dado certo"). O fato é que o Capitão Marvel foi apresentado despretensiosamente na revista Marvel Super Heroes e, do nada, ganhou sua própria revista mensal. O ocorrido foi tão de sopetão que até mesmo os leitores (supostos responsáveis por tal fenômeno) foram pegos de surpresa. Afinal, a continuação das desventuras de Mar-Vell foram anunciadas como continuando na própria revista Marvel Super Heroes. E olha que, fora o uniforme chamativo, o personagem pouco lembra um super herói. Está mais para drama de ficção científica. Nem sequer pensa em salvar o planeta ou qualquer um que nele habite. Até o próprio personagem se espanta ao ser tratado como uma espécie de herói. Enfim... foi assim que tudo começou...

Continuando a trama de Marvel Super Heroes, o capitão Mar-Vell enfrenta o robô Sentinela kree. Pra piorar a situação, o mecanismo cria uma espécie de campo de força que impede que o capitão fuja para longe da base militar. Pra piorar a situação, a loirinha Carol Danvers foi parar justo dentro do campo de força onde os dois lutam, como se Mar-Vell já não tivesse problemas o suficiente. O exército, do lado de fora, tenta ajudar e se espanta com os esforços do estranho homem que voa. Por fim, o "herói" acaba causando uma implosão que destrói o robô gigante. E Mar-Vell, por seus esforços e por ter salvo a senhorita Danvers, sai da situação como herói.

Yon-Roog, o general que o colocou nessa situação, ainda tenta tirar proveito da situação para ainda tentar ferrá-lo. Afinal, Mar-Vell destruiu um robô de sua própria raça, o que daria uma conotação de traição para com seu exército. Essa informação distorcida chega até o alto escalão dos krees, mais especificamente nos ouvidos de Ronan, o Acusador... que não vê a hora de ir a Terra punir o suposto rebelde.

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Quinta-feira, Agosto 07, 2008


MARVEL SUPER-HEROES 13
(Março de 1968)


A história "Where Stalks the Sentry” foi escrita por Stan Lee e Roy Thomas e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Paul Reinman. A cada aparição, o ingênuo Capitão Marvel parece conquistar a simpatia do leitor. Parece uma história de espionagem, onde o leitor vê as coisas do ponto de vista do espião, que só não é o vilão por vacilar em sacrificar vidas, mas ainda está longe de ser o estereótipo de alienígena que quer nos proteger.

Desde a última edição, o Capitão Mar-Vell está preso na Terra, sob o disfarce de C. Marvel, nome com o qual se registrou no hotel próximo a uma base do exército. Ao tentar retornar para a nave de seus conterrâneos, ele é atacado por ela. Tudo isso graças ao ciúme do general kree Yon-Rogg, que quer humilhá-lo, matá-lo e, de quebra, ficar com sua amada médica Una. No entanto, sorte parece ser um dom de Mar-Vell. Quando a nave dispara contra ele, um pequeno avião entra na linha de fogo e é atingido em cheio, livrando o capitão de ser pulverizado. É claro que Mar-Vell não é bobo de tentar voltar a nave novamente pra levar outro tiro.

Mar-Vell desce até onde o avião caiu e constata que o piloto morreu. Para sua sorte (mais sorte), o piloto tem documentos e credenciais do exército americano. Trata-se de Walter Lawson, que também seguia para a base militar da região. Como tem forma humanóide, Mar-Vell aproveita da situação e passasse por Lawson para espionar a base militar. Dentro da base, uma surpresa: estão guardando um enorme robô, que ele reconhece como o Sentinela 459, criado pelos habitantes do seu planeta. Ele, no entanto, tem que manter o disfarce, ainda mais que uma astuta agente, conhecida como Senhorita Danvers, está envolvida com a pesquisa a respeito do robô gigante.

Yon-Rogg também já sabe que o robô está na base militar e o reativa para dar mais dor de cabeça a Mar-Vell. O que ele não sabe é que, secretamente, Una enviou mais do soro de respiração artificial, para que seu amado consiga sobreviver por mais tempo. Com sua identidade já correndo risco, o capitão veste sua armadura kree e parte para a base, onde dá de cara com o enfurecido robô Sentinela.

Continua...

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Quarta-feira, Agosto 06, 2008


MARVEL SUPER-HEROES 12
(Dezembro de 1967)


A história "The Coming of Captain Marvel” foi escrita por Stan Lee e desenhada por Gene Colan, com artefinal de Frank Giacoia. Ficção científica com ares de novelão mexicano, envolvendo traição, conspiração e até drama romântico. Tudo para apresentar um novo tipo de herói, o guerreiro alienígena Capitão Marvel. Na verdade, para não se confundir com o outro personagem de mesmo nome e que já era famoso desde a década de 40 (popularmente conhecido como Shazam), o diferencial deste personagem estava em seu verdadeiro nome, Mar-Vell. O nome Marvel foi uma espécie de simplificação do nome alienígena. Além do que... oras... o Capitão era publicado pela EDITORA Marvel. Nada mais justo.

Uma brigada dos guerreiros da raça alienígena Kree estão rondando a Terra para nos estudar. A curiosidade deve-se a detecção do potencial de resistência da raça humana, no caso de uma invasão kree. Para investigá-los, o general Yan-Rogg envia seu mais competente capitão, Mar-Vell. A missão é um tanto suícida. Se falhar, Mar-Vell terá apenas uma hora para sobreviver em nossa atmosfera, uma vez que esse é o tempo máximo que a poção administrada em seu sangue mantém as condições de sobrevivência de seu corpo alienígena. Mas há mais do que parece nessa missão. Fica entendido que Rogg gosta da médica Una. Só que a médica é amada de Mar-Vell. Logo, essa é a oportunidade ideal para se livrar do rival.

Quando chega a Terra, Mar-Vell logo dá de cara com um campo de testes de mísseis. Misteriosamente, o teste dá errado e os militares ficam alvoroçados como formigas saindo de um formigueiro recém destruído. Como Mar-Vell estava no local, saltando com seu traje militar pouco discreto, ele se torna o primeiro suspeito a ser perseguido. Apesar de sua força ampliada (a gravidade de seu planeta natal é maior do que a da Terra), o capitão dispara um simples raio de luz negra que os distrai momentâneamente. Isso lhe dá tempo para trocar de roupas e se misturar com os terráqueos (os kree tem forma humanóide). Alojado em um hotel barato (adotando o nome "americanizado" de Marvel), o capitão tem administrado em seu pulso um transmissor e as altas patentes krees lhe ordenam que obedeça as ordens, tenha sucesso na missão... ou morra. E ele tem apenas uma hora para cumprir tudo isso.

Continua...

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Terça-feira, Agosto 05, 2008


FANTASTIC FOUR 10
(Janeiro de 1963)


A história "The Return of Doctor Doom” foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foi publicada na revista Tocha Humana Bloquinho Especial número 14, pela editora Bloch, com o nome de "A Volta do Dr. Destino". Já é comum dizer que alguns escritores de ficção científica foram visionários em suas obras ao abordar teorias que, na época de sua publicação, pareciam maluquices. Essa edição apresentam uma porção dessas teorias criadas por Lee e Kirby. Só que muito mais malucas do que se pode imaginar... até mesmo para uma obra de ficção. Se houve algum conhecimento científico (principalmente de física) ao criarem a aventura, tais teorias são apresentadas de tal forma que o mais crédulo dos cientistas loucos iria rir... como devem ter dado risada os cientistas na época dos antigos e visionários escritores de FC.

O Quarteto começa sua aventura recebendo um chamado de alerta pelo único integrante que não está presente no momento: o Coisa. Mas não se tratava de uma ameaça. Ele apenas queria mostrar as estatuetas feitas pela sua amiga cega, Alicia Masters. Até mesmo Reed Richards fica espantado com o detalhismo com que a garota, levando-se em conta sua deficiência, deu as imagens retratando os inimigos já enfrentados pelo grupo. Sue ficou meio chateada em ver que a estatueta de Namor está entre as ameaças... e vemos um fiozinho de ciúmes demonstrado por Reed.

Enquanto isso, no estúdio de Lee e Kirby... Lee e Kirby?!?!?!?! Isso mesmo, Stan Lee e Jack Kirby, respectivamente o escritor e desenhista desta história criam uma participação especial deles mesmos. Bem... no estúdio da dupla (que nunca mostra o rosto) aparece ninguém menos que o Doutor Destino! Ele força a dupla de autores a chamarem Reed para uma reunião de pauta da revista em quadrinhos do Quarteto Fantástico (mais cômico, impossível). Reed atende prontamente e é sequestrado pelo vilão.

Na base do Destino, o vilão explica como escapou de seu problema na última vez que encontrou o Quarteto. Afinal, ele havia ficado preso em um asteróide em pleno espaço sideral. Acontece que esse asteróide foi parar próximo a uma nave espacial de uma raça conhecida como ovóides (e, acreditem, eles tinham cabeça de ovo). Os alienígenas apresentaram sua tecnologia avançada para Destino. Entre as maravilhas estava a técnica de trasferir o espírito de uma pessoa para um corpo novinho em folha. Destino aprendeu essa técnica e troca de corpo com Reed. Quando o restante do Quarteto chega, eles atacam Destino sem saber que, na verdade, trata-se de seu líder. Acabam trancafiando o coitado em uma cela de vidro inquebrável.

Voltando ao Edifício Baxter, o Senhor Fantástico/Destino apresenta a seus "companheiros" uma máquina encolhedora. Sua intenção é encolhe-los para que, ao traze-los de volta ao normal, seus poderes também sejam ampliados. Sem que eles saibam, a intenção de Destino é encolher cada um até que sumam para sempre.

O Destino/Senhor Fantástico (tá ficando confuso isso aqui) consegue escapar da prisão de vidro, utilizando os cilindros de oxigênio que o mantinham vivo (burrice de supervilão deixar essas coisas perto do herói...). Ele chega até o apartamento de Alicia, mas o Coisa o detém pensando que ela está sob ataque. Mas, antes que possa socá-lo, alguma coisa o faz parar. Levando-o até o Edifício Baxter, e desconfiando que algo está errado, o grupo bola um truque para ver se o que o suposto Destino realmente é Reed em outro corpo. O Tocha Humana manipula o calor das moléculas do ar para criar uma espécie de miragem, refletindo uma dinamite de demolição que está sendo usada ali perto. Eles se espantam ao ver que Destino tenta se sacrificar e o Senhor Fantástico foge covardemente. O Coisa consegue deter o "Reed" e eles consegue desfazer a troca de corpos. Destino, tentando fugir, acaba na frente do raio encolhedor e encolhe até sumir.

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Segunda-feira, Agosto 04, 2008


FANTASTIC FOUR 9
(Dezembro de 1962)


A história "The End of the Fantastic Four”foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foi publicada na revista Tocha Humana Bloquinho Especial número 13, pela editora Bloch, com o nome de "O Fim do Quarteto Fantástico". Custa caro ser um super herói. Já pensaram nisso? Mesmo um Batman, por exemplo, gasta uma grana com batmóvel, batcaverna, batcomputador. Tudo bem que tem quem administre seus negócios, mas tem horas que não dá! É muito tempo correndo atrás de vilão pra se sustentar. O Universo Marvel tem um símbolo muito claro disso, que é o Homem Aranha. Nele sim, o leitor vê uma pessoa que se mata pra arranjar grana quando rasga o uniforme. Até mesmo os Vingadores tem lá seu Tony Stark (que também gasta muito com armaduras) financiando todo tipo de quinquilharia que um grupo de heróis pode usar. Mas... e o Quarteto Fantástico? De onde veio toda a grana que, desde o primeiro número, Reed Richards usa para pagar seus maquinários, naves e até o IPTU do Edifício Baxter? Bom... se ninguém pensou nisso antes... justo Stan Lee e Jack Kirby resolveram a situação de uma forma divertidíssima, pra não dizer maluca.

O Quarteto Fantástico faliu! Tantas invenções, mesmo em prol de salvar o mundo, geraram faturas que não foram pagas. Mesmo porque, salvar o planeta toma tempo, deixando pouco espaço pra produzir algo que dê grana. E salvar o planeta pode não ter preço... mas, literalmente não tem preço... pois também não paga. Reed está puxando os cabelos elásticos quando seus credores batem a porta. O restante do grupo até quer usar seus poderes para fazer alguma grana, mas o líder do Quarteto não quer transformar o grupo num show de aberrações. É então que aparece, milagrosamente, um anúncio no jornal convidando o grupo a fazer um filme em Hollywood. A grana é boa e vem na hora certa. Hilária a cena em que eles se perguntam como podem ir até Hollywood, pois não tem grana nem para se transportar (Reed chega ao ponto de vender as naves do grupo e não tem combustível pra por no Fantasticarro). A saída? Pedir carona na beira da estrada. (É sério! Hilário, mas sério!).

Em Hollywood, como se a maluquice da situação já não fosse o suficiente, eles encontram o produtor que fez a proposta através do jornal. Ninguém menos que... Namor, o príncipe submarino!! De cigarrilha na boca e tudo mais!!!! Acontece que o príncipe ficou sabendo da situação precária do grupo, reuniu tesouros que encontrou no fundo do mar, montou um escritório na louca Hollywood (e o "esquemão" é levemente ironizado aqui) e quer produzir um longa metragem do Quarteto.

A "bondade" de Namor, óbvio, não passa de uma armadilha. Ele separa cada um dos integrantes do Quarteto para supostamente filmarem cenas perigosas que, na verdade, são cenas perigosas e fatais de verdade. O Senhor Fantástico enfrenta um cíclope gigante em uma ilha remota. Tocha Humana enfrenta uma tribo selvagem. O Coisa enfrenta o próprio Namor, que está mais forte por lutar com os pés dentro d'água, em uma praia. Este último, apesar de sacar que levar Namor pra areia o deixa mais fraco, ainda tem o azar de ser atingido por um raio e ser "destransformado" para sua forma humana. Apesar da derrota do Coisa, os outros dois conseguem se livrar de seus desafios.

Acreditando que derrotou o grupo, Namor segue para dar uns catos na Garota Invisível, que ele tá doido pra tornar sua noiva. É quando os companheiros da garota chegam ao local e vão dar uma surra no príncipe... se a própria Sue não impedisse. Ela dá um sermão no peixão, faz ele cumprir sua parte (lançando o filme e pagando o cachê prometido) e ainda justifica suas ações dizendo que ele fez isso por amor. E como nos filmes de faroeste, Namor caminha solitário em direção ao crepúsculo, mar adentro.

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Domingo, Agosto 03, 2008


FANTASTIC FOUR 8
(Novembro de 1962)


A história "Prisoners of the Puppet Master" (será que toda edição eles são prisioneiros de alguém, agora?) foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foi publicada na revista Tocha Humana Bloquinho Especial número 12, pela editora Bloch. Apresentando o vilão Mestre dos Bonecos e a coadjuvante Alicia Masters, que teria importante representação na vida do Coisa. Também é uma das primeiras (de inúmeras) tentativas de Reed Richards de trazer seu amigo Coisa a forma humana novamente, um dos maiores remorsos de sua vida, uma vez que Ben Grimm vivia se lamentando por ter se tornado um monstrão laranja.

Reed Richards está em seu laboratório criando algo e pede privacidade para terminar. A Garota Invisível e o Tocha Humana têm que segurar o curioso Coisa, que se sente ofendido por não poder ver (eu já dei a dica no parágrafo acima, então já sabemos do que se trata, ok?). Garota Invisível sai atrás do enfezado amigo para tentar acalmá-lo. No meio do caminho, avistam um homem que parece ir cometer suicídio subindo em uma ponte. Nem o Coise, nem Sue podem chegar rápido até ele. Conseguem avisar seus outros companheiros. Porém, a elasticidade do Senhor Fantático não consegue alcançar a ponte. Sobra para o Tocha Humana salvá-lo.

Em um apartamento, vemos um homem que manipula uma miniatura do suicída. Aparentemente ele o está controlando através desta miniatura. Como o Tocha Humana salva a vítima, o manipulador, que será chamado de Mestre dos Bonecos, acaba queimando os seus dedos. Contra a vontade de sua enteada cega, Alicia Masters, que vive com ele, manipula uma espécie de barro radioativo para criar uma miniatura do Coisa. No mesmo momento, o herói empedrado entra em transe e caminha até o apartamento do Mestre, seguido pela Garota Invisível. Apesar de invisível, Alicia, que é cega, pressente a presença de mais alguém. O Mestre então, enche a sala com um gás de éter, que faz com que Sue desmaie. Em seguida, coloca o uniforme de Garota Invisível em Alícia e a disfarça para acompanhar o hipnotizado Coisa. O casal invade o Edifício Baxter, sendo que o manipulado Coisa ataca seus companheiros. Na confusão, ele tropeça nos experimentos de Reed... e volta a ser o humano Ben Grimm novamente. Alicia ainda o reconhece por sua voz gentil, mas logo ele volta a se tornar um monstro laranja.

Enquanto o grupo tenta localizar o Mestre dos Bonecos, o vilão começa a planejar uma grande rebelião de presídio. A Garota Invisível consegue disparar o sinalizador e o grupo segue até o apartamento do Mestre. O Quarteto enfrenta um gigantesco boneco, mas o vilão escapa em um cavalo alado de brinquedo (é original, ué). Eles só não o perseguem pois se dirigem até o presídio afim de deter a rebelião (havia uma miniatura do diretor, obrigando-o a abrir as celas). O grupo consegue deter os presidiários.

Como último trunfo, o Mestre dos Bonecos constrói uma miniatura dele mesmo, dando-lhe poderes de imperador do mundo, controlando todas as nações. Antes que possa testar se esse comando irá dar certo, sua enteada derruba o boneco. Ao tentar recuperá-lo o vilão tropeça e cai pela janela do apartamento (é... acho que ele tinha mais de um apartamento). O Quarteto encontra Alícia chorando por seu tutor e o seu boneco estatelado no chão.

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Sábado, Agosto 02, 2008


FANTASTIC FOUR 7
(Outubro de 1962)


A história "Prisoners of Kurrgo, Master of Planet X" foi escrita por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foi publicadas nas revistas Demlidor número 5, pela editora Ebal, com o nome de "Prisioneiros de Kurrgo - Senhor do Planeta X" e ma revista Tocha Humana Bloquinho Espetacular número 11, pela editora Bloch, com o nome de "Prisioneiros de Kurgo, o Senhor do Planeta X". Lee e Kirby matam a saudade das velhas (mas nem tanto) histórias de ficção científica que a editora publicava antes dos seus super heróis surgirem. Lembrando, é claro, que quatro pessoas ganhando poderes após uma viagem espacial, também pode ser considerada uma história de FC.

O Quarteto Fantástico está sendo homenageado pelo governo quando, de repente, todos começam a ofendê-los e persegui-los. Todos, mesmo! Inclusive a população lá fora. Esse fenômeno está acontecendo graças a um raio disparado por um robô alienígena, que só irá parar depois que o grupo o seguir até seu planeta, onde poderão servir seu líder, Kurrgo. Sem poder resistir, pois a população já está cercando o Edifício Baxter, eles seguem para a nave do robô.

Chegando ao Planeta X (nome original para um planeta, não?), ficam sabendo das intenções do tal Kurrgo. Acontece que o planeta dele está sofrendo várias catástrofes ambientais e a população, talvez incitada pelo medo de ser extinta, começou a guerrear entre si (entenderam a mensagem?). Mas o maior problema de todos é uma espécie de asteróide, tão grande quanto o próprio planeta, que segue rapidamente em rota de colisão com o Planeta X. Apesar da tecnologia avançada do planeta, no quesito viagem espacial, só tiveram tempo de criar duas espaçonaves. Muito pouco para tirar uma população que conta com 5 bilhões de alienígenas. Foi por isso que sequestraram o Quarteto. Para que Reed possa, com seu gênio científico, criar alguma coisa que salve-os.

O que Reed Richards criar é um gás encolhedor que reduz o tamanho de cada cidadão, fazendo com que o volume de 5 bilhões deles possam caber dentro das duas espaçonaves. Chegando a um novo planeta, um outro gás irá reverter o efeito do primeiro, trazendo-os para seu tamanho normal. O plano dá certo bem em cima da hora, pois os pedaços do asteróide já começam a atingir o Planeta X. O Quarteto Fantástico é liberado de suas obrigações e utilizam a nave menor para voltar a Terra.

O gás, de fato, encolhe os habitantes. Menos Kurrgo, que pretende permanecer no tamanho normal e se apodera do cilindro com o gás antídoto. Sua intenção é manter a população com tamanho reduzido. Sendo ele o maior deles (em tamanho normal) poderá se tornar escravizá-los no novo planeta. Mas fica tanto tempo se sonhando com suas conquistas que acaba tropeçando, graças ao tremores causados pela queda do asteróide, derrubando o cilindro e, pior, ficando preso no planeta que será destruído. É o fim do ditador.

Como curiosidade, Reed comenta que o tal cilindro com gás antídoto... estava vazio. Kurrgo, portanto, acabou morrendo por nada.

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Sexta-feira, Agosto 01, 2008


FANTASTIC FOUR 6
(Setembro de 1962)


As histórias "Captives of the Deadly Duo!", "When Super-Menaces Unite" e "When Friends Fall Out!", "Trapped!" e "The End... Or The Beginning?" foram escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby. No Brasil, foram publicadas nas revistas Hulk e Namor, O Príncipe Submarino Super X número 12 a 16, pela editora Ebal, com os nomes de "Cativos da Dupla Mortal", "Quando Superameaças Se Unem", "Desavenças entre Amgios", "Apanhados!" e "O fim... Ou o Começo?"; em Tocha Humana Bloquinho Espetacular número 10, pela editora Bloch, com o nome de "Prisioneiros da Dupla Diabólica"; em Biblioteca Histórica Marvel Quarteto Fantástico número 1, pela editora Panini. Não é segredo para ninguém que a Garota Invisível tem uma quedinha pelo Namor. O potencial para o romance fica evidente nessa edição, com ares de Romeu e Julieta (a heroína e o suposto vilão apaixonados), mas o interessante é que, com isso, percebesse que ela e Reed Richards ainda não engataram sequer uma paquera (uma vez que muitos já sabem onde isso vai dar). Existe uma ou outra cena de ciúmes entre os dois ao longo das histórias, mas tudo muito discreto. Diria até que é preciso ser muito malicioso pra notar qualquer fagulhazinha de amor no ar.

Outro detalhe interessante é a mudança de foco no vilão Doutor Destino, aqui com ares mais megalomaníacos... e, levando em conta o que faz nessa edição... bota megalomaníacos nisso! Se não fosse um vilão de peso, seria risível a simples idéia do plano que ele aqui executa. Essa mudança acompanha seu visual, em comparação a edição anterior, onde aparecia com uma roupa que mais parecia um pijama. Aqui, seu visual definitivo, com sua longa capa e capuz, demonstrando respeito pelo governante que é, segue sua mudança de postura.

Enquanto o Quarteto Fantástico curte seu período de popularidade sem igual, o Doutor Destino procura por Namor, o príncipe submarino, para unir-se em prol da derrota do grupo. O Namor que encontra, no entanto, está longe do selvagem que atacou a cidade em sua última aparição. Muito pelo contrário. É um homem aquático "da paz", com direito a nadar com os golfinhos sem encher o saco de ninguém. Destino, no entanto, o convence que o povo da superfície é realmente mau e que podem ter sido os responsáveis pelo extermínio de seu povo (com testes nucleares realizados nos oceanos, enquanto Namor estava desmemoriado). Mesmo suspirando pela Garota Invisível, Namor aceita se aliar ao vilão.

O Quarteto recebe a visita inesperada do agora pacífico Namor. Para surpresa de todos que queriam socá-lo, a Garota Invisível faz o possível para protegê-lo (com direito a guardar fotos do príncipe, algo que foi descoberto por seu irmão, o Tocha Humana). Esse problema é deixado de lado logo que um maior... e bota maior nisso... acontece. Todo o Edifício Baxter... e eu disse... TODO... é levado para o espaço pelo Doutor Destino, graças a um artefato magnético criado pelo vilão, o que possibilita que ele sequestre o prédio inteiro. No espaço, o Quarteto se vê em maus lençóis, apesar da falta de oxigênio os ameaçar. Pior ainda: Destino pretende jogá-los no centro do Sol! (é ou não é um GRAAAANDE plano?).

Namor, que percebe a encrenca que causou, decide fazer a coisa certa e alcança a nave de Destino. O vilão ainda tenta atingi-lo com eletricidade, mas o príncipe submarino aprendeu a capacidade das enguias marinhas em absorver energia e a lança de volta ao vilão, que é jogado para um cinturão de asteróides e some. O Quarteto recupera o controle da situação e faz o prédio voltar para seu lugar de origem. E o Namor "bonzinho" joga todos os artefatos de Destino no fundo do oceano... para o encanto da Garota Invisível, que continua suspirando pelo príncipe.

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